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04.06.2016

Copyright: Goethe-Institut São Paulo


2º. Econtro – Urgências!

sobre as forças políticas em jogo no atual cenário brasileiro
uma proposição de suely rolnik e tatiana roque

A paisagem da sociedade brasileira vem sendo agitada por práticas de invenção que não param de proliferar. Essas forças tensionam a atmosfera das forças reacionárias e reativas que nos assombram. Como dar conta das múltiplas ações que transformam diversos campos da sociedade? Os termos e as práticas da esquerda, ou até mesmo a noção de esquerda, ainda são suficientes para descrever a variedade e a singularidade dessas ações? A tradicional oposição entre direita e esquerda ainda serve para pensar a relação entre as várias forças em jogo? Ou será necessário pensar numa outra escala, que vai de diferentes graus de identificação com o estado de coisas a diferentes graus de reconhecimento de seus pontos de asfixia? De diferentes graus de desejo de conservá-lo a diferentes graus de desejo de criar desvios? Como decifrar as novas estratégias de poder do capitalismo? Como nomear e refletir sobre o presente para criar alianças que nos mobilizem para além de possíveis dicotomias entre pensamento e ação?

O segundo encontro de Urgências é um convite a pessoas que buscam reinventar o presente em distintos setores da vida social, assim como a pessoas interessadas e implicadas neste debate, em um esforço de reflexão coletiva. Trata-se de tentar colocar em palavras as experiências em curso, para favorecer possíveis colaborações entre diferentes práticas de intervenção, sejam elas ativistas, teóricas, artísticas ou outras. A partir desses lugares e do esforço conjunto para nomeá-los, poderemos perguntar o que de tais práticas ainda cabe, ou não cabe mais, no horizonte das esquerdas.

O evento conta com a participação de Andreza Delgado (militante do movimento negro), Aluizio Martino (São Mateus em Movimento), Hailey Kaas (movimento LGBTT), Lilith Cristina Passos (movimento secundarista) e Ricardo Terto (roteirista).

4 DE JUNHO DE 2016 | 10H ÀS 17H
Goethe-Institut São Paulo
Rua Lisboa, 974 – Pinheiros
Inscrições: cultura@saopaulo.goethe.org

    18.02.2017

    Claudia Andujar na exposição Marcados; © Daniela Paoliello


    Claudia Andujar - amanhã não pode ser ontem

    A obra fotográfica da artista residente do Brasil é pela primeira vez exposta na Europa. A exposição no MMK1 do Museu de Arte Moderna MMK em Frankfurt am Main será a primeira na Europa a apresentar uma visão abrangente da obra fotográfica da artista Claudia Andujar (nascida em 1931, em Neuchâtel, Suíça), que reside no Brasil.

    A importante série “Marcados” surgiu nos anos 1970, ligada ao ativismo da artista em prol da proteção dos Yanomami, a maior etnia indígena do Brasil. Esses retratos representaram para a artista o início de uma exploração profunda da cultura dos Yanommi.

    Além da extensa série “Marcados”, a exposição apresenta grupos de obras fotográficas produzidas desde os anos 1960 até hoje. A perspectiva subjetiva da fotógrafa também encontra reflexo nas imagens da rede viária modernista e aparentemente infinita de São Paulo, captadas de um helicóptero, assim como nas construções circulares tradicionais dos Yanomami em meio à vegetação exuberante da Região Amazônica. Para a série “Rua Direita”, a artista sentou-se na rua de mesmo nome, uma movimentada artéria de São Paulo, fotografando os passantes com uma objetiva grande-angular.

    Em 1964, pouco antes do golpe que deu início à ditadura militar no país que perduraria até 1985, Andujar documentou, na série “Marcha da Família”, as passeatas em São Paulo com a participação de linhas nacionalistas e conservadoras que se manifestavam contra a fundação de um governo comunista. Diante dos persistentes protestos no Brasil e às metas do país em relação ao clima há pouco anunciadas, a obra de Andujar se destaca até hoje por um alto grau de atualidade e relevância.

    Exposição + Simpósio
    MMK Talks
    Sábado, 18 de fevereiro de 2017, 15h30

    Carolin Köchling (curadora da exposição)
    Apresentação: Katharina von Ruckteschell-Katte, diretora do Goethe-Institut, São Paulo

    Detalhes
    Idioma do simpósio: inglês
    Preço: 12 euros / meia-entrada: 6 euros €
    Simpósio: entrada franca
    069 - 212 30447
    mmk@stadt-frankfurt.de

      24.01. – 28.01.2017

      Goethe-Institut São Paulo


      Episódio museal – Sobre o futuro global dos museus

      De 24 a 28 de janeiro de 2017, quinze diretores e curadores de museus vão se encontrar em Joanesburgo e na Cidade do Cabo, na África do Sul, para discutir sobre os desafios que os museus enfrentam hoje e enfrentarão no futuro. Os participantes dão continuidade a um debate iniciado em outubro de 2015 em Salvador da Bahia e em La Paz, na Bolívia. No dia 28 de janeiro, às 13:30 horas, os resultados serão apresentados para discussão pública no Goethe-Institut de Joanesburgo.


      Como será o trabalho com coleções no futuro? Os museus se transformarão em instituições cada vez mais híbridas? Quão democrático um museu pode ser e como se pode evitar uma perspectiva colonialista? Como envolver a vizinhança no trabalho do museu?

      Quinze organizadores de exposições e administradores de museus da América do Sul, Europa e África discutirão essas questões num encontro de vários dias, durante os quais viajarão pela Bolívia. O grupo já se encontrou em Salvador da Bahia, em outubro de 2015, para o evento inaugural da conferência móvel “Episódio museal” e publicou um primeiro relatório. Durante o intercâmbio, o foco é a perspectiva dos países do Sul Global. Depois da Bolívia, os participantes se encontrarão em Joanesburgo, antes de , executarem o processamento dos resultados por ocasião da documenta 2017.

      Entre os participantes estão:
      Marion Ackermann, Kunstsammlung Renânia do Norte-Vestfália, Düsseldorf
      Zdenka Badovinac, Museu de Arte Moderna de Liubliana
      Övül Durmusoglu, curadora, Berlim / Istambul
      Yilmaz Dziewior, Museu Ludwig, Colônia
      Elvira Espejo, Musef, La Paz
      Marina Fokidis, documenta / Kunsthalle Athena
      Anna-Catharina Gebbers, Hamburger Bahnhof, Berlim
      Nydia Gutierrez, Museu de Antioquia em Medellín
      Pablo Lafuente, curador, Porto Seguro, Bahia
      Natalia Maljuf, Museu de Arte de Lima / Conselho do Humboldt Forum
      Matthias Mühling, Galeria Lehnbachhaus, Munique
      Gabi Ngcobo, curadora / Bienal de São Paulo
      Hermann Parzinger, Fundação Patrimônio Cultural Prussiano, Berlim
      Luiza Proença, MASP, São Paulo
      Marcelo Rezende, curador, Salvador da Bahia / São Paulo

      Uma série de eventos do Goethe-Institut São Paulo e da Fundação Cultural Federal Alemã

        28.11.2016

        Copyright: Goethe-Institut São Paulo


        Antropofagizar o Sul | Discussão entre curadores

        No contexto do seu projeto "Episódios do Sul", o Goethe-Institut São Paulo convida curadores de três grandes exposições para refletir sobre o Sul, sua relação com outras coordenadas, como o Norte e o Oriente e a importância e relevância do binário Norte/Sul nas suas iniciativas. Jochen Volz, curador da 32ª Bienal de São Paulo; Monika Szewczyk, curadora da documenta 14 em Kassel e Atenas; Yustina Neni e Sigit Piusder, curadores da Bienal Jogja XIV Equador #4, de Yogyakarta, na Indonésia (cujo tema em 2017 é o Brasil) conversam sobre os cruzamentos temáticos de seus projetos: “Incerteza Viva”, “Sul como Estado de Espírito” e “Equador”.

        32ª Bienal de São Paulo

        A 32ª Bienal com o tema “Incerteza Viva”, sob curadoria de ochen Volz junto aos co-curadores Gabi Ngcobo, Júlia Rebouças, Lars Bang Larsen e Sofía Olascoaga, busca refletir como a arte pode ser uma ferramenta para imaginar formas de habitarmos as incertezas da vida contemporânea, articulando tópicos como ecologias, cosmologias de inícios e fins, saberes coletivos, mitos evolutivos e modelos de educação.
Jochen Volz é curador da 32a Bienal de São Paulo. Entre 2012 e 2015 foi Diretor de Programação da Serpentine Galleries em Londres. Foi curador do Instituto Inhotim, em Minas Gerais, desde 2004, onde atuou como Diretor Geral entre 2005 e 2007 e Diretor Artístico entre 2007 e 2012. Entre 2001 e 2004 foi curador da Portikus, em Frankfurt.

        Documenta 14

        Adam Szymczyk estabeleceu, na proposta à comissão que o selecionou como diretor artístico da documenta 14 (Sul como Estado de Espírito), um deslocamento do eixo Leste/Oeste, o qual determinou a localização da documenta em Kassel em 1955. Szymczyk afirma que o movimento da documenta 14 para Atenas significa abrir o projeto artístico de mais de sessenta anos às atuais urgências políticas. Monika Szewczyk organiza exposições, escreve, edita e ensina – na maioria das vezes em parceria com instituições de arte e ensino superior. Antes de ingressar na equipe de curadoria da documenta 14, em janeiro de 2015, foi Curadora de Programas de Artes Visuais no Reva e David Logan Centro para as Artes da Universidade de Chicago.

        Bienal Jogja XIV Equador #4

        Depois de encontrar Índia, Oriente Médio e Nigéria em suas edições anteriores, a Bienal Jogja XIV Equador #4 atravessa o Atlântico para ir ao encontro da América do Sul, especialmente do Brasil. Indonésios vivem em milhares de ilhas, mas antes de acreditarem no oceano como um hiato, eles acreditam na união através do mar. Algumas questões permeiam essa aproximação: Por que os brasileiros são tão diversos? Qual conhecimento sobre o Brasil poderá ser transmitido através da Bienal? Por que a Indonésia deve encontrar o Brasil agora?

