Quotidiano

Döner Kebab, um prato típico alemão

Bildquelle: (CC BY-NC-SA 2.0) Andreas Schepers, flickr.com
Aqueles que já estiveram em Berlim aperceberam-se com certeza de que é mais fácil ir comer um Döner Kebab do que o popular Currywurst. Existem mais de seis mil locais que o vendem e muitos deles estão abertos 24 horas por dia.


É um facto que a qualidade e o preço variam, mas não era disso que vos queria falar. A verdade é que, há pouco tempo, eu e alguns colegas fizemos uma tentativa de elaborar um “Guia do Döner Kebab”, mas as dimensões desta possibilidade de negócio acabaram por frustrar o nosso entusiasmo…
Ontem deparei-me com um artigo no jornal die Zeit, que me chamou imediatamente a atenção. Nesse artigo, a autora relata que, na China, o Döner Kebab é visto como uma especialidade alemã.
Para mim já não era uma novidade o facto de o Döner Kebab ter sido inventado na Adalbertstrasse, em Berlim, perto da minha casa. Também já sabia que esta delícia berlinense é conhecida em Istambul, cidade onde há já décadas se come a carne dentro do pão, com molho de alho e temperos picantes – algo que, antes da invenção da família Aygün, teria sido uma completa excentricidade.

Bildquelle: (CC BY-SA 2.0) cervus, flickr.com O Döner Kebab, além de ser um prato delicioso, é sobretudo o resultado das ondas migratórias. A receita-base veio da Turquia para Berlim – espetadas de carne de borrego com salada, molho de alho e especiarias. Um dia, no restaurante Hasir, na capital alemã, a família Aygün teve a ideia de colocar tudo isto dentro do tradicional pão redondo e achatado – experiência que veio a ter consequências consideráveis:
hoje em dia, é a variedade berlinense deste prato turco que se come, de Istambul até Pequim.
Eu já conhecia, portanto, todo este contexto, a história do Döner Kebab e, como já referi, pensei em começar uma espécie de guia, e não há dúvida que o artigo no jornal “Die Zeit” me incentivou. Talvez as pessoas na China ainda não conheçam a versão original otomana deste prato, que lá é vendido enquanto “tipicamente alemão”, mas também é possível que esteja enganado.
Agora que penso nisso, não me surpreenderia: numa noite em que a nostalgia em Madrid aperte e não consiga tirar Berlim do pensamento, sairei à rua em busca de um bom Döner Kebab.
Alfredo Tarre,
nasceu em Macuto (Venezuela). Em 2001, mudou-se para Heidelberg para iniciar o seu curso universitário. Dois anos mais tarde continuou a estudar em Berlim. Colabora com o Berlunes, um blog destinado a espanhóis que procuram a sua sorte na capital alemã. Durante seis meses, Alfredo esteve encarregue na página web “Trabajo Ya” (“Trabalho já!”). Hoje em dia, é responsável pela página “Vida y trabajo en Alemania” (“Vida e trabalho na Alemanha”). Além disso criou, há quatro anos atrás, “The Macuto Collective”, um projeto cinematográfico com atividade em Berlim e em Barcelona, que já foi convidado para vários festivais de curtas-metragens. Atualmente vive em Madrid e Berlim.

Copyright: rumbo @lemania
Janeiro de 2013

Este texto é uma tradução do alemão.

     

     
     

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