Medea. Stimmen
(Medeia. Vozes)

Luchterhand, München 1996, 235 p.
As constelações sociais pós-reunificação e as experiências de Christa Wolf delas decorrentes criaram uma ligação entre o tema do bode expiatório, que cunhou a tradição da história de Medeia desde Eurípedes, e a experiência temporal imediata, que se tornou ponto de partida do trabalho de Christa Wolf. A mudança radical ocorrida no outono de 1989 deu inicio também à experiência de intelectuais e artistas de tentar valer-se das oportunidades oferecidas por um desenvolvimento democrático liberal, que levaria a deslegitimação da RDA e a exclusão de sua cultura e seus representantes. O tema de Medeia revelou ser o paradigma da exclusão do alheio/dos alheios, do outro/dos outros, em forma de mulher, cuja provável incorporação mais precoce apresentou-a como uma curandeira e maga, antes de ser denunciada como bruxa, envenenadora e infanticida.
Christa Wolf – Biografia
© Aus dem Klappentext
Auf dem Weg nach Tabou
(Rumo ao tabu)

Kiepenheuer & Witsch, Köln 1994, 344 p.
Christa Wolf ingressou na literatura e disse “Eu“. [...] O tema do livro Weg nach Taboué sobre o período de ruptura do ano de 1989, quando o efetivo socialismo chegou ao seu fim, primeiro na Alemanha e depois em toda a Europa. Não se trata de uma descrição distanciada. É um auto-esclarecimento com os prós e contras encontrados em muitas literaturas: ele representa o alcance da margem salvadora, deixando para trás a penúria dos aflitos. O que se abateu sobre essa autora nos últimos anos e que faz parte das crises existenciais pelas quais as pessoas passam nos dias de hoje, encontra-se nos textos ordenadamente compilados em linguagem, sentença e análise. São cartas e textos em forma de diário – três deles datados de 27 de setembro – que, “rumo ao tabu”, abrem as cortinas diante das horas negras de Christa Wolf.
Christa Wolf – Biografia
Werner Liersch: „Die Not des Bedrängten bleibt draußen“
© Berliner Zeitung, 18.03.1994
Im Dialog
(Em diálogo)

Luchterhand, Frankfurt am Main 1990, 170 p.
[Será que] Christa Wolf teve uma conduta demasiadamente estratégica, cautelosa, e desalentadora, como tem sido repreendido até aqui, sobretudo na parte ocidental da Alemanha? Seu livro Im Dialog é uma primeira análise sobre a questão que a autora apresenta, aliás, não pela primeira vez. Mas agora a questão tornou-se inevitável para ela própria […] Im Dialog, com certeza não é a última palavra, sua última palavra nessa questão. […] “Não nos foi concedida uma pausa para reflexão; a partir de uma situação de exceção psicológica extrema, temos de emitir um julgamento sobre um futuro, que ainda não pudemos avaliar”. É muito fácil assistir a tudo isso como espectador ocidental.
Christa Wolf - Biografia
Helmut Schmidt: „Nicht die Chance verpatzen. Auf dem Weg zur deutschen Einheit haben wir schon viel Porzellan zerschlagen“
© Die Zeit, 09.03.1990