        Yustina Neni foi diretora da Fundação Bienal Yogyakarta (YBF). Neni acaba de completar sete anos como colaboradora da Fundação, agora como membro do conselho da mesma. Sigit Piusder é curador da Bienal Jogja XIV Equador #4. Piusder é artista, interessado em formas simples de exibição em artes visuais que propiciam o compartilhamento de experiências triviais da vida cotidiana.

        28 de novembro | às 19h | Goethe-Institut

        Rua Lisboa, 974 | Pinheiros | Tel 3296 7000

        Tradução simultânea | Gratuito


          16.11.2016

          Copyright: Goethe-Institut São Paulo


          Goethe-Institut Salvador inaugura residência artística de referência para o Sul global

          O Programa de Residência Artística Vila Sul, terceiro do gênero entre as 159 unidades do Goethe-Institut no mundo e primeiro e único no “Sul global”, será inaugurado neste 16 de novembro. “O Programa busca contribuir para a promoção do diálogo entre artistas e diferentes populações, possibilitando o intercâmbio que engrandece suas experiências e olhares sobre o mundo”, resume Manfred Stoffl, diretor do Goethe-Institut Salvador-Bahia. “A intenção da Alemanha, ao investir nisso, é atuar em vivências contemporâneas, de modo global, que promovam a colaboração, a liberdade de expressão e o poder social da cultura”, completa.

          A escolha de Salvador não foi ocasional. Primeira capital do Brasil, localizada no estado onde os portugueses chegaram há 500 anos, a cidade tem uma história que simboliza realidades do Hemisfério Sul e é uma das pontas do que foi chamado Triângulo Atlântico – área que se estendia entre as Américas, a costa oeste da África e a Europa, constituindo relações comerciais que, a partir do século 16, levaram ao sequestro de milhões de africanos escravizados para as Américas. Até hoje, Salvador, com 83% de população afrodescendente, é tida como a cidade mais negra do mundo fora da África. E, também por isso, é um lugar oportuno para questionar, de sua “perspectiva sul”, as relações de poder e as condições sociais globais, bem como seus discursos acadêmicos. 

          O Sul não é, portanto, apenas um fato geográfico. Por isso, para as residências, é essencial que a vinda dos residentes se baseie no seu interesse genuíno em questionamentos que abordem perspectivas do tema ou que promovam o diálogo entre países deste hemisfério, independentemente de sua origem. Ao longo de 2016, 12 artistas já realizaram atividades em residência, numa temporada de experimentações deste processo. Inaugurando a hospedagem de fato, estão instalados, desde outubro, cinco residentes: Adolphe Binder, romena radicada na Alemanha, curadora, dramaturgista e produtora, diretora artística do Tanztheater Wuppertal Pina Bausch; Grada Kilomba, escritora, teórica e artista interdisciplinar portuguesa, que trabalha com questões de gênero, raça, trauma e memórias; e mais três alemães: o cientista político Christoph Bieber, que pesquisa sobre ética, responsabilidade política, transparência, comunicação pública, democracia e novas mídias; o cenógrafo e figurinista Jürgen Kirner; e a curadora e dramaturgista em dança e teatro Sigrid Gareis.

          Daí em diante, serão recebidos, de dois em dois meses, convidados internacionais. A princípio, os residentes – artistas, jornalistas e pesquisadores interdisciplinares – não se candidatam: eles são nomeados por meio de um processo de indicação da rede internacional do Goethe-Institut e de seus parceiros. Em um futuro próximo, um júri local responderá por esta seleção. Durante a sua estada em Salvador, os residentes habitam quatro apartamentos individuais no estilo ‘loft’ e compartilham um amplo espaço coletivo, com cozinha, mesas de jantar, poltronas e toda acomodação necessária a horas de convívio.

          FESTA DE INAUGURAÇÃO
          A inauguração do Programa Vila Sul acontece a partir das 20hs do dia 16/11, com a presença de dois DJs: o baiano ÀTTØØXXÁ trazendo a convergência de sons ecoados pelas periferias do mundo, começando pelo epicentro musical do planeta, a África. E Daniel Haaksman, vindo de Berlim, DJ, produtor e jornalista, que introduz, desde 2004, o som de favelas do Rio de Janeiro a uma audiência global. Seu set mistura baile funk, house, trap, bubbling, kuduro e tudo que vem animando multidões em todos os lugares. Durante a inauguração, algumas intervenções artísticas são esperadas, incluindo performances dos artistas associados ao Dimenti, ambiente de criação e produção cultural de Salvador. Para completar, o legado deixado pelos residentes que estiveram na cidade ao longo do ano estará disposto em toda a casa.

            29.10.2016



            Conversas com objetos no Museu Afro Brasil

            Evento reúne especialistas em torno de peça surpresa para discutir história da arte e cultura material

            Por que a história da arte tem que ser contada sempre do ponto de vista europeu? Como seria uma história da arte que fosse narrada, por exemplo, a partir das culturas africanas ou da cultura brasileira?

            Buscando pensar outros discursos possíveis no campo da história da arte e examinar as relações simbólicas que estabelecemos com a cultura material, o Goethe-Institut organiza, em parceria com o Museu Afro Brasil e a Bienal de São Paulo, a quarta edição do encontro Conversas com Objetos.

            A ideia é reunir especialistas de formações diversas em torno de uma peça tida como parte da história da arte não europeia para elaborar discursos e refletir sobre perspectivas não eurocêntricas da história da arte. O objeto em questão será uma peça brasileira do acervo do Museu Afro Brasil que, até o momento do evento, não será revelada.

            O grande diferencial da conferência é justamente a surpresa com o confronto material com o objeto: sem preparo prévio, especialistas e público são convidados a ocuparem a mesma posição como produtores de conhecimento sobre a peça em questão, desmontando a hierarquia secular sobre o discurso da história da arte.

            O formato do evento também busca a disrupção: cadeiras são colocadas em círculo, no formato Fishbowl, em que todos podem ocupar a posição de “especialista”.

            A 4ª edição do Conversas com Objetos acontecerá em São Paulo, no dia 29 de outubro, sábado, às 11h, no Museu Afro Brasil (Parque Ibirapuera, Portão 10). Gratuito e aberto ao público, o projeto tem coordenação da professora Claudia Mattos Avolese (Unicamp) e participação do escritor, crítico e curador Marcelo Rezende, do artista, curador e professor da UFRBAyrson Heráclito, da artista israelense participante da 32ª Bienal de Artes de São Paulo Michal Helfman e da pesquisadora e historiadora Juliana Bevilacqua.

            O Conversas com Objetos faz parte do projeto Episódios do Sul, concebido pelo Goethe-Institut, que busca visões e contribuições do Sul na arte, na ciência e na cultura, em um contexto de crescente globalização. Através de rodas de discussão, seminários, grupos de pesquisa, residências e produções artísticas, são colocadas em pauta as visões próprias do sul em relação à história da arte global, o futuro dos museus, utopias possíveis, mediação do conhecimento, entre outros temas. www.goethe.de/brasil/episodios

            29 de outubro | sábado | 11h
            Museu Afro Brasil
            Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, s/n
            Parque Ibirapuera
            Gratuito | Aberto ao público
            Inscrições: cultura@saopaulo.goethe.org
            Realização | Goethe-Institut São Paulo | Museu Afro Brasil


            Participantes:

            Claudia Mattos

            Professora da Unicamp, é diretora do projeto Expanding Art History: Teaching Non-European Art at Unicamp, financiado pela Fundação Getty de Los Angeles.

            Marcelo Rezende
            Escritor, crítico e curador, Marcelo Rezende foi diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA) e diretor artístico da 3a Bienal da Bahia (2014). Foi também curador do projeto Estado de Exceção – Venha Ver a Coréia (Ver Você), no Paço das Artes de São Paulo (2008).

            Ayrson Heráclito
            Artista visual, curador e professor. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo (2016), Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia - UFBA. Professor do Centro de Artes, Humanidades e Letras - CAHL da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB.

            Michal Helfman
            Membro senior do programa Master of Fine Arts da Bezalel Academy of Art and Design de Israel e participante da 32a Bienal São Paulo.

            Juliana Bevilacqua
            Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo e doutoranda em História Social pela mesma universidade. É autora do livro “Homens de Ferro. Os ferreiros na África central no século XIX” (2011) e co-autora de “África em Artes” (2015).

              06.10.2016



              Peter Sloterdijk e Laymert Garcia dos Santos em São Paulo

              No dia 6 de outubro, o filósofo alemão Peter Sloterdijk e o sociólogo brasileiro Laymert Garcia dos Santos discutirão sobre o Sul no Goethe-Institut de São Paulo. O debate girará em torno do atual domínio das tradições ocidentais de pensamento, a imaginação do Sul pelos marinheiros europeus da Idade Moderna como território desconhecido a ser explorado, e a redefinição das relações entre centro e periferia pela teosofia medieval.

              Peter Sloterdijk estudou Filosofia, História e Germanística em Munique e na Universidade de Hamburgo. Em 1971, concluiu seu trabalho de mestrado intitulado Strukturalismus als poetische Hermeneutik (O estruturalismo como hermenêutica poética). Em 1972/73, seguiu-se um ensaio sobre a teoria estruturalista da história de Michel Foucault, com o título Die Ökonomie der Sprachspiele. Zur Kritik der linguistischen Gegenstandskonstitution (A economia dos jogos de linguagem. Crítica da constituição linguística do objeto). Em 1976, sob a orientação do professor Klaus Briegleb, Peter Sloterdijk escreveu sua tese de doutorado sobre o tema “Literatura e organização da experiência de vida.Teoria e história dos gêneros autobiográficos da República de Weimar de 1918 a 1933”. Entre 1978 e 1980, ele esteve no ashram do Bhagwan Shree Rajneesh (posteriormente Osho) em Pune, na Índia. Desde os anos 1980, Sloterdijk trabalha como escritor. Crítica da razão cínica, livro publicado na Alemanha em 1983 pela editora Suhrkamp, é um dos livros de filosofia mais vendidos do século 20. Em 2001, assumiu como sucessor de Heinrich Klotz o cargo de reitor da Escola Superior de Design de Karlsruhe, onde leciona Filosofia e Estética.

