A violoncelista

Tradutor: Sérgio Tellaroli
São Paulo: Companhia das Letras, 2002
- 213 p.
ISBN: 85-359-0241- 4
Título original: Die Cellospielerin
Aos cinqüenta anos de idade, um músico erudito alemão tem um grande projeto: escrever uma ópera baseada na obra do poeta russo Ossip Mandelstam (1891-1938).
Dinheiro não é problema, pois há tempos ele se dedica também a compor trilhas sonoras para seriados policiais de televisão.
A música erudita contemporânea não lhe trouxe reconhecimento de público ou crítica, mas os seriados de TV garantiram-lhe fama, fortuna e estabilidade.
A calmaria de sua vida, porém, está prestes a ser abalada. Judit, a filha de 23 anos de Maria, uma ex-namorada húngara, bate à sua porta em Munique, onde pretende concluir os estudos de violoncelo.
Seduzido pela réplica perfeita de Maria, o músico é atormentado pelo desdém que ela demonstra por sua obra e pelas novas regras cotidianas impostas pela garota. Um ciúme doentio de Judit toma conta do seu dia-a-dia.
É em torno desse estranho triângulo amoroso que se desenvolve a história contada em A violoncelista. Michael Krüger explora com maestria o lado cômico desse imbroglio, ao mesmo tempo em que o emprega como pretexto para passar em revista os ideais políticos e artísticos da conturbada segunda metade do século XX.
Excerto da obra
A última página
Tradução: Sérgio Tellaroli
São Paulo: Companhia das Letras, 1995
- 207 p.
ISBN: 85-7164-442-X
Brasilianische Ausgabe:
Himmelfarb
Um jovem etnólogo formado pela Universidade de Leipzig desembarca no Brasil em 1939, graças a uma bolsa do Terceiro Reich, com o propósito de realizar pesquisas para sua tese de doutorado.
Seu orientador, especialista em raças em extinção e membro do Partido Nacional-Socialista, dera-lhe instruções para que não se envolvesse com exilados, sobretudo judeus e comunistas, de modo a não prejudicar a objetividade da pesquisa.
Com ironia e pungência, Michael Krüger parte dessa situação para falar das diferenças entre os homens - não apenas de raça, cor e credo, mas também de caráter -, da nossa incapacidade de compreendê-las e da importância do ato de narrar para a sobrevivência do homem. Um grande romance.









