Episódios do Sul



EPISÓDIOS DO SUL: NOVOS PONTOS DE VISTA

Projeto do Goethe-Institut abrangerá debates, pesquisas, programas de intercâmbio e produções artísticas e acadêmicas, ousando novos pontos de vista e maneiras de pensar a Alemanha, a Europa e o mundo. Leia mais …


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    13.12.2017

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    Ecos do Atlântico Sul
    Sobre o futuro das relações transatlânticas do Sul

    O projeto Ecos do Atlântico Sul levanta a questão do futuro das relações transatlânticas do Sul, sobretudo em relação ao papel da Europa no passado, presente e futuro, e explora possíveis respostas através de uma abordagem multidisciplinar, multiespacial e multitemporal.

    Até o século 15, o Atlântico representava uma fronteira perceptível entre a África e a Europa de um lado e a América do outro. O rompimento dessa fronteira foi seguido pela bem conhecida história do “descobrimento”, colonização, escravização, exploração, migração e enriquecimento da Europa. O intercâmbio entre os três continentes tornou-se mais dinâmico e resultou num vínculo cultural que transformou fundamentalmente os três continentes. Entretanto, as constelações políticas, culturais e econômicas mudaram e a Europa está perdendo sua importância relativa. Ao mesmo tempo, o interesse mútuo e o intercâmbio entre a África e a América do Sul vem aumentando. Qual a importância do Triângulo Transatlântico no século 21? Que impulsos podem ser esperados da área cultural do Atlântico (Sul)? Como a Europa vai se posicionar no futuro?

    O projeto Ecos do Atlântico Sul levanta essas questões e é particularmente motivado pelo enigma do futuro das relações transatlânticas do Sul. Que tipo de posição a Europa vai assumir frente à África e à América do Sul, depois de ter feito o papel de hegemonia colonial – em diferentes nuances – durante os últimos 500 anos? Os movimentos através do Atlântico vão tomar outras direções, diversas às anteriores, em tempos de globalização e digitalização, num rumo que se aproxima ou se afasta da Europa e da América do Norte? Será que o “fardo” de 500 anos, de um lado, e o “privilégio”, do oposto, serão revertidos, equilibrados ou gerarão algo completamente novo? Como lidar com conhecimentos e descobertas do passado em relação às futuras trajetórias? Como determinar os desenvolvimentos sociais, econômicos, políticos e culturais nas respectivas regiões do mundo? Que histórias abrem caminho para o futuro e que estratégias culturais e inovações podem melhorar a vida na Terra de maneira substancial e sustentável?

    Primeiro passo: Conferência na Bahia

    A conferência Ecos do Atlântico Sul - Sobre o futuro das relações transatlânticas do Sul em Salvador da Bahia (Brasil), no fim de abril de 2018, é o início de um projeto iniciado pelo Goethe-Institut, que trata dos temas complexos mencionados acima. Artistas, pesquisadores e intelectuais de três continentes – África, América do Sul e Europa – se reunirão para um primeiro intercâmbio nessa cidade de grande relevância histórica nesse contexto.

    Os aspectos mais importantes são
      - Novas historiografias
      - Migração e desalojamento
      - Sociedades civis do futuro
      - Democracia
      - Arte e ciência como formas híbridas de produção de conhecimento
    Essa concepção será atualizada continuamente e retificada de acordo com a conferência, refletindo, assim, a ideia de um processo fluido e híbrido.

      05.11.2017



      Festival do Sul

      Goethe-Institut e Sesc São Paulo encerram projeto Episódios do Sul com palestras, performance, documentário e debates.

      De 6 de novembro a 1° de dezembro, o Goethe-Institut, em parceria com o Sesc São Paulo, apresenta o Festival do Sul, celebrando a conclusão do projeto Episódios do Sul, que buscou, entre de 2015 e 2017, fomentar novas visões e contribuições do “Sul” na arte, na ciência e na cultura.