              Laymert Garcia dos Santos é professor titular do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Foi conselheiro no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) do Ministério da Cultura e diretor da Fundação Bienal de São Paulo. Laymert Garcia dos Santos é especialista em sociologia da tecnologia e em arte contemporânea, principalmente em temas ligados à biotecnologia, cinema, ICTs, povos tradicionais e política brasileira. Algumas de suas obras são Desregulagens (São Paulo, Brasiliense, 1981), Alienação e capitalismo (São Paulo, Brasiliense, 1982), Etienne de La Boétie - Discurso da servidão voluntária (São Paulo, Brasiliense, 1982), Tempo de ensaio e Politizar as novas tecnologias.

              No dia 6/10/2016 no Goethe-Institut São Paulo.


              29.08. – 03.09.2016

              Copyright: Goethe-Institut São Paulo


              Risco Epistêmico: Educação
              Encontro reúne intelectuais e artistas da América Latina e África

              Os recentes protestos em escolas e universidades, tanto na América Latina quanto na África do Sul, apontam para uma série de questionamentos e críticas a respeito do sistema educacional atual.Questões como a capacidade das instituições de ensino de gerar conhecimento no mundo contemporâneo e quais as possíveis experimentações neste campo que podem transformar o trabalho do conhecimento serão abordadas no encontro “Risco Epistêmico: Educação”, que acontece de 29 de agosto a 3 de setembro, em diversos locais na cidade de São Paulo, propiciando o convívio diário entre pesquisadores e artistas da África do Sul e do Brasil.

              Participam do evento professores e pesquisadores da África Subsaariana, entre eles Kelly Gillespie, Leigh-ann Naidoo, Zen Marie, Hibist Kassa (Universidade Wits, Joanesburgo). O evento também conta com a presença do músico sul-africano Neo Muyanga. Do Brasil, estão confirmadas as participações da professora e crítica Suely Rolnik, do artista Amilcar Packer, da professora Tatiana Roque e de Jota Mombaça.

              O programa é realizado em São Paulo e abriga atividades abertas ao público e outras para convidados em vários formatos: visitas a escolas públicas de ensino básico, conversas abertas em universidades e instituições culturais de São Paulo, além de uma jam com músicas de protesto.

              29 de agosto a 3 de setembro de 2016
              Diversos locais em São Paulo
              Gratuito


              PROGRAMAÇÃO


              29 de agosto, segunda-feira

              15h | ufabc são bernardo do campo rua arcturus, n°3 - bloco beta - auditório 002
              “risco epistêmico: educação – conhecimento, mundanismo e tarefas da vida prática” mediação de maria carlotto (ufabc)

              30 de agosto, terça-feira

              15h | praça das artes av. são joão, 281 - centro, são paulo
              “entre a estética e a política: prática e ação radical no brasil e na áfrica do sul” uma conversa com zen marie e jota bombaça

              16h30 | praça das artes av. são joão, 281 - centro, são paulo
              “organização estudantil negra e o mito da democracia racial: construindo a solidariedade transnacional” uma conversa com brian kamanzi, brunata mires e andreza delgado

              31 de agosto, quarta-feira

              12h30 | fau/usp rua do lago, 876 - butantã, são paulo “risco epistêmico: a crise das instituições como produtoras de conhecimento” como parte do “auh-encontros”, alunos, educadores e funcionários são chamados a pensar a educação como possibilidade de servir de laboratório para a invenção de outros mundos. mediação: renato cymbalista

              20h | al janiah rua álvaro de carvalho, 190 - centro, são paulo
              jam massa revoltante participação de neo muyanga, ras davi, mano money´s, sarau do vinil, lello di sarno, érica navarro

              1° de setembro, quinta-feira

              16h | casa do povo rua três rios, 252 - bom retiro, são paulo
              “lutas e avanços desde o início dos movimento secundarista” conversa aberta com estudantes

              2 de setembro, sexta-feira

              14h | escola estadual prof. adrião bernardes estrada de Itaquaquecetuba, 9953 - ilha do bororé, sp
              encontro com alunos e professores da escola participação dos coletivos jovens em cena, quebramundo e midiart

              3 de setembro, sábado

              10h às 18h | goethe-institut são paulo rua lisboa, 974 - pinheiros, são paulo
              urgências “risco epistêmico: o que queremos por educação?” interlocutores convidados: tatiana roque e cassia quezia
               inscrições | vagas limitadas | cultura@saopaulo.goethe.org

                01.07. – 30.08.2016

                Copyright: Goethe-Institut São Paulo


                Novos residentes na Vila Sul em Salvador

                O programa de residências do Goethe-Institut de Salvador destaca-se como primeira do gênero oferecida pelo Instituto no ‘Sul’. Salvador foi escolhida por sua importância nos diálogos Sul-Sul em termos geográficos (está localizada no Atlântico Negro), históricos (foi a primeira capital brasileira) e culturais (pela sua constituição afro-brasileira).

                As residências ficam situadas nas instalações do próprio Goethe-Institut, que, por sua vez, é rodeado de museus e teatros. O Instituto dispõe de um teatro black box, duas galerias, um pátio, uma biblioteca e várias salas de aula, oferecendo, portanto, condições ideais para o encontro, a reflexão, a apresentação e a produção culturais.  

                Já passaram pela Vila Sul os artistas Diedrich Diederichsen, Rodrigo Alves, Rike Frank, Dimenti e Lucia Nhamo. Em julho e agosto, a Vila Sul recebe a sul-africana Helen Sebidi, o uruguaio Brian MacKern e a australiana Liza Lim.  

                O programa de residências tem orientação temática e destina-se a intelectuais, artistas, cientistas e escritores reconhecidos de todas as áreas, bem como a pessoas que trabalham em campos interdisciplinares ou de pesquisa. O tema geral da residência é o ‘Sul’. A partir desse foco, os residentes dos primeiros dois anos (de 2016 a 2017) participarão do projeto intercontinental ‘Episódios do Sul’, desenvolvido na América do Sul. Os residentes recebem, na maioria dos casos, o convite para uma estadia de dois meses em Salvador, a fim de desenvolver in loco pesquisas relativas ao ‘Sul’, vivenciar e se relacionar com a cena cultural, a cidade e a natureza.

                Helen Sebidi é pintora e vive atualmente em Joanesburgo. Foi criada pela avó, que a influenciou fundamentalmente em relação a sua visão do mundo, tendo incentivado-a a desenvolver atividades criativas. De início, Sebidi dedicou-se à olaria, tecelagem e pintura, desenhando e decorando cabaças. Porém, a pintura só se tornou sua profisssão depois que ela trabalhou durante alguns anos como doméstica e foi erroneamente presa. Helen Sebidi teve apoio de seu professor e mentor John Koenakeefe Mohl, que incentivou seus planos e a encorajou a estabelecer um diálogo com as gerações mais velhas, mantendo-a, assim, próxima da cultura tradicional africana e fazendo desta o espírito da sua arte. Como artista, ela encontra sua inspiração na África pré-colonial, mas sua obras também refletem suas próprias experiências. Para Helen Sebidi, é muito importante inspirar e incentivar as gerações mais novas, especialmente artistas. Em 1986, ela foi a primeira artista negra da África do Sul a ter suas obras de arte expostas. Dois anos depois, ganhou uma bolsa da Fundação Fulbright para viajar aos EUA. Nesse mesmo ano, foi premiada com o Standard Bank Young Artist Award. Desde os anos 1990, ela tem feito várias viagens e exposto sua arte em vários países. Em 2004, o então presidente sul-africano atribuiu a Helen Sebidi o prêmio “Order of Ikhamanga”.

                Brian MacKern (Uruguai) desenvolve desde 1995 projetos artísticos digitais e híbridos em rede. MacKern é músico, compositor e criador de estruturas e ambientes autogenerativos e reativos audiovisuais. Sua prática artística volta-se para áreas definidas pela lembrança e rememoração, pela representação alternativa de localização, geografias e cartografias urbanas, pelo ruído, misturas, falhas e data bending. Seu trabalho gira em torno de processos e estruturas, que atravessam o ambiente digital e real, e explora o design de interfaces, a criação de jogos sonoros, transposições digitais da representação, objetos visuais/sonoros, animações de vídeo e dados em tempo real, a netart e a arte sonora. Brian MacKern apresentou sua obra e deu oficinas e palestras em toda a América Latina e na Europa. Seu trabalho foi exibido nos principais festivais de arte e recebeu reconhecimento de numerosas instituições. Ele também atua como curador e coordenador de projetos de arte e educação que tratam de tecnologias contemporâneas.

                Liza Lim é uma das compositoras mais conceituadas da Austrália. Ela teve obras e concertos comissionados pelas orquestras mais renomadas do mundo (Filarmônica de Los Angeles, Bavarian Radio Orchestra, BBC, WDR, SWR), por festivais (Festival d’Automne Paris, Salzburgo, Lucerna, Holanda, Bienal de Veneza e todos os festivais importantes da Austrália) e por grupos como Musikfabrik, Ensemble Intercontemporain, ELISION, Ensemble Modern, Arditti String Quartet etc. Desde 2008, ela é professora de composição e diretora do centro de pesquisa de New Music, CeReNeM, na universidade de Huddersfield. Alguns dos seus trabalhos recentes incluem sua quarta ópera, encomendada pelo grupo Musikfabrik e pela Casa de Ópera de Colônia e baseada no livro cut-out, de Jonathan Safran Foers; Tree of Codes, um concerto para violino; Speak, Be Silent, para o aniversário de 40 anos da abertura de temporada do grupo Contrechamps, baseado em Gênova; e diversas peças solo, que exploram novas técnicas para instrumentos como o fagote (Axis Sun) e o eufônio (The Green Lion eats the Sun).

                  15.06. – 16.06.2016



                  Tecnoxamanismo

                  Seminário de Tecnoxamanismo no Goethe-Institut São Paulo

                  O seminário procura aproximar conhecimentos ancestrais e questões indígenas ao complexo tecnológico contemporâneo. Estão previstos um bate-papo com representantes de duas tribos Guarani da cidade de São Paulo, uma conversa sobre o projeto Baobáxia, apresentação do coral infantil guarani Mbya e interação com o artista guatemalteco Edgard Calel sobre ancestralidade maia. Na ocasião, será lançada a publicação TCNXMNSM pelo Goethe-Institut, Invisíveis Produções e Rede do Tecnoxamanismo.

