Ich schlage vor, dass wir uns küssen
(Propronho que nos beijemos)

Verlag Antje Kunstmann, München 2009, 208 p.
Certo dia, o senhor W. encontrou na sua correspondência um agourento convite: em um painel de discussão com dissidentes desconhecidos da RDA, ele deveria discursar sobre sua obra, sobre a repressão na RDA, sobre sua experiência como inimigo do Estado. Inicialmente acreditou tratar-se de uma piada de mau gosto. Afinal, essa mensagem referia-se a ele? Alguma vez destacou-se como escritor? O personagem empreende investigações e consulta arquivos da STASI. Que descoberta! De fato, encontram-se ali arquivadas suas primeiras tentativas poéticas, sob o título “A possível execução do conjuntivo“, além de todas as suas cartas amorosas – tudo minuciosamente verificado, interpretado de modo temerário e classificado como literatura contrarrevolucionária com tentativa de desmoralizar o Estado. Um romance sobre a lembrança dos disparates e sobre um amor, que só poderia ter prosperado no período da Alemanha dividida. Um livro sobre o Muro que nunca existiu. Uma história autêntica, que ninguém acredita ter acontecido. Nem mesmo seu autor.
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