      Palestra
      Pensar ao sul

      Juan Obarrio
      10 de novembro de 2017 | sexta-feira | às 20h30
      Sesc Consolação | Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque

      A palestra explora diversos ângulos do conceito de Sul Global a partir de perspectivas políticas, econômicas e filosóficas, examinando a condição das regiões periféricas (África, Ásia, América Latina) no momento pós-Guerra Fria e a expansão da globalização, focalizando questões sobre o potencial do pensamento social produzido no Sul. Quem tem hoje a legitimidade intelectual para propor uma visão global? Quem pode propor novos paradigmas universais? Quais os limites para o pensamento sobre o mundo a partir do Sul?

      Instalação Performática
      Carossel de Fyodor | De cabeça para baixo
      Fyodor Pavlov-Andreevich
      6 a 20 de novembro de 2017
      Consulte os horários: sescsp.org.br/consolacao
      Sesc Consolação | Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
      Classificação etária: 16 anos​

      Artistas: Rafael Menova (Brasil), Guta Galli (Brasil), Clarissa Sacchelli (Brasil), Evamaria Schaller (Alemanha), Jamie Lewis Hadley (Reino Unido), Nathalie Anguezomo Mba Bikoro (Alemanha), PASHIAS (Chipre)

      A instalação explora a dinâmica entre o artista, a arte e o público. Em cada nicho do carrossel, oito artistas encenam uma performance e a cada hora, o carrossel, que gira com a ajuda de bicicletas ergométricas, para, e o público pode interagir com as performances.
      Este carrossel é totalmente dedicado ao antipodismo – tentar entender como tudo seria se as circunstâncias fossem opostas. Antipodia é uma plataforma temática produtiva com uma única regra: tudo deve estar 'áu contraire', 'vice-versa', 'head down, feet up'.

      Encontro
      Urgências! | Meça seus privilégios
      Diran Castro, Lia Vainer Schucman e Elaine Lima do Nascimento
      15 de novembro de 2017 | quarta-feira | 14h às 20h
      Goethe-Institut São Paulo | Rua Lisboa, 974 – Pinheiros

      Conversa sobre a relação entre despossessão, direito, privilégios e poder entre a educadora de arte Diran Castro, a psicóloga social Lia Vainer Schucman e a coordenadora estadual dos quilombos de Pernambuco, Elaine Lima do Nascimento.

      Lançamento do documentário e cartografia
      Teranga! | Novas diásporas: Senegal

      Daniel Lima
      20 de novembro de 2017 | segunda-feira | 11h às 13h
      Sesc Consolação | Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque

      Daniel Lima e Raquel Borges realizaram uma pesquisa com imigrantes senegaleses em São Paulo, visitaram a capital Dacar e cidades no interior do país para a realização de uma investigação-ação sobre a história recente do país, a continuidade do poder europeu sobre terras africanas e os novos fl uxos migratórios. O conteúdo captado foi editado e traduzido em conjunto com imigrantes senegaleses residentes em São Paulo.

      Encontro de arte indígena
      Ailton Krenak, Pablo Lafuente, Sandra Benites, Suely Rolnik e Ticio Escobar
      1 de dezembro de 2017 | sexta-feira | às 18h Goethe-Institut São Paulo | Rua Lisboa, 974 – Pinheiros

      A crescente demanda por parte dos museus e instituições de arte no Brasil e no mundo por adquirir ou expor ‘arte indígena’ nos coloca frente a um problema com implicações estéticas, éticas e políticas. O encontro discute o estado dos processos de criação cultural e artística indígena no Brasil hoje, e seus possíveis contatos, tensões, enfrentamentos e interlocuções com contextos institucionais da arte moderna e contemporânea. br>