                  Seminário Tecnoxamanismo
                  15 e 16 de junho de 2016
                  Goethe-Institut São Paulo
                  Gratuito


                    14.06.2016

                    Copyright: Goethe-Institut São Paulo


                    Conversas com objetos em Belém

                    Evento que integra o projeto Episódios do Sul do Goethe-Institut, discute história da arte e cultura material e reúne especialistas em torno de objeto de cerâmica marajoara.

                    Por que a história da arte tem que ser contada sempre do ponto de vista europeu? Como seria uma história da arte que fosse narrada, por exemplo, pela cultura indígena?

                    Buscando pensar outros discursos possíveis no campo da história da arte e examinar as relações simbólicas que estabelecemos com a cultura material, o Goethe-Institut organiza a terceira edição do encontro Conversas com Objetos. A ideia é reunir especialistas de formações diversas e interessados em cultura material para elaborar discursos acerca de um objeto escolhido para a ocasião, com o intuito de refletir sobre perspectivas não-europeias da história da arte.

                    O encontro, que já aconteceu em São Paulo e no Rio de Janeiro em 2015, será realizado desta vez em Belém, importante centro de atividades artístico-culturais do país, no dia 14 de junho, terça-feira, às 19h, na Casa das Onze Janelas (Praça Frei Caetano Brandão, s/n – Cidade Velha). Gratuito e aberto ao público, tem coordenação de Claudia Mattos Avolese (Unicamp) e participação do professor Alexandre Sequeira (UFPA), do artista Éder Oliveira, do historiador da arte Nelson Sanjad e Cristiana Barros (Museu Emílio Goeldi), e da professora Denise Shaan (UFPA).

                    Em Belém, Conversas com Objetos irá girar em torno de um objeto da cerâmica marajoara. Claudia Mattos, coordenadora do projeto, conta um pouco sobre a escolha do objeto: “[neste objeto]Podemos ler a história de uma cultura que, em seu tempo estava integrado a uma rica e complexa rede de outras culturas nas Américas. Na cerâmica marajoara, podemos também ler outra versão da história de colonização das Américas e da organização geopolítica e cultural da região. Trata-se de uma oportunidade para construirmos novas narrativas, sobre a presença do ‘sul’ em uma história mundial”.

                    Como aponta Heldilene Guerra, diretora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, “o evento é importante porque reúne instituições de Belém e de São Paulo, como o Museu Paraense Emílio Goeldi, o mais antigo do país, e o Goethe-Institut, além da Casa das Onze Janelas SIM/SECULT-PA e as universidades”. O Conversas com Objetos integra o projeto Episódios do Sul, concebido pelo Goethe-Institut, e faz parte do projeto colaborativo e cultural Na Varanda, além de contar com o apoio, entre outras, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

                    Serviço
                    Conversas com objetos em Belém
                    14 de junho, terça-feira | 19h
                    Casa das Onze Janelas
                    Praça Frei Caetano Brandão, s/n – Cidade Velha

                    Gratuito | Aberto ao público


                      18.06.2016

                      Copyright: Goethe-Institut São Paulo


                      Novas diásporas: Episódio Haiti

                      Projeto traz imigrantes do Haiti para oficina de vídeo e debate performático em São Paulo.

                      O projeto Novas Diásporas, concebido pelo grupo Frente 3 de Fevereiro e apoiado pelo Goethe-Institut, tem como propósito gerar conhecimento através das vozes dos próprios protagonistas da migração, oferecendo a eles um espaço de escuta e compartilhamento das experiências vividas pelos migrantes e equacionadas com diferentes campos de conhecimento.

                      A primeira edição do Novas Diásporas concentra-se na imigração do Haiti para o Brasil, com atividades em junho de 2016. Tomando o país como laboratório e símbolo de luta quilombola transcontinental, o episódio Haiti prevê várias atividades no Goethe-Institut. A primeira delas é uma oficina de edição de vídeo para imigrantes haitianos, ministrada por Daniel Lima e Raquel Borges, que acontece de 6 a 10 de junho de 2016 no Goethe-Institut de São Paulo.

                      No dia 18 de junho, (sábado), no Goethe-Institut, acontece um debate performático aberto ao público, com diferentes formatos: apresentações audiovisuais, grupos de trabalho, palestras curtas e experiências culinárias. Além de Daniel Lima, o evento terá a participação da atriz e MC Roberta Estrela D’Alva, do diretor musical Eugênio Lima, do pesquisador Felipe Teixeira, da artista visual zimbabuense Lucia Hnamo e do fotojornalista haitiano Pierre Michel Jean, além de músicos haitianos.

                      Programação
                      Episódio HAITI
                      18 de junho, sábado | 13h as 22h
                      Goethe-Institut São Paulo
                      Gratuito | Aberto ao público


                        07.05.2016

                        Copyright: Goethe-Institut São Paulo


                        Ciclo de encontros Urgências! debate questões para pensar a atualidade

                        Os encontros intitulados Urgências!, com duração aproximada de oito horas, pautados por café da manhã e almoço, são uma plataforma de discussão sobre questões contemporâneas. Cada edição conta com a presença de convidados, cuja atuação vem se destacando nacional e internacionalmente nos campos específicos dos debates propostos. Os convidados fazem pequenas apresentações para lançar linhas de pensamento e questões, servindo também de interlocutores dos participantes presentes.

                        URGÊNCIAS! cria situações para debater:

                        - a hegemonia dos meios de comunicação, a gestão e a manipulação da informação, a produção de sentidos para além dos centros de significação dominantes;
                        - o fortalecimento das novas manifestações e articulações do feminismo, assim como dos movimentos negros, indígenas e trans, racismo, homofobia, etnocídio, feminicidio, transfobia;
                        - a destruição de territórios e modos de vida; homogeneização monocultural; descodificações e conjugações capitalistas do desejo; - a educação, a formação, o aprendizado e a pesquisa como experimentação crítica e coletiva para processos de descolonização e produção de mundos;
                        - a sociedade de controle e o Estado policial;
                        - a nova razão neoliberal.

                        Os encontros são gratuitos e acontecem sempre aos sábados no Goethe-Institut São Paulo. As inscrições podem ser realizadas através do endereço cultura@saopaulo.goethe.org informando nome e e-mail. A capacidade é de 70 vagas, que serão preenchidas por ordem chegada. Haverá lista de espera.

                        P.A.C.A. – PROGRAMA DE AÇÕES CULTURAIS AUTÔNOMAS

                        O P.A.C.A. – programa de ações culturais autônomas manifesta-se por meio de atividades regulares, públicas e gratuítas, seminários abertos, produção textual, grupos de trabalho e outros formatos de apresentações, assim como dinâmicas coletivas de discussão e produção. Com isso, busca-se contribuir para o deslocamento e a desinstalação das cartografias coloniais e capitalistas hegemônicas, bem como para a descolonização da vida, tendo em vista promover a construção de situações públicas e performativas de discussão crítica, alternativas à política dominante de reprodução de subjetividade e de cultura. O P.A.C.A. foi fundado em 2014 e tem como núcleo organizador a psicanalista e crítica cultural Suely Rolnik, o artista Amilcar Packer, a matemática e filósofa Tatiana Roque e o crítico de cultura Max Jorge Hinderer Cruz.

                        PROGRAMAÇÃO


                        Narrativas e contra-narrativas: meios de comunicação, produção, distribuição e gestão da informação; ética e políticas de produção de subjetividade.
                        7 de maio de 2016 (sábado)
                        10h às 18h
                        Goethe-Institut São Paulo
                        Organizado por Amilcar Packer, com a participação de jornalistas e convidados nacionais e internacionais.

                          04.03. – 11.03.2016

                          ­­­­Copyright: Goethe-Institut São Paulo


                          Massa Revoltante vol. 2 traz artistas Neo Muyanga e Grada Kilomba

                          Sessão Jam com músico e ativista sul-africano e aula-performance com a artista e teórica portuguesa estão entre os destaques.

                          A música de protesto é novamente tema de uma série de eventos organizados pelo Goethe-Institut São Paulo, como parte integrante do projeto Episódios do Sul. Para mostrar como o protesto se insere na música hoje e quais formas de apresentação têm surgido, o Massa Revoltante Vol. 2 trará o músico e performer sul-africano Neo Muyanga, com seu show performático Revolting Music - Inventário das Canções de Protesto que Libertaram a África do Sul, e a escritora e performer portuguesa Grada Kilomba, com a aula-performance “Descolonizando o Conhecimento”. Kilomba também participa de conversa aberta no Goethe-Institut São Paulo. O Massa Revoltante acontece de 4 a 11 de março, em diversos locais de São Paulo.

                          Neo Muyanga apresenta o show “Revolting Music” no Centro Cultural São Paulo (CCSP), nos dias 4, 5 e 6 de março, em parceria com a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp). Partindo das canções de protesto e suas componentes de rebelião e revolta, fortemente engajadas, e chegando até a música romântica contemporânea, caracterizada por elementos melódicos nauseantes e enjoativos, o espetáculo resulta em uma sonoridade libertária e contagiante. Os ingressos para os shows podem ser adquiridos no site: www.mitsp.org.

                          Muyanga transita na musicalidade pop para re-imaginar outras possibilidades de mudança e uma possível nova luta para localizar o amor dentro de uma revolução. Nascido em Soweto, com formação musical clássica, o compositor e ativista Neo Muyanga mergulha nas fronteiras hibridas entre a música e o pensamento, transitando por gêneros tradicionais e contemporâneos. Mais sobre o trabalho de Neo Muyanga: www.neomuyanga.wordpress.com/.

                          O músico também se apresenta na jam session “Massa Revoltante”, no dia 11 de março (sexta-feira), às 20h, no Goethe-Institut São Paulo (Rua Lisboa, 974 – Pinheiros) junto com os artistas Giovani di Ganzá, Karina Buhr, Xênia Franca, Mano Money's e Lello di Sarno. O evento é gratuito com distribuição de senha com uma hora de antecedência no local. Os músicos participaram de uma residência de três dias sobre música de protesto e resistência, na Ilha do Bororé, com o objetivo de encorajar a livre produção, a composição e promover um encontro de sonoridades diversas.

                          Outro destaque do Massa Revoltante é a presença de Grada Kilomba, escritora, performer e professora da Universidade Humboldt de Berlim. Kilomba fará a palestra-performance “Descolonizando o Conhecimento”, no dia 6 de março, das 16h às 18h, no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), no âmbito da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp).

