Fama - Um romance em nove histórias

Fama - Um romance em nove histórias
Tradução: Sonali Bertuol
São Paulo: Companhia das Letras, 2011
- 160 p.
ISBN: 978-85-359-1818-2
Título original: Ruhm: Ein Roman in neun Geschichten
Boa parte das narrativas que compõem este romance tem origem num mal-entendido. São situações bizarras, causadas muitas vezes pela inversão de papéis entre quem vive a fama e o anonimato, ou por alguém que abandona a vida ordinária para viver algo extremo ou tomar uma decisão inusitada. Os personagens são escritores relativamente célebres - há inclusive um certo brasileiro, autor de livros de autoajuda, que mora num suntuoso apartamento com vista para o mar do Rio de Janeiro -, um ator de cinema famoso que desejaria ser anônimo e pessoas comuns. Cada um com uma vida menos ou mais emocionante. Daniel Kehlmann explora neste romance a fronteira tênue entre ficção e realidade. O narrador chega a dialogar com seus personagens, que às vezes protestam por terem sido incluídos no livro. Com sua prosa enxuta, ele mostra como a exposição, seja num livro, na televisão, nos celulares ou na internet, pode tornar as pessoas vulneráveis e mesmo causar a perda completa da identidade.
A medida do mundo

A medida do mundo
Tradução: Sonali Bertuol
São Paulo: Companhia das Letras, 2007
- 269 p.
ISBN: 978-85-359-1095-7
Título original: Die Vermessung der Welt
A medida do mundo narra a vida de dois dos maiores nomes da ciência alemã: o naturalista Alexander von Humboldt e Carl Friedrich Gauss, conhecido como o "Príncipe dos Matemáticos". Vindos de meios diferentes - Gauss era filho de um jardineiro e Humboldt de um nobre -, com formações diversas - Gauss estava destinado a trabalhos manuais até se revelar um prodígio, Humboldt teve uma educação primorosa -, os dois se igualavam na busca desesperada pelo conhecimento do mundo.
Os métodos dos cientistas, entretanto, não poderiam ser mais diversos: para Gauss, ciência era um homem sentado, com uma folha de papel e talvez um instrumento, pensando até entender determinado problema. Para Humboldt, era viajar, medir o que ninguém havia medido, coletar e classificar plantas e rochas desconhecidas...
As vidas dos dois cientistas são narradas alternadamente, em retrospecto, depois do capítulo que relata o não muito bem-sucedido primeiro encontro dos dois em 1828. O texto leve e divertido de Kehlmann é capaz de dar encanto e graça até à primeira intuição de geometria não-euclidiana de Gauss ou às masoquistas experiências de Humboldt sobre condutividade elétrica em tecidos vivos.
Além de apresentar um passeio às vezes perturbador por duas mentes muito peculiares, o livro é uma crônica fascinante de grandes descobertas científicas do fim do século XVIII e início do século XIX.









