Lá estão eles... emudecidos, como que paralisados por uma força desconhecida. Foi assim que turistas apreciadores de arte em Florença, por exemplo, foram retratados pelo fotógrafo Thomas Struth: como emblema da experiência direta, i-mediata da arte que parece tornar obsoleta a questão da necessidade de intermediação entre a obra ou as intenções do artista nela manifestadas, de um lado, e o observador, do outro. Mais ainda: será que aquilo que constitui a arte não começa justamente onde termina a possibilidade de explicá-la? E assim se pode endossar o catálogo de perguntas que encabeçou um simpósio sobre a “Mediação da arte nos meios de comunicação”, realizado em Munique no primeiro semestre de 2011: “Existe necessidade, afinal, de interpretar obras de arte? Até que ponto a mediação da arte é capaz de ir além da reconstrução das intenções de seus produtores? O que deve, enfim, ser intermediado? Quais os padrões que a mediação da arte deve cumprir?”
De Ulrike Prinz e Isabel Rith-MagniLeia mais ...