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Blog da Berlinale 2022
Brasil está presente com seis filmes em Berlim

Três tigres tristes. Brasil, 2022. Diretor: Gustavo Vinagre. Na foto: Isabella Pereira, Pedro Ribeiro, Jonata Vieira. Berlinale, Fórum​ 2022.
Três tigres tristes. Brasil, 2022. Diretor: Gustavo Vinagre. Na foto: Isabella Pereira, Pedro Ribeiro, Jonata Vieira. Berlinale, Fórum​ 2022. | © Cris Lyra

Pelo segundo ano consecutivo, a Berlinale é afetada pela pandemia do coronavírus, que novamente tem seu pico no inverno europeu. Para seguir de pé, o Festival continua se reinventando.

A direção da 72ª Berlinale optou, apesar de números crescentes da pandemia no país, por manter o festival como evento presencial. Para viabilizar a ideia, o total de filmes, de 69 países, foi reduzido para 256 – um número bem menor que o último festival anterior à pandemia. A lotação dos cinemas também será reduzida de acordo com os protocolos de segurança e higiene. Desta vez, serão sete dias de exibição com as equipes dos filmes em salas com presença de público, além de quatro dias de exibições abertas à cidade – tradicionalmente, o ponto forte do festival. As demais sessões da Berlinale serão realizadas online, como no ano passado.

Questões raciais e de gênero

Apesar de não chegar nem perto da participação intensa de 2020, com 19 filmes, o Brasil terá seis filmes este ano na Berlinale. “É uma representação, no geral, bastante jovem. Um cinema com recortes políticos e sociais muito fortes, como é tradicional em Berlim. Temos temas atravessando questões raciais, questões de gênero – no contexto queer e também da mulher na sociedade brasileira, abordando o machismo. Tudo isso vai estar na tela ao lado de muitas inquietações estéticas. É um retrato forte de um cinema múltiplo pulsante, mas, acima de tudo, muito atento às questões do agora e da formação da sociedade brasileira” avalia Eduardo Valente, delegado do Brasil na Berlinale. 

Reflexão histórica e realidade do país

Na mostra Panorama, será exibido o longa-metragem Fogaréu, estreia na direção de Flávia Neves. “É um filme com perfil de reflexão histórica sobre as questões da formação do país, incluindo temas como racismo e machismo”, adianta Valente. Já na sessão Fórum, serão exibidos os longas Mato seco em chamas, com direção de Adirley Queirós e Joana Pimenta, e Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre. “Os dois filmes exploram a realidade atual brasileira, em espaços bem diferentes: de um lado, o entorno de Brasília, através de uma certa ficção científica distópica; de outro, a São Paulo atual no momento da pandemia, com as angústias de uma juventude queer tentando reencontrar o seu lugar na sociedade brasileira”, conta Valente.

O curta experimental O Dente do Dragão, dirigido por Rafael Castanheira, que trata do acidente radiológico Césio 137, ocorrido em 1987, em Goiânia, será exibido na Fórum Expanded. E Se hace camino al andar, de Paula Gaitán, integra a exposição do Fórum Expanded. Manhã de Domingo, dirigido por Bruno Ribeiro, traz às telas uma história intimista protagonizada pela pianista Raquel Paixão e concorre ao Urso de Ouro na Mostra Competitiva de Curtas. O cineasta brasileiro Karim Aïnouz é um dos membros do júri oficial desta edição do festival.

A Berlinale acontece entre 10 e 20 de fevereiro em diversos cinemas da cidade. Os ursos, mascotes do Festival, estão mais preparados do que nunca, munidos de máscaras para entrar nas salas de projeção.

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