Imagens do Açúcar

Baixio das Bestas

Baixio das Bestas é o segundo longa metragem do cineasta pernambucano Cláudio Assis, é lançado em cinco anos depois de Amarelo Manga (2003) - filme aclamado pelo público e pela crítica - e tem como pano de fundo a Zona da Mata pernambucana. O filme trás a história do arcaico sistema de classes que ainda estão ligadas ao ciclo da cana. Numa usina decadente, na paisagem canavieira, num posto de caminhoneiros ou na fossa em construção de uma casa, o filme de Assis apresenta uma realidade ao mesmo tempo local e universal. O longa tem como foco particular um drama sobre a condição e imagem brutalizada da mulher naquela região entre montes e depressão geográfica que remetem ao baixio do título.

Baixio das Bestas é um filme contundente, tenso, violento e - como não podia deixar de ser – polêmico. Há excessos, como em toda a obra do autor, que é famoso por suas ideias carregadas de energias e pela coragem de exibi-las.

O filme também foi premiado em diversos festivais como o 9º Festival de Cinema Brasileiro de Paris ganhando o prêmio especial de melhor direção - a categoria foi criada após o júri assistir a película de Assis. Em fevereiro de 2007, ganhou o Tiger Award, o maior prêmio do Festival de Rotterdam, e em novembro com seis prêmios no Festival de Brasília: melhor filme, atriz (Mariah Teixeira), ator coadjuvante (Irandhir Santos), atriz coadjuvante (Dira Paes), trilha sonora (Pupillo) e prêmio da crítica.
Sinopse baseada na publicação do site O Globo Online
Daniel Levi, 2007

  Baixio das Bestas

Baixio das Bestas
Longa
2007, Brasil, 80 min.
Direção: Claúdio Assis