GRAFITE E ARTE URBANA Berlin Not for Sale

Hall of Fame, Mauerpark – diversos artistas
Hall of Fame, Mauerpark – diversos artistas | Foto (detalhe): © Karo Krämer

Prédios altos marcados por letras coloridas, figuras gigantes cobertas de tinta preta em sinal de protesto, anúncios publicitários pintados em paredes: o grafite berlinense tem várias caras. Acompanhe nosso passeio especial pela cidade.
 

Em meados dos anos 1980, o movimento de grafite dos Estados Unidos chegava também à Alemanha. Desde então, Berlim está entre as metrópoles mundiais que contam com a maior variedade de arte urbana. No lado ocidental da cidade, que permaneceu dividida até 1989, houve, desde o início, grande boa vontade para com essa nova cultura jovem. Afinal, ela condizia com uma tradição já há muito tempo presente nos movimentos de protesto de esquerda, que usavam as paredes de prédios para veicular mensagens políticas. Além disso, havia um suporte muito adequado para a nova arte urbana à disposição: o Muro de Berlim. No início dos anos 1980, ele já estava completamente coberto de grafites.

Após a reunificação da Alemanha, a cidade tornou-se ainda mais interessante para a cena, em função da quantidade de imóveis desocupados e da situação confusa em relação à propriedade de muitos prédios. No período que sucedeu a queda do Muro de Berlim, surgiram muitas superfícies onde o grafite era legal ou, pelo menos, tolerado: eram o que se chamou de halls of fame. A quantidade, diversidade e qualidade dos grafites fazem de Berlim um destino apreciado pelos artistas internacionais do gênero.

Hoje, essa forma de arte já se diferencia em diversos tipos e formas. E sua recepção muda constantemente: o estilo puramente tipográfico do grafite continua sendo motivo de discussões controversas. As obras consideradas como arte urbana são respeitadas por um público maior, a quem inclusive se dirigem, ao contrário das abreviaturas feitas com sprays (tags) e das imagens resultantes delas (pieces). Nelas, enquadram-se sobretudo os grandes murais (murals), às vezes muito elaborados, que são executados cada vez mais de forma legal, a partir de uma encomenda. Mas a cena que opera ilegalmente também continua ativa e sente que tem um compromisso com a ideia original do grafite na qualidade de declaração política urbana contra a crescente privatização e comercialização do espaço público. Em cooperação com o Arquivo do Grafite / Associação Arquivo das Culturas Jovens, o portal Goethe.de compilou dez das mais interessantes obras de arte urbana de Berlim. Elas contam tanto a história da arte, quanto a história da própria cidade.
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BERLIN NOT FOR SALE (2014), DOS COLETIVOS ORANGOTANGO, PAPPSATT E RECLAIM YOUR CITY (ALEMANHA)

  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
  • Berlin not for Sale – Coletivo Orangotango Foto (detalhe): © Karo Krämer
Em meados de 2014, vários coletivos de grafiteiros criaram juntos na fachada de um prédio de Kreuzberg um mural que representa os debates sobre a gentrificação nesse bairro berlinense. A imagem lembra um tabuleiro do jogo Banco Imobiliário e torna visíveis diversas estratégias de resistência contra a privatização e a expulsão: protestos contra o aumento de aluguéis, manifestações ruidosas, ocupações de casas, bloqueios de despejos compulsórios e outros meios de apropriação do espaço urbano. A clara mensagem política clara e sua implementação gráfica facilmente compreensível conectam-se a uma tradição de intervenções públicas que pouco tem a ver com a linguagem visual codificada do grafite tipográfico norte-americano. Essa arte política e de esquerda de pintar fachadas, com seus slogans grafitados em paredes de prédios, era popular particularmente durante o movimento estudantil do final dos anos 1960. Outra referência é a tradição do Muralismo enraizada na América Latina, que narra e preserva a história dos protestos da esquerda em grandes murais.
Localização: Projeto habitacional autoadministrado, Manteuffelstrasse 39, Kreuzberg, Berlim

GRAFITE DA CUVRY (2007/8), DE BLU (ITÁLIA)