        28.07.2017



        The other way around: CONVERSAS COM OBJETOS / MÚSICA / PERSPECTIVAS

        Uma arena para a exploração do mundo

        Para identificar o “Sul global”, não basta apenas dar uma olhada no mapa; um Sul que não se deixa determinar nem pelo geográfico nem pelo econômico, que é muitos, que tem à disposição formas diferentes de pensar e ver e, ao mesmo tempo, é tradicionalmente considerado, em todos os sentidos, como tudo o que se localiza abaixo do Norte. Com “Episódios do Sul”, em três noites com diferentes convidados, o centro coreográfico e de artes performáticas PACT, em cooperação com o Goethe-Institut, tenta promover uma mudança de perspectiva: num arranjo de assentos em forma de arena, o público é convidado a especular a respeito de objetos provenientes de reconhecidas coleções de museus, descobrir tradições musicais da Groelândia, África do Sul e do mundo árabe, ou renegociar a forma de contar histórias globais juntamente com artistas, sociólogos, historiadores da arte e ativistas. “Episódios do Sul – the other way around” embarca numa viagem “ao sul da teoria”, como propõe o etnólogo indiano Arjun Appadurai, onde pode surgir uma outra arquitetura da cultura global, na base da qual podemos enfrentar juntos as questões prementes de nossa época.

        Sexta-feira, 15 de setembro de 2017
        18:00 18:00 Conversas com objetos
        Ligia Lewis, Kelly Gillespie, Neo Muyanga, Christoph Bieber, Arnbjörg Maria Danielsen
        19:00 Palestra concerto
        Neo Muyanga
        20:30 Pausa
        21:00 Perspectivas
        Ligia Lewis e Kelly Gillespie

        Sábado, 16 de setembro de 2017
        118:00 Conversas com objetos
        Laymert Garcia, Eomac, Astrid Kaminski, Danae Theodoridou
        19:30 Perspectivas
        Varna Marianne Nielsen e Laymert Garcia
        20:30 Pausa
        21:00 Concerto-performance
        Eomac

        Domingo, 17 de setembro de 2017
        18:00 Conversas com Objetos
        Johannes Ebert, Jota Mombaça, Juana Paillalef Carinao, Fernando Arias, Natascha Adamowsky
        19:00 Palestra concerto
        Miké Thomsen, Varna Marianne Nielsen Apaloo, Arnbjörg María Danielsen, Kimmernaq Kjeldsen
        20:30 Pausa
        21:00 Perspectivas
        Juana Paillalef Carinao e Fernando Arias

        Com Natascha Adamowsky, Fernando Arias, Christoph Bieber, Arnbjörg María Danielsen, Johannes Ebert, Eomac, Laymert Garcia, Kelly Gillespie, Astrid Kaminski, Kimmernaq Kjieldsen, Ligia Lewis, Claudia Mattos, Jota Mombaça, Neo Muyanga, Varna Marianne Nielsen Apaloo, Juana Paillalef Carinao, Danae Theodoridou, Miké Thomsen.

        Uma produção de PACT Zollverein para a Trienal do Ruhr, adaptada de um projeto do Goethe-Institut São Paulo, em cooperação com o Museu Lehmbruck Duisburg, Museu Folkwang Essen, Museu do Ruhr de Essen Goethe-Institut São Paulo. Mais informações: www.goethe.de. Fomentada no âmbito da Aliança de Produtoras Internacionais pela ministra alemã de Cultura e Mídia.

          03.07.2017

          Copyright: Goethe-Institut São Paulo


          Encontro traz Silvia Federici e lideranças feministas ao Rio de Janeiro

          No contexto do Episódio “Urgências”, o Goethe-Institut, a Fundação Rosa Luxemburgo e a Revista DR organizam evento sobre feminismo, que acontece no bairro da Gamboa, região central do Rio de Janeiro.

          Encontro traz Silvia Federici e lideranças feministas ao Rio de Janeiro No contexto do Episódio “Urgências”, o Goethe-Institut, a Fundação Rosa Luxemburgo e a Revista DR organizam evento sobre feminismo, que acontece no bairro da Gamboa, região central do Rio de Janeiro. Mulheres-bruxas, seus saberes, suas terras, seus corpos e seu trabalho são os temas a serem discutidos na próxima edição do Urgências! Feminismo, que acontece pela primeira vez no Rio de Janeiro, no dia 16 de julho (domingo), das 11h às 18h, na Grande Cia Brasileira de Mysterios e Novidades (Rua Pedro Ernesto, casa 21, Gamboa).