                          No dia 11 de março, às 18h no Goethe-Institut São Paulo (Rua Lisboa, 974 – Pinheiros). Grada Kilomba conversa com o público sobre o seu trabalho relacionado a gênero, racismo, trauma, memória e pós-colonialismo. A mediação é da pesquisadora Jessica Oliveira, que já traduziu vários de seus trabalhos. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail: cultura@saopaulo.goethe.org.

                          Com origens nas ilhas São Tomé e Príncipe e Angola, a artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba trabalha com os temas de gênero, raça, trauma e memória. Seus escritos foram traduzidos para diversos idiomas e publicados em antologias internacionais, revistas e jornais. Kilomba é conhecida por utilizar uma variedade de formatos, de publicações impressas a leituras dramáticas, combinando tanto a narrativa acadêmica como a lírica, criando assim um estilo literário completamente novo.

                          Em 2011, ela foi apontada como a “Mais inspiradora Mulher Negra na Europa” pela BWIE, pelos seus artigos e leituras performáticas. É co-editora de “Mythen, Masken und Subjekte” (2005), uma antologia sobre testemunha crítica, e é autora de “Plantation Memories”, uma compilação de episódios cotidianos de racismo, escritos em forma de histórias psicanalíticas, lançada no International Literature Festival (2008), no Haus der Berliner Festspiele, e adaptada para o palco pelo Ballhaus Naunynstrasse em Berlim no ano de 2013. Grada Kilomba leciona em diversas universidades do mundo e é atualmente professora convidada no departamento de Estudos de Gênero da Universidade Humboldt de Berlim. Mais informações sobre o seu trabalho podem ser acessadas em: www.gradakilomba.com.

                          PROGRAMAÇÃO | MASSA REVOLTANTE VOL. 2 - UM MOVIMENTO DE VOZES DO SUL
                          4 a 11 de março | diversos locais

                          SHOW REVOLTING MUSIC - INVENTÁRIO DAS CANÇÕES DE PROTESTO QUE LIBERTARAM A ÁFRICA DO SUL
                          4, 5 e 6 de março | diversos horários
                          Centro Cultural São Paulo
                          Rua Vergueiro, 1000 – Metrô Vergueiro
                          Informações: www.mitsp.org

                          No âmbito da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), o músico e performer sul-africano Neo Muyanga apresenta a voz enfurecida dos protestos liderados por movimentos estudantis das ruas de Soweto e usa do ridículo das canções pop atuais para satirizar a vanguarda de uma revolução incompleta.

                          PALESTRA-PERFORMANCE “DESCOLONIZANDO O CONHECIMENTO” COM GRADA KILOMBA
                          6 de março | 16h às 18h
                          Centro Cultural São Paulo
                          Rua Vergueiro, 1000 – Metrô Vergueiro
                          Informações: www.mitsp.org

                          A escritora e artista portuguesa-africana faz palestra-performance no âmbito da MITsp. Seu trabalho é conhecido pela utilização de uma variedade de formatos, de publicações a leituras e performances, combinando a narrativa acadêmica e lírica.

                          CONVERSA ABERTA COM GRADA KILOMBA
                          11 de março | sexta-feira | às 18h
                          Goethe-Institut | Rua Lisboa, 974 – Pinheiros
                          Inscrições gratuitas: cultura@saopaulo.goethe.org.
                          Informações: www.goethe.de/saopaulo

                          Grada Kilomba conversa com o público sobre o seu trabalho relacionado a gênero, racismo, trauma, memória e pós-colonialismo. Moderação de Jessica Oliveira.

                          SESSÃO JAM COM NEO MUYANGA E CONVIDADOS
                          11 de março | 20h
                          Goethe-Institut São Paulo
                          Rua Lisboa, 974 – Pinheiros
                          Gratuito | Aberto ao público
                          Retirada de senhas com 1 hora de antecedência

                          A jam Massa revoltante é resultado da residência de grupos musicais e tem a participação de Giovani di Ganzá, Karina Buhr, Xênia França, Mano Money‘s, Lello Di Sarno e Grada Kilomba.

                            26.01.2016

                            Copyright: Goethe-Institut São Paulo


                            Bem viver ou viver bem: um convite

                            Em um redário, os convidados falaram deitados, gerando outras dinâmicas de atenção e conversa, menos hierarquizadas.

                            Por meio de uma iniciativa do Goethe-Institut La Paz em parceria com o Goethe-Institut São Paulo, e com organização do artista Amilcar Packer, foi organizado um encontro no dia 26 de janeiro de 2016, aberto ao público, com a apresentação de convidados da América do Sul. O encontro consistiu em um convite para que os envolvidos passassem um dia, do café da manhã ao jantar, trocando falas, estórias e narrativas, que de alguma maneira alimentem a reflexão sobre as potenciais contribuições do “viver bem” para o planeta. As conversas filmadas e o material editado por Amilcar Packer irão compor um filme, que será apresentado no seminário “Teilen und Tauschen” (trocar e compartilhar), em Weimar, na Alemanha, neste ano de 2016.

                            O espaço do encontro, que aconteceu na cidade de São Paulo, contou com um redário, onde os convidados e outros participantes proferiram suas falas deitados, gerando assim outras dinâmicas de atenção e conversa, menos hierarquizadas. A proposta de Packer parte da ideia de pensar o “viver bem” em sua relação temporal, refletindo sobre as diferenças entre trabalho como negócio (negação do ócio), atividade, desprezo pelo trabalho (sistema colonial), recusa do trabalho (Paul Lafargue, Duchamp, Maurizio Lazzarato), atividade, ócio (Sêneca) e preguiça (Mário de Andrade, Macunaíma).

                            Convidados: Elvira Espejo (Bolívia), Maria Galindo (artisa e ativista, Mujeres Creando, Bolívia), Oscar Vega (filósofo, Bolívia), Tício Escobar (escritor, Paraguai), Baby Amorim (Ilú Obá de Min, Brasil), Daniel Munduruku (escritor, Brasil), Manuela Carneiro da Cunha (antropóloga, Brasil).

                              05.12.2015

                              Goethe-Institut São Paulo


                              O corpo e seus diversos aspectos são tema de diálogos na instalação “À mesa”

                              Instalação dialógica concebida pela Mobile Academy reúne no Sesc Consolação especialistas de diversas áreas para dialogar sobre o corpo, entre eles Laerte Coutinho e Jean Wyllys.


                              Qual é o limite da sensatez quando se fala de modificações tecnológicas e transformações do corpo? Até que ponto são legítimas essas transformações, até mesmo as de caráter terapêutico ou socialmente in¬tegrador, como marca-passos, dentaduras ou próteses de perna?

                              Narrativas da conglomeração con¬tínua entre corpos e implantações, seres humanos e dispositivos, interfaces entre o corpo humano com artefatos e diferentes tecnologias são o ponto de partida das conversas da instalação dialógica em 5 atos “À MESA - NARRATIVAS SOBRE O CORPO TECNOLÓGICO, IMAGINADO E MORTO”, da Mobile Academy, que acontece no dia 5 de dezembro, das 15h às 22h, no Sesc Consolação, com entrada gratuita.

                              A instalação concebida pela renomada artista alemã Hannah Hurtzig faz parte do “Episódios do Sul”, projeto do Goethe-Institut em cooperação com o Sesc São Paulo, que busca refletir sobre as dimensões metafóricas, culturais, sociais, históricas e políticas do chamado “Sul”.

                              Na instalação, convidados das mais diversas disciplinas, como neurologistas, psicólogos, artistas, travestis, transsexuais, sociólogos e filósofos, sentam-se à mesa e nos contam sobre o potencial transformador do nosso corpo. Estão previstas participações da filósofa Marcia Tiburi, da artista Rita Wu, do jornalista e político Jean Wyllys, do professor e psicanalista Christian Dunker, da cartunista Laerte Coutinho, entre outros especialistas.

                              O público que visitar a instalação receberá fones de ouvido para acompanhar as conversas dos especialistas À MESA e poderá se inscrever para participar da discussão. Os visitantes também podem se manifestar a qualquer momento por meio do dispositivo KARAOKÊ, uma área com microfone e projeção de imagens relacionadas aos temas das mesas. Todos os diálogos são seguidos de 20 minutos de discussão com participação de provocadores, que realizarão intervenções também durante os diálogos.

                              O programa da instalação dialógica inicia às 15h com a primeira mesa “A narrativa dos ossos: o corpo como dispositivo mnemônico”, e finaliza às 20h45 com a mesa “Especulações e antecipações atuais sobre um corpo futuro”. Veja programação e serviço abaixo.

                              A entrada é gratuita e não é necessária inscrição para ouvir as discussões. É permitida a entrada após o início de cada mesa.

                              PROGRAMAÇÃO “À MESA”
                              Um projeto da Mobile Academy Berlin realizado pelo Goethe-Institut e Sesc São Paulo

                              15h
                              A narrativa dos ossos: o corpo como dispositivo mnemônico

                              Diálogo com: Clara Ianni & Luiz Fontes

                              16h15
                              O Disability Act (Lei da Deficiência) de 2006 e o Manifesto Anti-Inclusão de 2010: como o direito à imperfeição é desafia a sociedade

                              Diálogo com: Marta Almeida Gil & Estela Lapponi

                              17h30
                              Estimulação Cerebral Profunda I: próteses neurais para a doença de Parkinson

                              Diálogo com: Victor Rosetto Barboza & Erich Fonoff

                              18h30
                              Estimulação Cerebral Profunda II: próteses neurais para a depressão

                              Diálogo com: Christian Dunker & Erich Fonoff

                              19h30
                              Xamanismo como tecnologia do corpo: como aproximar mundos virtuais, informações e relações interespécies

                              Diálogo com: Fabiane M. Borges & Laymert Garcia dos Santos

                              20h45
                              Especulações e antecipações atuais sobre um corpo futuro

                              Diálogo com: Laerte Coutinho & Amara Moira & Jean Wyllys

                              Todos os diálogos são seguidos de 20 minutos de discussão com intrusos e convidados: Marcia Tiburi, Max Hinderer Jorge Cruz, Lakshmi Lobato, Rodrigo Maltez Novaes, Benjamin Seroussi e Rita Wu.