  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Grafite da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Grafite da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Caro Eickhoff
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
  • Graffiti da Cuvry – Blu (2008) Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Graffiti da Cuvry – Blu (2008)
Os grafites mais famosos do que se conhece como o “terreno baldio da rua Cuvry” são dois grandes murais do artista urbano italiano BLU, ao longo de um grande terreno por muito tempo abandonado. Em 2007, foram criadas duas figuras brancas tentando olhar cada uma por baixo do rosto enfaixado da outra. Em 2008, juntou-se a elas uma figura sem cabeça, com relógios acorrentados nos pulsos. Ambas recordam o início da comercialização e as dificuldades de uma cidade em processo de integração na Berlim pós-queda do Muro. Parte de um projeto de construção polêmico, a área de cerca de 12 mil metros quadrados foi repetidas vezes objeto de discussões sobre a política urbana. Nesse meio-tempo, o terreno foi utilizado como área residencial provisória e, em 2014, evacuado após um incêndio. Como protesto contra a política de desenvolvimento urbano de Berlim e por medo de que o futuro proprietário do terreno se apropriasse de sua arte, BLU providenciou, em dezembro de 2014, que seus murais fossem cobertos com tinta preta. Em janeiro de 2017, iniciaram-se ali as obras para a construção de um complexo comercial.
Localização: Cuvrystr., Kreuzberg, Berlim

THE YELLOW MAN (2007), DE OS GÊMEOS (BRASIL)

  • The Yellow Man – Os Gêmeos Photo (detalhe): © Karo Krämer
    The Yellow Man – Os Gêmeos
  • The Yellow Man – Os Gêmeos Foto (detalhe): © Karo Krämer
    The Yellow Man – Os Gêmeos
  • The Yellow Man – Os Gêmeos Foto (detalhe): © Karo Krämer
    The Yellow Man – Os Gêmeos
  • The Yellow Man – Os Gêmeos Foto (detalhe): © Karo Krämer
    The Yellow Man – Os Gêmeos
O mural gigante foi criado em 2007 por ocasião do festival de grafite Backjumps, um dos projetos de exposição de grafite e arte urbana mais importantes de Berlim, que proporcionou a muitos artistas internacionais, de maneira legal, o acesso a grandes superfícies de paredes. The Yellow Man foi criado pela dupla de artistas urbanos brasileiros Os Gêmeos. Junto a artistas como Banksy, os irmãos gêmeos univitelinos estão entre os representantes da arte urbana mais conhecidos internacionalmente. Devido aos preços relativamente altos da tinta spray, grande parte da imagem é pintada com tinta de parede, procedimento comum no Brasil. Os motivos trabalhados pela dupla fazem referência à população indígena e às origens rebeldes do grafite no Brasil. Sua marca registrada são figuras grandes, muitas vezes mascaradas. Hoje, as obras da dupla podem ser encontradas em grandes festivais de arte e galerias. Apesar de também aceitarem trabalhos sob encomenta muito bem remunerados, Os Gêmeos continuam se considerando comprometidos com a tradição de crítica social da arte urbana.
Localização: Oppelner Str. 3, Kreuzberg, Berlim

Bierpinsel (2011), von Flying Förtress, Honet, Sozyone, Craig KR Costello (international)

  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Estação subterrânea Schlossstrasse Foto (detalhe): © Detlev Brunner
  • Estação subterrânea Schlossstrasse Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Estação subterrânea Schlossstrasse
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Estação subterrânea Schlossstrasse Foto (detalhe): © Detlev Brunner
  • Estação subterrânea Schlossstrasse Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Estação subterrânea Schlossstrasse
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Bierpinsel - vários artistas Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Bierpinsel - vários artistas
  • Estação subterrânea Schlossstrasse Foto (detalhe): © Detlev Brunner
  • Estação subterrânea Schlossstrasse Foto (detalhe): © Detlev Brunner
    Estação subterrânea Schlossstrasse
O prédio futurista com mais de 40 metros de altura, erguido em 1976, é uma das poucas construções conceituais preservadas dessa época. O apelido “Bierpinsel” (pincel da cerveja) já pegou no mesmo ano de sua inauguração, em 1976 – por causa da forma da construção e de sua utilização predominantemente gastronômica. Com exceção de pequenas ações artísticas e eventos, o prédio está vazio desde 2006. Por iniciativa de um projeto de arte, em 2011 tanto o Bierpinsel quando a estação de metrô vizinha Schlossstrasse foram decorados por artistas internacionais do grafite. Vale notar a contratação de grafiteiros que, naquela época, também eram conhecidos por suas obras ilegais. A retirada dos grafites está planejada por ocasião de uma reforma geral do prédio. Desde janeiro de 2017, o Bierpinsel está tombado como patrimônio histórico.
Localização: Schlossstrasse, Steglitz, Berlim