          O encontro conta com a participação da feminista Silvia Federici, do Coletivo Feminista Internacional, de Giovana Xavier, professora da UFRJ e coordenadora do grupo Intelectuais Negras, de Sandra Benites, Guarani Nhandeva e mestranda em Antropologia na UFRJ. A mediação fica a cargo da Revista DR e do P.A.C.A. (Programação de Ações Culturais Autônomas).

          Além do debate com as convidadas, haverá o pré-lançamento do livro “Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva”, de Federici, traduzido pelo coletivo Sycorax (Editora Elefante). O livro repensa a história do capitalismo a partir de uma perspectiva feminista, com enfoque na relação entre a caça às bruxas nos séculos 16 e 17 e a divisão sexual do trabalho, que confina as mulheres ao trabalho reprodutivo. Ou seja, a ideia é a de retomar a história das bruxas para enfrentar as dominações que persistem no presente.

          Nas palavras de Federici: “Por que depois de 500 anos de domínio do capital, no início do Terceiro Milênio, os trabalhadores em massa ainda são definidos como pobres, bruxas e bandoleiros? De que maneira a expropriação e a pauperização estão relacionadas com o permanente ataque contra as mulheres? O que podemos aprender sobre o desdobramento capitalista, passado e presente, quando examinado a partir de uma perspectiva feminista?”.

          Os encontros intitulados Urgências!, com duração aproximada de oito horas, consistem em plataformas de discussão sobre questões contemporâneas. Cada edição conta com a presença de convidadxs, cuja atuação vem se destacando nacional e internacionalmente nos campos específicos dos debates propostos. O encontro faz parte do projeto Episódios do Sul, criado pelo Goethe-Institut, que busca visões e contribuições do Sul na arte, na ciência e na cultura (www.goethe.de/brasil/episódios)

          Em 2017, os encontros URGÊNCIAS! São realizados pelo Goethe-Institut em cooperação com a Fundação Rosa Luxemburgo.

          PROGRAMAÇÃO
          Domingo, 16 de julho de 2017
          11h às 18h
          Grande Cia Brasileira de Mysterios e Novidades
          Rua Pedro Ernesto, casa 21, Gamboa, Rio de Janeiro
          Capacidade: 90 pessoas (preenchimento de vagas por ordem de chegada)

          Das 11h às 13h
          Pré-lançamento do livro “Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva” | Editora Elefante
          Das 13h às 18h
          Urgências! Feminismo
          Com Silvia Federici, Giovana Xavier e Sandra Benites. Mediação: Revista DR e P.A.C.A.

          PARTICIPANTES

          SILVIA FEDERICI
          Nasceu na Itália e vive nos Estados Unidos desde os anos 1960, onde construiu sua militância feminista e colaboração com o movimento negro. Cofundadora da Coletivo Feminista Internacional, participou da campanha por “Salários para o Trabalho Doméstico” e integrou o Coletivo Midnight Notes. Nos anos 1980, viveu e deu aulas na Nigéria, onde trabalhou com organizações de mulheres e contra as políticas de ajuste estrutural que estavam sendo aplicadas na África. Seus livros mais recentes são Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva (Sycorax, 2017) e Revolução no ponto zero. Trabalho doméstico, reproducão e lutas feministas (Brooklyn/Oakland: Common Notions/PM Press, 2012).

          GIOVANA XAVIER

          Giovana Xavier é Professora da UFRJ e coordenadora do grupo Intelectuais Negras.

          SANDRA BENITES

          Nascida na aldeia Porto Lindo, no município de Japorã (MS), Sandra é Guarani Nhandewa. Depois de cursar o programa de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, organizada pela Universidade Federal de Santa Catarina, foi indicada em 2014 pela comunidade Guarani do Rio de Janeiro para assumir a coordenadoria pedagógica da Secretaria de Municipal de Educação de Maricá (RJ). Atualmente cursa o mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional. É membro do Instituto dos Saberes dos Povos Originários-Aldeia Jacutinga.