                              Instalação dialógica
                              “À MESA – Narrativas sobre o corpo tecnológico, imaginado e morto ”

                              Data | Sábado, 5 de dezembro de 2015
                              Horário | 15h às 20h45
                              Local | Sesc Consolação
                              R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, São Paulo
                              Telefone | 11 3234 3000
                              Entrada gratuita
                              Tradução simultânea para o inglês


                                28.10. – 31.10.2015

                                Goethe-Institut São Paulo


                                OS futuros da diáspora africana

                                Videoconferência reúne artistas e intelectuais da África e da diáspora africana na Europa, América do Sul e América do Norte para vislumbrar a produção artística relacionada ao continente.


                                “Se você quiser ter alguma ideia do mundo que está por vir, o mundo à nossa frente, contemple a África”, diz o filósofo africano Achille Mbembe. Como se apresenta o futuro da África sob o olhar de artistas e acadêmicos? Que formas e narrativas de ficção científica foram desenvolvidas pelos artistas africanos?

                                Essas são algumas das questões enfocadas pelo projeto African Futures, organizado pelo Goethe-Institut, de 28 a 31 de outubro de 2015. O Festival conta com uma programação interdisciplinar e simultânea em três capitais africanas: Johannesburgo (África do Sul), Lagos (Nigéria) e Nairobi (Quênia), com o objetivo de explorar o futuro por meio da expressão narrativa e artística – literatura, belas artes, música, cinema, abrangendo também vários formatos digitais.

                                Como parte da programação do “African Futures”, São Paulo vai sediar a Videoconferência Circum-atlântica: Os Futuros da Diáspora Africana , que acontecerá no dia 30 de outubro (sexta-feira), às 15h, no Goethe-Institut São Paulo (Rua Lisboa, 974 – Pinheiros) . No evento, artistas e intelectuais da África e da diáspora africana na Europa, América do Sul e América do Norte se reúnem para antever seu futuro e o de sua produção artística, marcada por uma reflexão crítica sobre a África e suas reverberações fora do continente.

                                Estão previstas participações internacionais de Adrienne Edwards , curadora, acadêmica e escritora com enfoque em artistas da diáspora africana e do Sul Global, o curador Bonaventure Ndikung , fundador e curador do espaço do Savvy Contemporary Art Space, de Berlim e Kodwo Eshun , do The Otolith Group, de Londres.

                                Em São Paulo, a videoconferência será moderada por Daniel Lima , integrante do coletivo Frente 3 de Fevereiro, e contará com a participação de Leda Martins , professora da UFMG, poeta e ensaísta, e Viny Rodrigues , sociólogo e membro do coletivo Sistema Negro, de São Paulo.

                                A videoconferência “Os futuros da Diáspora Africana” é aberta ao público e as inscrições gratuitas podem ser realizadas através do e-mail: cultura@saopaulo.goethe.org. Haverá transmissão ao vivo através do site: www.goethe.de/africanfutures. Será concedido certificado aos participantes.

                                Videoconferência Circumatlântica: Os Futuros da Diáspora Africana
                                30 de outubro (sexta-feira), às 15h
                                Goethe-Institut São Paulo
                                Rua Lisboa, 974 – Pinheiros
                                Telefone 55 11 3296 7000
                                Inscrições gratuitas: cultura@saopaulo.goethe.org
                                Será concedido certificado aos participantes


                                  14.10. – 17.10.2015

                                  Goethe-Institut São Paulo


                                  O futuro global dos museus

                                  Diretores de museus e curadores de diversos países debatem sobre o futuro dos museus e experimentam novos modelos de apresentação, mediação e diálogo no âmbito dos museus..


                                  Quais são os desafios a serem enfrentados pelos museus no futuro? Os museus ainda são espaços adequados para a apresentação, documentação, mediação e arquivamento, ou até mesmo para a interação entre o observador e o objeto?

                                  Com a globalização, essas questões ganham uma dimensão cada vez mais internacional. Temas como a finalidade global das coleções, por vezes limitadas ao setor cultural europeu e norte-americano e assuntos como a digitalização e as possibilidades da realidade virtual, suscitam discussões a respeito do novos modelos, métodos e arquiteturas que vão além de uma abordagem convencional do assunto.

                                  Para fomentar o intercâmbio de pensamento e estimular a concepção de novas ideias e projetos para museus, o Goethe-Institut e a Fundação Federal Cultural da Alemanha (KSB) organizam a série de quatro conferências Episódio Museal, cuja primeira edição reunirá dezesseis diretores de museus e curadores do Brasil e do mundo de 14 a 17 de outubro, no Museu de Arte Moderna da Bahia (Avenida Contorno, s/n – Salvador). A primeira conferência é fechada, mas haverá um encontro aberto ao público no dia 15 de outubro, às 17h, no Goethe-Institut Salvador (Av. Sete de Setembro, 1809 – Salvador) em que os convidados apresentarão algumas das discussões em pauta.

                                  Os participantes serão recebidos por Marcelo Rezende, diretor do MAM-Bahia, sob o lema “Traga seu museu para o meu museu”. Os resultados de cada encontro serão documentados e é possível que venham a ser apresentados em evento público durante a documenta de 2017.

                                  Participantes
                                  Para o primeiro encontro do Episódio Museal, estão previstas as participações de:
                                  Elvira Espejo | Museo Nacional de Etnografía y Folklore (La Paz)
                                  Gabi Ngcobo | artista e curadora independente (Johanesburgo)
                                  Hartwig Fischer | Staatliche Kunstsammlungen Dresden
                                  Klaus Görner | Museum für Moderne Kunst (Frankfurt)
                                  Luiza Proença | Museu de Arte de São Paulo (MASP)
                                  Marina Fokidis | Kunsthalle Athena
                                  Marion Ackermann | Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen (Düsseldorf)
                                  Marcelo Rezende | Museu de Arte Moderna da Bahia (Salvador)
                                  Matthias Mühling | Städtische Galerie im Lenbachhaus (Munique)
                                  Nydia Gutierrez | Museo de Antioquia (Medellin)
                                  Övül Durmusoglu | curadora independente (Istambul/Berlim)
                                  Pablo Lafuente | curador independente (São Paulo),
                                  Reem Fadda | Guggenheim (Nova York/Abu Dhabi)
                                  Victoria Noorthoorn | Museo de Arte Moderna (Buenos Aires)
                                  Yilmaz Dziewior | Museum Ludwig (Colônia)
                                  Zdenka Badovinac | Moderna Galerija (Liubliana).

                                  Série de debates
                                  Episódio Museal sobre o Futuro Global dos Museus
                                  “Traga o seu museu para o meu museu”

                                  14 a 17 de outubro de 2015
                                  Museu de Arte Moderna da Bahia
                                  Avenida Contorno, s/n – Comércio
                                  Salvador, Bahia
                                  Somente para convidados

                                  Encontro aberto ao público
                                  15 de outubro de 2015, quinta-feira
                                  Goethe-Institut Salvador
                                  Av. Sete de Setembro, 1809 – Salvador, BA
                                  Telefone 71 3338 4700

                                    25.08.2015



                                    Especialistas se reúnem em torno de objeto de Burkina-Fasso para discutir História da Arte e cultura material

                                    Goethe-Institut realiza o segundo “Conversas com objetos” no Rio de Janeiro

                                    O Goethe-Institut, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, organiza a conferência “Conversas com objetos: história da arte e cultura material”, que acontece no dia 25 de agosto (terça-feira), às 19h30, no Parque Lage (Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro).

                                    Na conferência, especialistas de formações diversas, nacionais e internacionais, são convidados a “conversar” com um objeto, que terá seu lugar entre os participantes. Os convidados para o Conversas com Objetos Rio de Janeiro são Claudia Mattos Avolese (Instituto de Artes, Unicamp), Pablo Lafuente (curador independente), Peter Schneemann (Instituto de História da Arte/Universidade de Berna), Ricardo Basbaum (Instituto de Artes/UERJ), Roberto Conduru (História e Teoria da Arte/UERJ) e Thierry Dufrêne (Centro de Pesquisa "História das representações artisticas" (HAR)/Universidade de Paris x-Nanterre),

                                    A primeira edição da conferência aconteceu em São Paulo, no Goethe-Institut, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

                                    SERVIÇO

                                    Conferência
                                    CONVERSAS COM OBJETOS: HISTÓRIA DA ARTE E CULTURA MATERIAL
                                    Data: 25 de agosto de 2015 (terça-feira) | Horário: 19h30
                                    Local: Escola de Artes Visuais do Parque Lage
                                    Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro
                                    Informações:cultura@saopaulo.goethe.org
                                    Telefone: 11 3296 7000




                                      12.02.2015



                                      Episódios do Sul

                                      No dia 12 de fevereiro de 2015, iniciou-se no Goethe-Institut de São Paulo o primeiro “episódio” do projeto Episódios do Sul. O formato desse evento foi o de uma discussão entre intelectuais, curadores e artistas no que se chama de fishbowl. O tema foi o “Sul”, em todos os seus aspectos simbólicos, geográficos, políticos, sociais, culturais e históricos.

                                      Os Episódios do Sul vão analisar, no decorrer dos três próximos anos, em diversos projetos de várias áreas, a contribuição do “Sul” em um mundo globalizado. Como Goethe-Institut interessa-nos sobretudo aquilo que nós, europeus e alemães, podemos aprender desses discursos e iniciativas, mas também com o que podemos contribuir neste sentido.
                                      Representando o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, que precisou cancelar sua participação no encontro pouco antes do início do mesmo em função da crise da Ucrânia, a abertura oficial do projeto ficou a cargo do Cônsul-Geral da Alemanha em São Paulo, Friedlich Däuble, do Secretário de Cultura de São Paulo, Nabil Bonduki, e do Diretor do SESC-São Paulo, principal parceiro do projeto, Danilo Santos de Miranda. A artista performática brasileira Roberta Estrela d’Alva interpretou a tradução para o português do poema Canção de morte de um prisioneiro. Brasileiro, de Johann Wolfgang von Goethe.

                                      Através do projeto Episódios do Sul, o Goethe-Institut aponta para uma desorientação, na qual as geografias se liquefazem e eixos como Leste/Oste ou Norte/Sul se diluem. Existe uma história da arte global? Como podemos descolonizar nosso ideário? Quais visões artísticas de futuro surgem? Quais utopias podem ser encontradas/inventadas? Como será o museu do futuro? Como são os novos caminhos para a aquisição e mediação de conhecimento? Quais efeitos isso tem para além do Sul? Nós, do Goethe-Institut, arriscamos novas formas de pensar e ver a Alemanha, a Europa e o mundo, mesmo se ou exatamente porque elas ainda são desconhecidas.