FACE TIME (2015), DE VARIOUS & GOULD (ALEMANHA)

  • Face Time – Various & Gould Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Face Time – Various & Gould
  • Face Time – Various & Gould Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Face Time – Various & Gould
  • Face Time – Various & Gould Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Face Time – Various & Gould
  • Face Time – Various & Gould Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Face Time – Various & Gould
O retrato composto de um patchwork de rostos é parte da série Face Time. A dupla de artistas Various & Gould descreve a obra como um estudo de personalidades em forma de colagem de cabeças que lembram um retrato falado. O objetivo é a criação de identidades-patchwork dadaístas, que subvertam os ideais correntes de beleza e celebrem a diversidade humana. O mural de 350 metros quadrados foi criado em comum acordo com um escritório de arquitetura berlinense, responsável pela construção de um novo conjunto habitacional no bairro Kreuzberg. Cooperações como essa normalmente não são vistas sem crítica pela cena do grafite, pois têm muito pouco a ver com a ideia básica de reapropriação do espaço urbano. Mas os artistas, que abordam temas socialmente relevantes em suas obras, tiveram liberdade de expressão na pintura da parede – ao contrário de grafiteiros que meramente realizam encomendas predefinidas.
Localização: Heinrich-Heine-Strasse 73, Kreuzberg, Berlim


FACHADA DO EAST-SIDE-HOTEL (DESDE 2014), DE VÁRIOS ARTISTAS

  • Fachada do Hotel Eastside – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Fachada do Hotel Eastside – vários artistas
  • Fachada do Hotel Eastside – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Fachada do Hotel Eastside – vários artistas
  • Fachada do Hotel Eastside – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Fachada do Hotel Eastside – vários artistas
Diversamente da imagem da fachada do Face Time de Various & Gould, as imagens das paredes do estúdio de design berlinense XI-Design são trabalhos bem pagos feitos sob encomenda. O estúdio XI-Design, dirigido por um tatuador e dois antigos grafiteiros, se especializou em realizar anúncios em paredes de prédios, no estilo de grafites. No início de 2017, o XI-Design tinha uma oferta de cerca de 100 paredes em toda a Alemanha, 80 delas em Berlim. Quando um negócio é fechado, os grafiteiros são contratados. Normalmente, mas não sempre, os murais executados com alto grau de perícia manual podem ser reconhecidos como anúncios. A cena do grafite tem discussões controversas sobre agências de trabalho sob encomenda, como o XI-Design, mas a empresa conta com pontos positivos, por financiar projetos de apoio aos grafiteiros independentes com o dinheiro ganho com seus contratos comerciais.
Localização: Mühlenstrasse 6, Kreuzberg, Berlim


HALL OF FAME, MAUERPARK (DESDE 1989), DE VÁRIOS ARTISTAS

  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas
  • Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Hall of Fame, Mauerpark – vários artistas

O Mauerpark (Parque do Muro), transformado em área verde em 1994, era originalmente uma parte da área chamada de Todesstreife, a “faixa da morte” do Muro de Berlim. Um olhar cuidadoso revela que, na verdade, trata-se de um espaço entre o verdadeiro Muro, no oeste, e um muro menor, recuado, no leste. Uma parte desse último tem sido usada por grafiteiros desde que o acesso público à área foi possibilitado, em 1989. Apesar de o Muro ser considerado hoje patrimônio histórico, desde 2014 os grafites vêm sendo tolerados, mesmo sem permissão individual por escrito. Atualmente, o Mauerpark é o maior e mais famoso hall of fame (uma área de grafite legal) de Berlim e um lugar popular para vários eventos voltados ao grafite.
Localização: Mauerpark, Gleimstrasse 55, Prenzlauer Berg, Berlim

