Seminário Reparação da Escravidão e os Ancestrais de Santa Rita

Seminário Reparação da Escravidão e os Ancestrais de Santa Rita © Ipeafro

Do, 20.09.2018

Arquivo Nacional

Auditório
Praça da República, 173
Centro
Rio de Janeiro

Seminário no Auditório do Arquivo Nacional busca contribuir para a construção de propostas para um tratamento adequado ao legado africano no contexto da construção de nova linha do VLT

No centro do Rio de Janeiro, na região da Igreja de Santa Rita, realiza-se a construção da linha 3 do VLT. No local, ocorria o sepultamento de africanos recém-chegados na época da escravidão, durante o século XVIII, quando muitos foram trazidos ao Brasil. Até a transferência para o Cemitério de Pretos Novos, na Gamboa, neste lugar eram enterrados aqueles que, ao chegar, não sobreviviam às durezas da travessia e aos sofrimentos impostos durante a captura em sua terra mãe.
 
Trata-se do mesmo fenômeno que ocorreu na região do Cais do Valongo: a presença de restos humanos e artefatos da vida de ancestrais escravizados, encontrados em local remodelado urbanisticamente. Setores da sociedade civil preocupados com a ancestralidade de origem africana reivindicam o tratamento adequado dessa área no sentido de dar dignidade e reconhecimento aos seres humanos ali depositados.
 
Para informar a sociedade sobre esse fenômeno, o IPEAFRO e parceiros, como o Goethe-Institut, realizam o seminário “Reparação da Escravidão e os Ancestrais de Santa Rita” no dia 20 de setembro, das 17h às 21h30, no Auditório do Arquivo Nacional. O objetivo é contribuir para a construção de propostas para um tratamento adequado ao legado africano no contexto dessa nova linha do VLT e na perspectiva da reparação da escravidão negra no Brasil. Trata-se de um evento voltado à sociedade civil, sem cunho estritamente acadêmico.
 
PROGRAMAÇÃO
 
17h – Exibição de filmes e reportagens sobre a diáspora africana e o Cais do Valongo
 
18h – “Padê de Exu Libertador” na voz de Abdias Nascimento | Performance com Thaís Ayomide e Fernando Luiz
 
18h10 - Apresentação do tema
•        Monica Lima, historiadora e coordenadora do Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA/UFRJ); e integrante do comitê científico que preparou o dossiê da candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade
•        Elisa Larkin Nascimento, diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO)
 
18h30 - Mesa de debates
•        João Carlos Nara, Jr., membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, arquiteto e urbanista da Coordenação de Preservação de Imóveis Tombados da UFRJ, especialista na história de Santa Rita
•        Milton Guran, vice-presidente do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da UNESCO
•        Luiz Eduardo Alves de Oliveira (Negrogun), presidente do Conselho de Direitos do Negro do Estado do Rio de Janeiro e membro da Comissão Pequena África
•        Mediação: Flávia Oliveira, jornalista e membro do Conselho de Matriz Africana do Museu do Amanhã
 
19h50 - Palavra da prefeitura
•        Antonio Carlos Mendes Barbosa, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária (CDURP)
 
20h20 - Discussão com o público presente
 
21h20 - Encerramento com poesia: Milsoul Santos
 
Parceiros institucionais
Redes da Maré
Arquivo Nacional
Instituto Goethe
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio)
Década Internacional dos Afrodescendentes 
Laboratório de Estudos Africanos (LEÁFRICA)/ UFRJ
Comissão Pequena África
Centro de Articulação das Populações Marginalizadas (CEAP) 
Comissão da Verdade da Escravidão do Negro no Brasil (CEVENB/OAB-RJ)
Instituto Pretos Novos (IPN)
Criola
Casa das Pretas
Movimento Negro Unificado (MNU)
Companhia dos Comuns
Centro do Teatro do Oprimido (CTO)
Rede Brasil Afroempreendedor (REAFRO)
Círculo Olympio Marques (COLYMAR)
Instituto de Pesquisa das Culturas Negras (IPCN)
Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra (PRDCN) 
Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (CADON)
Fórum Permanente pela Igualdade Racial (FOPIR)
 

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