Outubro 16.2017 GOETHE-INSTITUT LANÇA 'CONTRACALENDÁRIO' INTERATIVO

Lançamento do Contracalendário
© Goethe-Institut

Como parte do projeto ‘O futuro da memória’, o Goethe-Institut publicou uma plataforma que visa criar um calendário alternativo de maneira colaborativa. Que memórias e experiências ajudam a recordar uma história diferente?

No portal do Contracalendário, os interessados visualizam eventos mês a mês e são convidados a inserirem registros também. O "contracalendário" do Goethe-Institut procura, portanto, comemorar marcos específicos e acontecimentos que pertençam à memória coletiva da América do Sul e sejam diferentes dos feriados tradicionais.
 
A iniciativa faz parte do projeto "O futuro da memória", que acontece em sete cidades sul-americanas onde há unidades do Goethe-Institut desde março de 2017. O projeto é dirigido a pessoas, coletivos, ativistas, artistas e pesquisadores e procura construir novas narrativas e dar voz a memórias excluídas do discurso oficial sobre a história.
 
O portal foi criado a partir de uma questão colocada pelo Goethe-Institut junto a dois curadores do projeto, Clara Ianni e Benjamin Seroussi, de São Paulo: se a maioria dos feriados é fruto de narrativas hegemônicas, quais são as lembranças, memórias e experiências que podemos evocar para construir outras histórias? Quais marcos são importantes para inventar outros presentes? Que tipo de data merece ser lembrada e que tipo merece ser esquecida?
 
O "contracalendário" está disponível em inglês, espanhol e português.  
 
Sobre "O futuro da memória"

As ditaduras, os conflitos armados e a violência marcaram a história da maioria dos países da América do Sul nas últimas décadas. Os processos de construção da memória histórica, conduzidos na Colômbia, no Brasil, Uruguai, Chile, Peru e Argentina, continuam vivos. Independentemente do lugar e do momento no qual começaram em cada país, esses processos são, ainda hoje, terrenos de disputas, antagonismos e tensões entre diversas narrativas, usos e abusos da memória.
 
Do que nos recordamos como indivíduos e sociedade? O que esquecemos? Como faremos isso no futuro? A memória é, por ventura, um registro inalterável do passado ou ela é um arquivo cambiável e dinâmico? Criado pelo Goethe-Institut, o projeto “O futuro da memória” nasce com a esperança de abrir um espaço alternativo para pensar essas e outras muitas questões. Trata-se, antes de tudo, de um diálogo regional, transdisciplinar e contínuo, que busca reconhecer e gerar outros formatos e modalidades artísticas elementares no debate sobre a memória e sobre o esquecimento no continente.

Mais informações no site do projeto "O futuro da memória"