                                      Os Episódios do Sul vão analisar, no decorrer dos três próximos anos, em diversos projetos de várias áreas, a contribuição do “Sul” em um mundo globalizado. Como Goethe-Institut interessa-nos sobretudo aquilo que nós, europeus e alemães, podemos aprender desses discursos e iniciativas, mas também com o que podemos contribuir neste sentido.

                                        07.06. – 12.06.2015

                                        Foto: Rafael Muto Nagahama

                                        Música de protesto é tema de workshops, aulas-performance e jams

                                        Série de eventos “Massa revoltante” reúne em uma semana de atividades, o compositor sul-africano Neo Muyanga, o músico nigeriano Emeka Ogboh e artistas brasileiros como Karina Buhr e Roberta Estrela D’Alva

                                        A série faz parte do projeto Episódios do Sul, criado pelo Goethe-Institut, que busca visões e contribuições do Sul na arte, na ciência e na cultura, em um contexto de crescente globalização.
                                        A música sempre foi instrumento de engajamento político e uma forma de abordar questões sociais e políticas. No Brasil, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Elis Regina, Cazuza e Legião Urbana são alguns dos ícones da música de protesto que marcaram a época da ditadura militar no país.

                                        Mas como o protesto se insere na música hoje, em um cenário democrático e dois anos após as chamadas manifestações de junho, que levaram milhares de pessoas às ruas? Qual estética tem sido desenvolvida a partir dos protestos? Que estilos musicais e formas de apresentação têm surgido, quando música e a poesia se aproximam do protesto? Quais paralelos podem ser estabelecidos entre o cenário do Sul e o global? Que símbolos e palavras sensibilizam?

                                        Tendo a música de protesto e a cultura de resistência como tema central, o Goethe-Institut realiza o “Massa revoltante – Um movimento de vozes do Sul”, série de workshops, aulas-performance e ensaios entre os dias 7 e 12 de junho, em vários locais de São Paulo, com a participação de músicos, compositores e pesquisadores nacionais e internacionais. A série faz parte do projeto Episódios do Sul, criado pelo Goethe-Institut, que busca visões e contribuições do Sul na arte, na ciência e na cultura, em um contexto de crescente globalização.

                                        Massa revoltante tem a curadoria do músico e compositor sul-africano Neo Muyanga, que realizou neste ano uma pesquisa sobre a música de protesto nas cidades de São Paulo e Montevidéu, traçando paralelos entre os artistas e o ativismo musical nestas duas cidades, além de Johanesburgo, sua cidade-natal. Neste período, encontrou com artistas brasileiros como Karina Buhr, Criolo e Roberta Estrela D’Alva, trocando ideias e concebendo conjuntamente as atividades do projeto.

                                        “Tanto o Uruguai quanto o Brasil possuem formas de fazer música que permanecem profundamente enraizadas na estética africana, afinal ambos os países foram recebedores de africanos capturados e deslocados à força durante o tráfico transatlântico de escravos.” O artista atua como regente em diversas produções na África do Sul e no mundo, como as da Companhia Royal Shakespeare. É compositor residente no Wits Institute for Social and Economic Research (WISER) da Universidade Witwatersrand na África do Sul e do Humanities Research Institut (HRI) da Universidade da Califórnia.

                                        Massa Revoltante terá uma programação intensa e diversificada, com a participação de Karina Buhr, Roberta Estrela D‘Alva, Emeka Ogboh (Nigéria), Barão di Sarno, Giovani di Ganzá, bloco Ilú Obá de Min, grupo Madeira de Lei, Coral Tradição, entre outros.

                                        Programação

                                        DOMINGO, 7 DE JUNHO

                                        Casa do Povo (Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro)

                                        13h - Doris Criolla com Neo Muyanga, Gaspar Z'Africa Brasil e Roberta
                                        Estrela D’Alva, projeto do artista Amilcar Packer​
                                        Retirada de ingressos no local (200 lugares)

                                        16h - Saída com o bloco afro Ilú Obá de Min

                                        SEGUNDA-FEIRA, 8 DE JUNHO

                                        Goethe-Institut. Rua Lisboa, 974 – Pinheiros

                                        18h - Aula-performance "Revolting Music: uma jornada de música e protesto na África do Sul" com Neo Muyanga (Johanesburgo)

                                        19h30 - Conversa "Canção de protesto no Brasil: gênero ou intenção?" com Naira Marcatto

                                        TERÇA-FEIRA, 9 DE JUNHO

                                        Goethe-Institut. Rua Lisboa, 974 – Pinheiros

                                        11h - Canto lírico de orixás com Giovani di Ganzá, Inaicyra Falcão dos Santos, Clarianas, Stereotupi, entre outros

                                        15h - Conversa "Carnaval: entre marchinhas e murgas" com Laura Efron e Guido Piotrkwski, Barão di Sarno, entre outros

                                        QUARTA-FEIRA, 10 de JUNHO

                                        Casa Ecoativa - Estr. de Itaquaquecetuba, 7225

                                        9h - Saída da Estação Pinheiros (CPTM)

                                        A partir das 11h - Vozes e ritmos do Extremo Sul: um dia na ilha do Bororé
                                        Oficina de percussão com Karina Buhr e encontros com Mulheres na Luta, Semente do Jogo de Angola, Imargem, CAPS, Os Retirantes, entre outros.

                                        QUINTA-FEIRA, 11 DE JUNHO

                                        Goethe-Institut. Rua Lisboa, 974 – Pinheiros

                                        11h - Workshop "Diáspora: sons e conversas" com o músico nigeriano residente em Berlim Emeka Ogboh e Neo Muyanga

                                        15h - Casa do Povo (Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro) Workshop "Música iídiche de protesto" com o Coral Tradição

                                        SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO

                                        Vila Itororó. Rua Pedroso, 238 – Bela Vista

                                        11h - Roda de conversa, roda de samba "O samba resiste" com o grupo Madeira de Lei

                                        18h - Largo da Batata - Pinheiros

                                        Jam session com os artistas participantes do projeto e o bloco Nóis Trupica Mais Não Cai

                                        Eventos gratuitos e abertos ao público

                                          25.06.2015

                                          Bildrecht: Brooklyn Museum CC BY 3.0

                                          Conferência reúne especialistas para discussão sobre história das arte e cultura material

                                          “Conversas com objetos” questiona práticas discursivas correntes no campo da história da arte e examina as relações que estabelecemos com as coisas

                                          Com o objetivo de propor diálogos com objetos que se encontram em situações de tensão frente ao universo do que se chama de “arte”, o Goethe-Institut São Paulo, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), organiza a conferência
                                          A capacidade de discurso e atuação social dos objetos tem se tornado um foco importante para as ciências humanas.

                                          Com o objetivo de propor diálogos com objetos que se encontram em situações de tensão frente ao universo do que se chama de “arte”, o Goethe-Institut São Paulo, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), organiza a conferência “Conversas com objetos: história da arte e cultura material”, que acontece no dia 25 de junho (quinta-feira), às 19h30, no Goethe-Institut (Rua Lisboa, 974 – Pinheiros, São Paulo).

                                          Na conferência, especialistas de formações diversas como Claudia Mattos Avolese (Instituto de Artes, Unicamp), Gabi Ngcobo (Centre for Historical Reenactments, África do Sul), Bruno Moreschi (Unicamp), Amy Buono (Instituto de Artes, UERJ) e Omar Ribeiro Thomaz (Unicamp), são convidados a “conversar” com um objeto, que terá seu lugar entre os participantes.

                                          O confronto com a materialidade do objeto cria uma situação propícia para o questionamento das práticas discursivas correntes, principalmente no campo da história da arte, e para o exame minucioso das relações que estabelecemos com as coisas. Neste contexto, será dado espaço sobretudo à perspectiva não europeia sobre a história da arte.

                                          As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: cultura@saopaulo.goethe.org. Outro encontro no mesmo formato está previsto no dia 25 de agosto, na Escola Visual Parque Lage, Rio de Janeiro, com horário a ser divulgado.

                                          O “Conversas com objetos” faz parte do projeto Episódios do Sul, criado pelo Goethe-Institut, que busca visões e contribuições do Sul na arte, na ciência e na cultura, em um contexto de crescente globalização.



                                            05.08. ­­­­­­­­– 04.10.2015

                                            Foto: Pedro Victor Brandão


                                            O Papagaio de Humboldt chega a São Paulo

                                            Com curadoria de Alfons Hug, a instalação sonora de 15 artistas da América Latina resgata idiomas indígenas em risco de extinção. Mostra fica aberta no espaço Oca do Ibirapuera a partir do dia 5 de agosto.


                                            Ao entrar nas salas expositivas, o visitante primeiro ouve um murmúrio inespecífico e polifônico, composto por várias vozes e por um tapete sonoro, que faz lembrar um ambiente sacro. Depois, ao se aproximar de cada um dos alto-falantes, ouve distintamente o som de cada língua ameríndia, dentre centenas de idiomas em risco de extinção ou em situação crítica. Painéis individuais apresentam textos com o conteúdo das falas e o desenvolvimento histórico de cada uma das línguas ali representadas.

                                            Essa grande instalação sonora compõe a mostra O Papagaio de Humboldt, que fica aberta a partir do dia 5 de agosto, no último andar da Oca no Parque Ibirapuera, simultaneamente à exposição Invento | As Revoluções que nos Inventaram. Idealizada pelo Goethe-Institut, com patrocínio da Oi Futuro e curadoria de Alfons Hug, a mostra resgata não apenas um precioso patrimônio linguístico, mas também uma forma de ver e viver o mundo.

                                            O Papagaio de Humboldt inspira-se no mito do papagaio que o explorador e naturalista alemão Alexander von Humboldt adquiriu da tribo indígena caribe, em plena selva do Orinoco, em uma das inúmeras viagens que o levaram a países como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Cuba e México, entre 1799 e 1804. Humboldt percebeu que o papagaio não falava a língua da tribo que visitava, mas a língua da tribo exterminada, os maipuré. Na verdade, o papagaio era o único falante vivo dessa língua que levava o mesmo nome da tribo extinta. Vale lembrar que Humboldt está presente na literatura brasileira por causa do papagaio do Macunaíma – aquele que fala no fim do livro, o único que conhece a língua da tribo.

