Março 15. 2017 Goethe-Institut leva brasileiros para documenta 14

Documenta 14
Foto de ivulgação da documenta 14

A cada cinco anos, Kassel ganha ares de capital da arte contemporânea. Quem respira esses ares sai transformado. Criada em 1955 para resgatar a auto-estima da cidade alemã que havia sofrido com os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, a documenta, uma das mais prestigiadas mostras artísticas do mundo, extrapola a função de exibir obras de arte e investiga outros campos de ação. O trabalho da curadoria, a cada edição, mostra-se capaz de pôr em discussão temas relevantes para o momento de realização do evento.
 
Segundo Lisette Lagnado, curadora dos programas públicos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio, o escopo curatorial da documenta 14, que começa em abril próximo, "estabelece uma outra esfera de negociação com a Europa ao escolher iniciar o evento na Grécia, país cuja crise financeira vem ocupando as manchetes mundiais nos últimos anos. A população grega recusou as exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE), criando um impasse com os credores europeus. Incorporar a cidade de Atenas em um evento da grandeza da documenta indica que uma exposição de arte não é um acontecimento apenas de cunho estético nem isolado do contexto político, econômico e ecológico global." 
 
Para que artistas brasileiros tenham a oportunidade de vivenciar a experiência de irem a Atenas e Kassel, incluindo Münster Skulptur Projekte - mostra de arte pública, criada em 1977, que acontece a cada dez anos -, o Goethe-Institut Rio de Janeiro e a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage se uniram e oferecerão o seminário "A tropicalização do Norte”. Após a reflexão em torno da mostra e a elaboração de projetos, dois alunos serão selecionados para receberem uma bolsa-viagem. As inscrições estão abertas até 31 de março.