          REVISTA DR | www.revistadr.com.br
          A DR é uma revista de política e cultura feita por mulheres. É uma proposta de conversa atenta ao tom, na qual seja possível ter voz sem precisar incorporar a linguagem e os gestos dos regimes “de verdade”. Suas editoras são: Ana Kiffer, Fernanda Bruno, Mariana Patrício, Oiara Bonilla, Tatiana Roque e Thamyra Tamara.

          P.A.C.A. – PROGRAMA DE AÇÕES CULTURAIS AUTÔNOMAS
          O P.A.C.A. Programa de Ações Culturais Autônomas manifesta-se por meio de atividades regulares, públicas e gratuitas, seminários abertos, produção textual, grupos de trabalho e outros formatos de apresentações, assim como dinâmicas coletivas de discussão e produção. O P.A.C.A. foi fundado em 2014 e tem como núcleo organizador a psicanalista e crítica cultural Suely Rolnik, o artista Amilcar Packer, a matemática e filósofa Tatiana Roque e o crítico de cultura Max Jorge Hinderer Cruz.

          Mobilização impressionante Existe algo como um feminismo global? Quais são os temas relevantes para as mulheres em diferentes regiões do mundo? E como é a relação entre as ativistas de distintas gerações? Sobre isso fala a filósofa ítalo-americana Silvia Federici em entrevista.

            10.6.2017



            “Novas Diásporas” investiga a (i)migração Sul-Sul, com foco no Senegal

            Projeto realizado pelo Goethe-Institut busca refletir sobre o ciclo de migração entre os países do Hemisfério Sul

            Seguindo o esforço de reflexão sobre o ciclo de migração que surge nas últimas décadas entre os países do Hemisfério Sul, o projeto Novas Diásporas propõe para a sua nova edição em 2017 um olhar aprofundado em relação ao Senegal.

            A imigração senegalesa no Brasil é recente. Apesar de o Senegal não ter conflitos internos como vários países do continente africano, ainda é um dos países mais pobres do mundo (sendo um dos 25 países com o pior IDH), o que motiva os senegaleses a saírem de seu país em busca de vida melhor. O Brasil se tornou atraente para este povo a partir dos anos 2000, quando o país sul-americano começou a ter mais projeção no exterior. Os senegaleses representam hoje o segundo maior grupo com pedidos de refúgio no Brasil, atrás apenas dos haitianos.

            O projeto Novas Diásporas: episódio Senegal prevê a realização de viagem de pesquisa a Dakar pelo artista Daniel Lima (Frente 3 de Fevereiro) e pela produtora Raquel Borges, além de uma oficina de vídeo com um grupo de senegaleses. Como resultado do processo de pesquisa, será realizado um evento aberto no dia 10 de junho, a partir das 16h, no Goethe-Institut (Rua Lisboa, 974 – Pinheiros), com música, gastronomia do país, apresentações audiovisuais e performances. Tanto as apresentações como os debates contam com a participação dos protagonistas da migração.

            Realizado pelo Goethe-Institut, o Novas Diásporas teve o seu primeiro episódio sobre o Haiti, realizado em junho de 2016, com a Invisíveis Produções e apoio da Fundação Heinrich Böll. O projeto integra a programação do projeto Episódios do Sul, que pensa outros modos de ver a arte, ciência e cultura sob pontos de vistas não eurocêntricos.

            NOVAS DIÁSPORAS: EPISÓDIO SENEGAL
            Data: 10 de junho de 2017 (sábado)
            Horário: 16h às 22h
            Local: Goethe-Institut São Paulo - Rua Lisboa, 974 – Pinheiros
            Evento gratuito
            Não é necessária inscrição



            Realização: Goethe-Institut | Cooperação: Invisíveis Produções

              12.05.2017



              Debate sobre “A Sacred Place”, de Ernesto Neto
              Huni Kuin: a existência como obra de arte?

