Quotidiano

Modalidades desportivas inventadas

Foto: (CC BY-SA 2.0), flickr.comFoto: (CC BY-SA 2.0), flickr.com
Contem spoiler acerca do filme The Walk.
Há pouco tempo, vi o filme The Walk. O filme conta a história de um acrobata que caminha sobre um cabo desde uma das Torres Gémeas em Nova Iorque, entretanto desaparecidas, até à outra. A única coisa que me surpreendeu foi o facto de o ator principal não ser alemão.

Quando comecei a dar cursos de espanhol em Kiel, houve uma turma que me propôs o pagamento do curso com um equipamento que para mim era completamente desconhecido: uma Slackline. Trata-se de uma fita robusta que se estica entre dois troncos de árvores, de modo a poder caminhar-se sobre ela. Para minha surpresa, constatei que é normal ver pessoas nos parques a praticar esta modalidade desportiva: cada um prendia a sua fita, descalçava os sapatos e tentava manter o equilíbrio.

Bem, isto e as festas de churrasco.
Concordei com o negócio, contudo tenho que confessar que, lá de onde eu venho, em Carabanchel, o que existia de mais parecido com o Slacklinen era a tentativa de equilibrar-se na esquina do passeio. E, uma vez que a paciência nunca foi o meu forte, após três ou quatro tentativas acabei por oferecer a minha Slackline a um amigo, cujas fotos de pés em equilíbrio em diversos parques admiro desde então.

Como diz o ditado, tudo está bem quando acaba bem.

Slacklinen foi a primeira da lista de “modalidades desportivas inventadas” que pude elaborar ao observar os alemães. A segunda é o Nordic Walking, em que os praticantes vão passear com dois bastões que parecem bastões de esqui. E a terceira é o Kubb (Wikingerschach), sem dúvida o meu favorito desta lista; é uma variação nórdica do Boccia, em que, com cepos de madeira, se pratica a pontaria em equipa. O nome deste jogo, traduzido à letra, é “Xadrez Viking”, mas o tabuleiro é a relva do parque e as peças do jogo têm dois palmos de comprimento.
Sol García Prats,
esteve em viagem durante a sua vida inteira – como é muitas vezes o caso dos professores de espanhol como língua estrangeira. Algures entre o Mar Báltico e o Mar Mediterrâneo deixou de saber muito bem se tinha acabado de chegar ou se já estava novamente de partida. Passou sete anos no norte da Alemanha, onde trabalhou no Instituto Cervantes e na Universidade de Kiel, entre outros. Depois do seu doutoramento em Literatura de Viagens, foi parar a Valência, onde está a especializar-se em Educação Pré-Escolar e onde pode andar de sandálias até meados de outubro. O seu blog.

Copyright: rumbo @lemania

Este texto é uma tradução do alemão.

     

     
     

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