INTERBRIGADAS – FACHADA DO MERCURE HOTEL (2009), DE VÁRIOS ARTISTAS

  • Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas
  • Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas
  • Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas
  • Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Interbrigadas – fachada do Hotel Mercure – vários artistas

O mural da parede externa de um hotel no bairro de Kreuzberg, concluído em 2009,  é um dos maiores murais de Berlim. Ele surgiu por iniciativa de uma associação berlinense chamada Interbrigadas, que trabalha desde 2006 em prol do intercâmbio intercultural entre a Europa e a América Latina. Na imagem, encontram-se vários estilos e correntes culturais. Em destaque estão as representações figurativas, que os artistas brasileiros ligados à street art gostam de utilizar. Outra referência é uma tipografia especial, também desenvolvida no Brasil, a chamada “pichação”, cujos caracteres lembram runas. Esses tags, que se orientam pela tradição tipográfica, não são bem-vistos  no Brasil, mas na Europa possuem muitos adeptos.
Localização: Mercure Hotel, Luckenwalder Strasse 11, 10963 Berlim

PRÉDIO EM KOTTBUSSER TOR (2012), DE BERLIN KIDZ (ALEMANHA)
 

  • Prédio alto em Kottbusser Tor – Berlin Kidz Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Prédio alto em Kottbusser Tor – Berlin Kidz
  • Prédio alto em Kottbusser Tor – Berlin Kidz Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Prédio alto em Kottbusser Tor – Berlin Kidz
  • Prédio alto em Kottbusser Tor – Berlin Kidz Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Prédio alto em Kottbusser Tor – Berlin Kidz
Da forma em que era executado antigamente, o grafite muitas vezes era visto como uma espécie de esporte radical. O grupo de grafiteiros Berlin Kidz se conecta a essa tradição e, desde 2010, tem causado furor na cena, com suas ações espetaculares. Um exemplo é a descida de rapel a partir de tetos de altos prédios ou o que se chama de surfar – ou seja, equilibrar-se no teto de vagões de trens e metrôs em movimento. Além de suas ações arriscadas, que demandam muita coragem e talento acrobático, os Berlin Kidz são festejados pela cena sobretudo por retornarem aos fatores políticos e rebeldes do movimento do grafite. As obras do grupo também se inspiram na tipografia feita com spray do ínicio do movimento nos Estados Unidos, sendo que eles valorizam claramente a criação de um estilo inconfundível: tags que lembram arabescos, em tons azuis e vermelhos, com um efeito quase de filigrana na paisagem urbana, e que serpenteiam feito tatuagens pelas paredes dos prédios.
Localização: Kottbusser Tor, Kreuzberg, Berlim


TOMMY-WEISBECKER-HAUS (1989), DE VÁRIOS ARTISTAS

  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
  • Casa Tommy Weisbecker – vários artistas Foto (detalhe): © Karo Krämer
    Casa Tommy Weisbecker – vários artistas
As imagens das paredes da chamada Casa Tommy Weisbecker, em Kreuzberg,  concluídas em 1989, lembram a tradição dos slogans e símbolos de esquerda do protesto da Berlim Ocidental do fim dos anos 1960. O hoje mundialmente conhecido símbolo da paz também apareceu na época nas paredes dos prédios como precursor europeu do grafite. A história da Casa Tommy Weisbecker teve início naquela época. Em 1973, o prédio foi ocupado e utilizado por um coletivo residencial autoadministrado, que também oferecia abrigo a pessoas sem-teto. O nome é uma referência ao radical de esquerda Thomas (Tommy) Weisbecker, morto no mesmo ano durante uma ação policial. Durante muito tempo, o prédio foi considerado um ponto de conspirações terroristas de esquerda. No início dos anos 1980, foi reconhecido como república residencial de jovens. Em termos de motivos, os murais se orientam pelos elementos centrais dessa tradição de pensamento de esquerda: a “burrificação” do ser humano através dos meios de comunicação em massa, e a libertação através da volta ao natural. Além dos murais políticos, que valem a visita, o lado esquerdo da casa hoje também funciona como hall of fame..
Localização: Wilhelmstrasse 9, Kreuzberg, Berlim