              O Goethe-Institut tem o orgulho de anunciar sua participação relacionada à obra de Ernesto Neto “A Sacred Place” durante a semana de abertura da 57ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza no dia 12 de maio, ao meio-dia, no Arsenal. O artista brasileiro Ernesto Neto e seis Txanas do povo indígena Huni Kuin participarão de um encontro com especialistas, parceiros do projeto Episódios do Sul e o público. Entre outras, serão abordadas questões ligadas à situação da arte contemporânea, exotismo, apropriação e comercialização da cultura e de práticas indígenas, à complexa fusão entre vida e arte e às interseções entre ritual e performance.

              A existência pode, por si só, transformar-se numa obra de arte? A questão é manifestada na obra criada por Ernesto Neto. Em colaboração com os indígenas Huni Kuin, o artista brasileiro traz um ritual indígena da Amazônia à 57ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza. A obra – um híbrido, mistura de instalação, escultura e performance – pretende trazer ao aqui e agora, no tempo-espaço da exposição, o poder de uma ontologia e de uma epistemologia ancoradas no pensamento mágico.

              Desde os inícios da arte moderna, a arte ocidental experimenta uma fascinação pelo primitivismo. Hoje, na era pós-moderna, a arte contemporânea parece ter aprendido que há uma necessidade de examinar suas próprias estruturas através dos paradigmas de outros sistemas de saber, que também são contemporâneos, por fazer parte de nosso tempo. O diálogo e/ou a impossibilidade do diálogo entre ontologias e epistemologias tão diversas atravessa a obra de Ernesto Neto e a vida do povo Huni Kuin. As questões são numerosas: que critérios usar para confrontá-la? Como entendê-la para além dos estereótipos e sem medo dos inevitáveis mal-entendidos? Até que ponto o trabalho faz parte de um sistema artístico? Como entendê-lo esteticamente? Partindo do princípio de que a obra, como forma de expressão, não existe de maneira autônoma, nem é separada da vida do povo Huni Kuin, como ela “resolve” esse paradoxo? Podemos considerá-la como uma contribuição única proveniente do Sul?

              Do Arsenal, Ernesto Neto lança um desafio ao público. “Exibir” os Huni Kuin, sua cultura tradicional, sua relação única com a floresta amazônica. O artista parece elevar seu estilo de vida à categoria de arte. E a nós cabe aceitar o desafio.

              Onde?
              57ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, Arsenal, Veniza, Itália
              Quando?
              12 de maio, ao meio-dia

                04.05.2017



                Conversações com Objetos
                Museu de Arte Pré-colombiana Casa del Alabado

                O evento reúne vozes de diferentes áreas em torno de um objeto surpresa, a fim de refletir sobre a história da arte e a cultura material.

                Por que a história da arte sempre tem que ser contada do ponto de vista eurocêntrico? Como seria uma história da arte narrada por culturas africanas ou brasileiras, por exemplo?

                É com o objetivo de pensar outros discursos no terreno da história da arte e examinar as relações simbólicas que estabelecemos com a cultura material, que o Goethe-Institut organiza a quinta edição do encontro Conversações com Objetos, em colaboração com o Museu Casa del Alabado.

                Pessoas de diferentes áreas, disciplinas e especializações foram convidadas a dialogar ao redor de um objeto tirado da história da arte não ocidental, com o propósito de o abrir a outras leituras e reflexões. O objeto em questão faz parte da coleção do Museo del Alabado, e não será revelado até o início do evento.

                O grande diferencial dessa discussão é justamente a surpresa no confronto com o objeto: sem preparação prévia, participantes e público são convidados a ocupar a mesma posição como produtores de conhecimento sobre a peça, descontruindo assim a hierarquia do discurso da história da arte.

                O formato do evento também busca uma ruptura: cadeiras são dispostas em círculo ao redor do objeto, para que o público presente possa ocupar o lugar de “especialista”.

                A quinta edição de Conversações com Objetos será realizada em Quito, na quinta-feira, dia 4 de maio às 18 horas, no Teatro Prometeo da Casa de la Cultura Ecuatoriana (Avenida 6 de Diciembre y Tarqui). O evento é gratuito e aberto ao público.

