Quotidiano

As estreantes Islândia e Irlanda do Norte no Europeu: um perigo para os nossos favoritos Portugal e Alemanha?

© Marina Haderstux, pixaby.comO que é que quem está de fora associa à Islândia? O futebol não, seguramente. Um alemão normal, que se muda anualmente para Maiorca nas suas preciosas férias de verão, talvez tivesse, para responder a esta pergunta, de se lembrar de uma aula de geografia de muitos anos antes, dos seus tempos de escola. Vulcões com nomes impronunciáveis? Reiquejavique, a capital? É possível. Como o nome do país deixa adivinhar, será provável que predominem ali o gelo e frio? Mas é logo aqui que terminam as associações com o estado insular do Atlântico Norte. Será que vivem ali pessoas? Aparentemente sim, senão como teria sido possível a equipa treinada pela dupla Lagerbäck e Hallgrímsson qualificar-se para o Campeonato Europeu de Futebol de 2016?

Até hoje, o futebol sempre desempenhou um papel secundário na Islândia. Apesar de alguns jogadores terem ganho prestígio em clubes estrangeiros de renome, a seleção nacional ficou sempre longe dos grandes sucessos. Apenas uma fração da já de si esparsa população do país joga futebol federado: modalidades como o andebol, a equitação e até a glíma, uma variante tradicional islandesa da luta, que entretanto também é praticada na Alemanha, continuam a cativar fortemente os habitantes. Mas desde que o sueco Lars Lagerbäck, no final do ano de 2011, tomou conta do cargo de treinador da seleção nacional juntamente com o islandês Heimir Hallgrímsson, a equipa da maior ilha vulcânica do mundo não mais parou de progredir.

O mais tardar quando, na fase de qualificação para o último Campeonato do Mundo, assegurou surpreendentemente o segundo lugar do grupo e o sonho de uma participação no Mundial só morreu à beira da meta, nos play-offs contra a Croácia, ficou claro: a Islândia sabe jogar futebol. E até bastante bem. Eventualmente tão bem que podem ser sobremaneira perigosos para os seus adversários da primeira fase, incluindo o favorito do grupo, Portugal. Embora a estatística para o primeiro jogo da Islândia num torneio de futebol de semelhante dimensão favoreça claramente a equipa do capitão Cristiano Ronaldo (Portugal venceu o último encontro entre as duas seleções, em 2011, por 5-3), a esquadra nórdica pode muito bem causar uma ou outra sensação.

© Julia RaffelOutro participante no Europeu que até agora não se pode orgulhar de muitos triunfos no futebol é a Irlanda do Norte. Passaram 30 anos desde a última vez que a seleção se conseguiu qualificar para um Campeonato do Mundo, no México. E aí foi eliminada logo na fase de grupos.
A seleção norte-irlandesa celebrou, ainda assim, um sucesso histórico, quando no Mundial de 1958 avançou surpreendentemente até aos quartos de final e na primeira fase aborreceu o campeão do mundo em título, a Alemanha, com um 2-2.

As campainhas de alarme podem agora soar junto de alguns daqueles que já analisaram os adversários deste ano no grupo da «Schland o Schland» [título de uma canção de apoio à seleção alemã]. À partida o cenário é semelhante: as camisolas alemãs estão finalmente ornamentadas com uma nova estrela e a equipa norte-irlandesa é considerada forte na corrida e sobretudo no jogo aéreo. Sobretudo o capitão de equipa, Steven Davis, que em 2010 foi eleito futebolista do ano na Escócia, bem como os defesas centrais Gareth McAuley e Jonny Evans, mas também o perigoso avançado Kyle Lafferty, são vistos como jogadores de elevada produtividade.

No entanto, há uma notícia tranquilizadora: com exceção destes futebolistas de qualidade, faltam à equipa jogadores de topo com experiência neste tipo de torneios. Uma grande parte da equipa joga em clubes do segundo escalão inglês e defronta agora pela primeira vez, no espaço de poucos dias, três seleções de elevado prestígio internacional, contra as quais é necessário mostrar segurança com bola, espírito de equipa e autoconfiança. Um empate contra a Alemanha, a Polónia ou a Ucrânia seria uma autêntica sensação; atingir novamente a fase a eliminar, como há 58 anos, é, todavia, um cenário altamente duvidoso.
Julia Raffel
é, enquanto natural do norte da Alemanha, grande adepta do Hamburgo e em França vai, obviamente, torcer pelos rapazes de Joachim Löw. Mas já desde a infância que ela adora surpresas (na altura, sobretudo sob a forma de ovos de chocolate coloridos) e a verdade é que a bola é «redonda e o jogo dura 90 minutos». Para se preparar para o primeiro jogo da sua pátria adotiva temporária, contra a surpreendente seleção da Islândia, tentou memorizar os nomes dos jogadores islandeses. Foi impossível!

Copyright: Tudo Alemão
Junho de 2016

Este texto é uma tradução do alemão.
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