                                            Mais de 600 línguas ameríndias

                                            Se no Brasil são faladas mais de 160 línguas, em alguns países da América Central elas se resumem a um punhado. Calcula-se que 85% das línguas que estavam vivas no ano de 1500 já tenham sido extintas.

A população indígena da América Latina soma 28 milhões de pessoas – 6% da população total. Em todos os vinte países, com exceção de Cuba, Haiti e República Dominicana, são faladas mais de 600 línguas ameríndias, o que corresponde a 10% dos idiomas falados em todo o mundo. Um terço delas está ameaçado de extinção e outro terço já se encontra em situação crítica.

                                            Enquanto os idiomas quéchua (Peru, Equador, Bolívia), guarani (Paraguai), aimará (Bolívia, Chile, Peru) e náuatl (México) contam, cada um, com milhões de falantes, outros, como o arara (Brasil), bribri (Costa Rica), pipil (El Salvador) ou chorote (Argentina) somam menos de mil falantes.
O idioma yámana da Terra do Fogo hoje é falado por apenas uma pessoa, Cristina Calderón, nascida por volta de 1938, em Puerto Williams (Chile). O artista chileno Rainer Krause entrevistou esta senhora no intuito de preservar pelo menos um vocabulário básico deste idioma. Diante de situação tão dramática, é bastante animador observar que um novo indigenismo está surgindo em diversos países do continente. As formas de vida tradicional vêm sendo discutidas com seriedade – e não apenas na Bolívia, Equador ou Venezuela, mas também no Brasil e mesmo na Argentina.

                                            O Papagaio de Humboldt busca colocar as pessoas em contato com a realidade destas línguas ameríndias e, ao mesmo tempo, apresentar as formas de renascimento que vêm acontecendo nesse terreno. O fato de a exposição ser restrita aos sons exige concentração intensa do visitante, que pode prescindir dos elementos visuais à medida que se dispõe a mergulhar profundamente no cosmo das línguas raras.

                                            Para a mostra foram selecionados artistas que têm afinidade com o patrimônio linguístico indígena. Na seleção das línguas, foi determinante não apenas a importância histórica e cultural de uma língua e de uma etnia, mas também o grau de ameaça de extinção e seu apelo estético. Além disto, é admirável que todos os artistas participem de uma obra coletiva onde não existe hegemonia ou hierarquia. Para a mostra foram selecionados artistas que têm afinidade com o patrimônio linguístico indígena. Na seleção das línguas, foi determinante não apenas a importância histórica e cultural de uma língua e de uma etnia, mas também o grau de ameaça de extinção e seu apelo estético. Além disto, é admirável que todos os artistas participem de uma obra coletiva onde não existe hegemonia ou hierarquia.

                                            Lista de artistas:
                                            Brasil: Adriana Barreto, Paulo Nazareth – Uruguai: Gustavo Tabares – Argentina: Sofia Medici & Laura Kalauz – Chile: Rainer Krause – Bolívia: Sonia Falcone & José Laura Yapita – Peru: José Huamán Turpo – Venezuela: Muu Blanco – Paraguai: Javier López/Erika Meza – Alemanha: Ellen Slegers– Equador: Fabiano Kueva – Guatemala: Sandra Monterroso – Costa Rica: Priscilla Monge – Nicarágua: Raul Quintanilla – Panamá: Orgun Wagua

                                            Exposição: O Papagaio de Humboldt
                                            Curadoria: Alfons Hug
                                            
Local: Oca – Parque Ibirapuera (São Paulo)

                                            Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3
                                            Telefone: (11) 5082 1777

                                            Inauguração: 4 de agosto de 2015 (para convidados)
                                            
Período de exibição: 5 de agosto a 4 de outubro de 2015
                                            
Horário: de terça a domingo, das 9h às 17h
                                            
Entrada gratuita

                                              11.03.2017

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                                              “URGÊNCIAS!” promove conversa a partir de questões da atualidade brasileira

                                              Primeiro encontro de 2017 terá como tema a noção de “ terra”, com seus diversos usos, significados, conflitos e potências.

                                              Os encontros “URGÊNCIAS!” são uma plataforma pública de discussão sobre questões contemporâneas – uma proposição do P.A.C.A (Programa de Ações Culturais Autônomas), organizada em parceria com o Goethe-Institut São Paulo e com a Fundação Rosa Luxemburg. Cada edição conta com a presença de convidados, cuja atuação vem se destacando nacional e internacionalmente nos campos específicos dos debates propostos. Em 2016, foram discutidos em três encontros temas como mídia e construção de narrativas, os limites políticos da esquerdas, educação e colonialismo. O primeiro encontro de 2017 será ao redor da noção de “terra”.

                                              Terra vêm de “terra”, que vêm do ters em latim, que significa seco e se diferencia de mars, também em latim, que significa molhado. E “do mar se diz: terra à vista”. Grande para quem nela está, a Terra (o planeta) é minúscula se comparada ao espaço onde está. “Terra”, com letra minúscula, “terra”, é um composto mineral e orgânico e pode se referir ao chão, ao solo, a território, país, nação, pátria, ao lugar de onde se vem, ao lugar de nascimento: “minha terra é de onde venho”. Terra é também esse mundo. E “mundo” vem de mundus em latim, que significa organizado, elegante, limpo, puro, e que também era o termo utilizado na Roma antiga para designar um tipo de baú onde as mulheres guardavam pentes, espelhos, maquiagem. “Mundo” refere-se ao globo terrestre e também aos céus, ao mundo habitável pelos humanos, a mundos potencialmente habitáveis pelos humanos. Mundo refere-se, portanto, ao conjunto dos humanos. “Mundo”, em seu sentido mais amplo, é o universo infinito. Imundo significa sujo, algo execrável, algo que não se deve tocar. O “imundo” é um não-mundo, desorganizado e impróprio à vida humana. O que compõe esses significados de mundo e os avizinha é também o kosmos grego, que descreve a “boa ordem”: tudo que é, foi e será criado posteriormente ao caos, à desordem.

                                              Cercas, checkpoints, paredes, muros, grades, barreiras, fronteiras, guaritas, prisões, alfândegas, colônias, demarcação, arames farpados, cercas elétricas, campos minados, câmeras de vigilância, territórios ocupados, drones, passaportes, escrituras, propriedades, exílio, expulsões, execuções, migração, imigração, desalojamentos, ordens judiciais, liminares, reintegração de posse. Para alguns, a Terra é determinada pela sua total disponibilidade, pelo potencial de lucro sobre a terra e também sobre o mar e o ar, pela capacidade de extração, pelo estatuto de propriedade que supostamente atribui ao proprietário o direito de poder virtualmente fazer o que bem entender com sua posse. Para muitas, terra significa vínculo afetivo e pertencimento, ancestralidade e tradições, comunhão e comunidade, convivência e socialização, subsistência e resistência, moradia, responsabilidade e deveres, sacralidade e exercício ético da existência – bem viver –, cuidado de si e de outrem. Para essas, terra é língua, pele-carne-osso, é de onde se vem e para onde se vai. Direito à terra, direitos da Terra.

                                              Urgências! “terra” terá a participação de Daiara Tukano, de Érica Malunguinho, Pai Flavio Kosta (Babakekere Oluko Kareka Kosta) e Bàbálòrìşà Renato Ty Logun Edé, Ruth Kadubla e Hasan Zarif.

                                              Sobre os convidados

                                              Daiara Tukano Defensora de direitos humanos, pertence ao povo indígena Tukano da amazônia, é professora, Artista Plástica, Militante Indígena e Feminista, atualmente é correspondente política da Rádio Yandê, a primeira rádio indígena do Brasil. Cursa mestrado em Direitos Humanos pesquisando sobre direito à verdade e memória indígena no ensino fundamental brasileiro. Reside em Brasília, Distrito Federal, Brasil.

                                              Flávio Donizete da Costa é professor de Língua Portuguesa do Ensino Municipal de São Paulo e Sacerdote de Umbanda Bàbákekere no Ilê Aşè Alaketú Oba Ofá Omi.

                                              Renato Cândido Ramos
                                              é estudante de Educação Física e Bàbálòrìşà do Ilê Aşè Alaketú Oba Ofá Omi.

                                              Ruth Camacho
                                              atua como advogada. Foi orientadora jurídica no Centro Pastoral do Migrante/ Missão Paz entre 1993 e 2013. Fundadora da Presença América Latina(PAL) e da Associação Cultural Folclorica Brasil – Bolívia. Atualmente atua na Associação dos Comunicadores Bolivianos no Brasil (Ascombolbra).

                                              Hasan Zarif
                                              , brasileiro-palestino, representante do “Movimento Palestina para Todos”, (MOP@AT).

                                              Erica Malunguinho dedica-se à formação de professorxs e arte-educadorxs. Foi agente cultural, idealizou e administra a "Aparelha Luzia", espaço de artes e culturas negras. É colaboradora do Núcleo Amanar da Casa das Áfricas e do Grupo de Articulação Política Preta (GAPP). É mestra em Estética e História da arte pela Universidade de São Paulo.

                                              “Urgências!” integra a programação do Episódios do Sul, projeto que pensa outros modos de ver a arte, ciência e cultura sob pontos de vistas não eurocêntricos.

                                              SERVIÇO
                                              11 de março de 2017 (sábado)
                                              
10h às 18h
                                              
Inscrições gratuitas: cultura@saopaulo.goethe.org
                                              Capacidade: 60 vagas
                                              
Organização: P.A.C.A. / Amilcar Packer

                                              Sobre o P.A.C.A. PROGRAMA DE AÇÕES CULTURAIS AUTÔNOMAS
                                              
O P.A.C.A. – Programa de Ações Culturais Autônomas manifesta-se por meio de atividades regulares, públicas e gratuitas, seminários abertos, produção textual, grupos de trabalho e outros formatos de apresentações, assim como dinâmicas coletivas de discussão e produção. Com isso, busca-se contribuir para o deslocamento e a desinstalação das cartografias coloniais e capitalistas hegemônicas, bem como para a descolonização da vida, tendo em vista promover a construção de situações públicas e performativas de discussão.