                O projeto, coordenado pela professora Claudia Mattos Avolese, da Universidade Estadual de Campinas (Brasil), contará com a participação de Juana Paillalef C., diretora do Museu Mapuche de Cañete (Chile); Pablo Lafuente, curador independente (Espanha); Susana Torres, artista plástica, diretora artística e membro do Micromuseo (Perú); e Patricia Von Buchwald Hanze, artista de cerâmica e líder espiritual do Fogo Sagrado de Itzachilatlan (Ecuador).

                O evento Conversações com Objetos faz parte do projeto Episódios do Sul, concebido pelo Goethe-Institut, que também inclui debates, trabalhos de pesquisa e programas de intercâmbio, além de produções artísticas e acadêmicas com novos pontos de vista e modos de compreender as perspectivas e contribuições do Sul na arte, ciência e cultura num contexto de crescente globalização.
                www.goethe.de/brasil/episodios

                O Museu Casa del Alabado preserva e valoriza uma coleção de peças, cuja maioria é proveniente das sociedades pré-hispânicas do território equatoriano, com uma proposta museológica inovadora, que ressalta a riqueza estética dos artefatos e a dimensão espiritual que articula a vida social dessas culturas ancestrais.

                Participantes:

                Juana Paillalef C.
                Mulher, mãe e avó Mapuche, originária do território de Maquehue, região da Araucânia, Chile, no que hoje se denomina de Comuna de Padre las Casas. Fez mestrado em Educacão Intercultural Bilíngue na Universidade San Simón, em Cochabamba, Bolívia. Posteriormente tornou-se diretora do Museu Mapuche de Cañete –DIBAM-, onde contribuiu e trabalhou em cooperação com especialistas em museologia sobre o tema Mapuche, conseguindo reinterpretar a história do território, concretizada na modernização e descolonização do MMC.

                Pablo Lafuente
                Em 2014, Lafuente integrou a equipe de curadores da 31ª Bienal de Arte de São Paulo. Anteriormente foi editor do Afterall journal e da coleção de histórias das exposições do Afterall. Atualmente mora em São Paulo e Porto Seguro, Brasil, onde é professor convidado da Universidade Federal do Sul da Bahia. De 2008 a 2013 foi co-curador da Oficina de Arte Contemporânea de Oslo, Noruega. Lafuente é um dos participantes do projeto Episódio Museal, parte integrante do projeto Episódios do Sul.

                Susana Torres
                Ensina Direção Artística na Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (UPC). Estudou História da Arte na Universidade Nacional Mayor de San Marcos, Perú, e também estética e cosmetologia em Toulouse, França, e design de moda em Lima, Perú. Especializou-se em montagens e curadorias de arte, trabalhando no Micromuseo, un projeto de musealidade alternativa do qual faz parte. Entre seus trabalhos, descaca-se o Museo Neo Inka, uma coleção alternativa de objetos cotidianos e de consumo, que remetem ao conceito da cultura Inca no contexto atual.

                Patricia Von Buchwald Hanze
                Estudou Artes Plásticas na Escola de Belas Artes Juan José Plaza, em Guayaquil, Equador. Foi diretora de museus e centros culturais do Município do Distrito Metropolitano de Quito e docente de Museologia, na Universidade Tecnológica Equinoccial, e História da arte, na Universidade das Américas. Posteriormente realizou estudos sobre ciências ancestrais, psicologia humanista e pesquisou a vivência das tradições dos povos originários da América.

                Conversações com Objetos
                4 de maio | quinta-feira | 18h00
                Teatro Prometeo CCE
                Avenida 6 de Diciembre y Tarqui
                Entrada franca | Aberto ao público
                Realização | Goethe-Institut São Paulo e Museu Casa del Alabado
                Apoio | Teatro Prometeo e Associação
                Casa Humboldt


                Para maiores informações:
                Luisa Ambrosi educacion@alabado.org
                02-2280940 ramal 19