Europa

Parabéns, UE - 60 Anos de paz na Europa

© Eva GürFoto (Ausschnitt): GregMontani, pixabay.comCom a assinatura dos tratados de Roma no dia 25.3.1957, a França, a Itália, a Bélgica, o Luxemburgo, os Países Baixos e a República Federal da Alemanha (a antiga Alemanha Ocidental) criaram a Comunidade Económica Europeia (CEE). Nascia o percursor da União Europeia, mal tinham passado 12 anos do final da Segunda Guerra Mundial. O assinar destes tratados é o primeiro grande passo rumo à unificação da Europa.

Nos anos setenta juntam-se à CEE o Reino Unido, a Irlanda e a Dinamarca. Seguem-se a Grécia, Portugal e Espanha, nos anos oitenta. Com a assinatura do tratado de Maastricht, em 1992, é criada oficialmente a União Europeia e a antiga comunidade económica transforma-se também numa comunidade política.

A chegada do EuroA minha geração, que fez as suas primeiras poupanças ainda em Marcos Alemães, Liras e Escudos, toma consciência da UE enquanto união, o mais tardar, na passagem de ano de 2001/2002. A partir de 1 de janeiro de 2002, o Euro chega à Alemanha, tal como a muitos outros estados membros da UE – e, com ele, a febre da coleção de moedas, em especial junto das gerações mais jovens: assim como acontece com os grandes acontecimentos futebolísticos, existem álbuns de colecionador, nos quais se podem colocar as moedas de euros e cêntimos, separadas por países. Também eu, naquela altura, fui atacada por esta febre, e o conjunto de moedas portuguesas foi efetivamente um dos últimos que consegui completar.

Europa – Mais do que uma união monetária De modo semelhante às moedas, que se foram espalhando por toda a Europa, também a mobilidade dos seus habitantes foi crescendo a olhos vistos. Intercâmbios entre escolas dentro da Europa tornam-se cada vez mais acessíveis devido à união política dos países. Comunidades e cidades organizam viagens às suas cidades parceiras na Europa. Câmaras de artes e ofícios oferecem programas de intercâmbio aos seus formandos e, nas universidades, o Programa Erasmus possibilita aos estudantes adquirir experiência de estudo noutros países europeus.

© Marina HaderNo entanto, nos últimos anos, as críticas à UE têm vindo a multiplicar-se: no âmbito da crise dos refugiados fala-se numa “Fortaleza Europa”, acusada de fechar as suas fronteiras externas aos refugiados e de praticar uma política de isolamento, e não existe acordo relativamente à entrada e à distribuição dentro da UE do enorme número de pessoas que chegam à Europa, vindas de regiões onde reina a crise e a guerra. Vozes anti-UE tornam-se cada vez mais audíveis e encontram cada vez mais apoiantes. Esta atitude anti-UE atinge o seu ponto alto (ou trágico ponto baixo, conforme a perspetiva) – até à data – em junho de 2016, com a saída da Grã-Bretanha da UE, apesar de terem sido precisamente os britânicos pertencentes à faixa etária entre os 18 e os 24 anos a mostrar esperança no futuro da ideia europeia: 72% das pessoas pertencentes a este grupo votaram “Remain”.

Sendo assim, o destino futuro da viagem da UE permanece um mistério. Talvez seja precisamente a minha geração, ou talvez também a geração dos meus pais, que nunca passaram fome ou viveram em guerra, a esquecer, por vezes, a conquista mais significativa da UE: nos últimos 60 anos de colaboração interna na Europa, não existiram guerras em países pertencentes à UE. Na esperança de que isto se mantenha no futuro, ergo então o meu copo: A mais 60 anos de paz, UE!
Marina Hader
nasceu na Alemanha Ocidental, mas cresceu numa Europa de fronteiras abertas. Intercâmbios escolares e estadias noutros países da Europa no âmbito do seu curso universitário e para fazer estágios tornaram-na numa europeia convicta. Ao escrever este artigo, teve em mente as palavras do seu antigo professor de História: “Meninos, vivemos em tempos históricos. Nunca, até hoje, houve paz na Europa durante tanto tempo.“

Copyright: Tudo Alemão
Setembro de 2017

Este texto é uma tradução do alemão.

     

     
     

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