Amazônia e teatro música. Um desafio
Debate e fórum de compositoresMunique, 7 de maio de 2010

Tato Taborda, Bruce Albert e Laymert Garcia dos Santos | Foto: Verena Hütter 2010
A destruição do espaço vital da floresta na bacia amazônica avança dramaticamente. Ponto de encontro de caçadores de ouro e etnólogos, protetores do meio ambiente e biopiratas, de defensores dos direitos humanos e barões da droga, de habitantes ribeirinhos desprovidos de posses e senhores de gigantescas plantações de soja, de artistas, políticos, mediadores culturais e teólogos, e de um exército de cientistas, a região amazônica é, simultaneamente, espaço vital para um grande número de grupos indígenas – como os 33.000 Yanomami, que vivem na região fronteiriça entre Brasil e Venezuela.
Na destruição e usurpação diárias da maior floresta tropical do mundo, desenrola-se uma tragédia, cuja complexidade é absolutamente sem par. Mas este tema poderia ser tratado em um “drama per música”? Como reunir em um ‘teatro música’ as múltiplas perspectivas, histórias e modelos de explicação? Que desafios os compositores têm de enfrentar? Como construir uma cooperação artística e científica com uma civilização completamente diferente? Seus conhecimentos constituem um contraprojeto contemporâneo à cultura técnico-científica ocidental e colocam em cheque nossas certezas sobre lei fundamental e natural. Quais as chances de surgir aí uma combinação produtiva de teatro música e artemídia?
Saudação: Klaus-Dieter Lehmann, Presidente do Goethe-Institut
Palavra de saudação: Danilo Santos de Miranda, Presidente do Serviço Social do Comércio – São Paulo (SESC SP)
1ª parte:
Debate com Bruce Albert (antropólogo e especialista em cultura Yanomami), Joachim Bernauer (curador do projeto, Goethe-Institut), Laymert Garcia dos Santos (sociólogo) e Davi Kopenawa (xamã e porta-voz dos Yanomami).
Moderação: Christoph Bartmann (Goethe-Institut)
2ª parte:
Fórum de compositores com Klaus Schedl, Tato Taborda e Ludger Brümmer (ZKM)
Moderação: Peter Ruzicka (diretor artístico da Bienal de Munique)
Local do evento:
Goethe-Institut Zentrale
Hilmar-Hoffmann-Saal
Dachauer Straße 122
80637 Munique
Entrada franca
Domingo, 9 de maio 2010, 11h às 13h
Simpósio interdisciplinar na Academia de Belas Artes da Baviera, com o filósofo Peter Sloterdijk, o cientista musical e pianista Siegfried Mauser e alguns artistas de “Amazônia – Teatro música em três partes”.Introdução: Klaus Dieter Lehmann, Presidente do Goethe-Institut
11h às 12h
“O queixoso Orfeu” – um diálogo
Siegfried Mauser dialoga com Peter Sloterdijk
12h às 13h
Debate com Siegfried Mauser, Michael Scheidl, diretor da 1ª e 2ª partes, Peter Sloterdijk e Peter Weibel, diretor do ZKM (Centro de Arte e Mídia de Karlsruhe)
Moderação: Peter Ruzicka, diretor artístico da Bienal de Munique
Local do evento:
Bayerische Akademie der Schönen Künste [Academia de Belas Artes da Baviera]
Max-Joseph-Platz 3
80539 Munique
Entrada franca








