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Kinematik #emcasa

Kinematik – Cinema alemão em movimentos articula o cinema alemão a outras linguagens artísticas e o conecta a questões sociopolíticas da atualidade. Pretende-se contextualizar diferentes fases da cinematografia alemã, discutir enfoques temáticos e apresentar tendências do cinema contemporâneo. Este ciclo de dez encontros se inicia com o nascimento do cinema como fenômeno da modernidade, passando pelo dadaísmo, pela fase realista, pela obra de Leni Riefenstahl e pelas vanguardas dos anos 1960, até chegar ao cinema contemporâneo dirigido por mulheres cineastas.

Kinematik Em Casa  Ilustrações: Alexandre Teles

#2 - O dadaísmo alemão e as grandes odes estéticas - 18/05/2020

O foco deste encontro é o dadaísmo, movimento que, nos anos 1920, alcançou o cinema alemão por meio dos filmes abstratos e experimentais de Hans Richter, Viking Eggeling e Walter Ruttmann. Também relevantes neste período são as odes cinematográficas “Os Nibelungos” (1924) e “Metrópolis” (1927), ambas dirigidas por Fritz Lang. Você sabia que Thea von Harbou, esposa de Lang, foi responsável em grande medida pelas inovações dramatúrgicas e estéticas destas produções? 


#3 - A fase realista e os embates políticos refletidos no cinema - 01/06/2020

A partir da recuperação econômica alemã, em meados dos anos 1920, surge uma nova onda de filmes realistas e críticos ao sistema socioeconômico, caso de "Berlim, sinfonia de uma grande cidade" (1927) e "O anjo azul"(1930). Neste encontro, veremos trechos de "A viagem de Mãe Krause para a felicidade" (1929), "Berlin Alexanderplatz" (1931) e "Kuhle Wampe, ou a quem pertence o mundo?" (1932). Tais filmes analisam com lirismo e melancolia os resultados de uma modernidade predatória, ao mesmo tempo em que antecipam o clima de agravamento político que se aproximava com a ascensão do nazismo ao poder.
 


#4 - Leni Riefenstahl e a invenção do documentário moderno - 20/07/2020

A serviço da propaganda nazista, Leni Riefenstahl imprimiu ao cinema alemão uma marca extremamente moderna, que influenciou a linguagem do documentário nas décadas seguintes. A partir de “Triunfo da vontade” (1934) e “Olímpia” (1938), serão analisadas as escolhas estéticas da cineasta na construção de uma imagem soberana do povo alemão, rumo à Segunda Guerra Mundial. A qualidade artística de tais filmes superaria, hoje, as mensagens nefastas que transmitiam?

Inscrições gratuitas aqui no Zoom. 


Eventos

Os eventos acontecem via Zoom e são transmitidos ao vivo via Facebook. As gravações estarão disponíveis depois do evento neste site.

Kinematik #emcasa - Facebook (Goethe-Institut Sao Paulo)
 


Sugestão de filmes

  • O estudante de Praga, Paul Wegener (1913)
  • O golem, Paul Wegener (1920)
  • O gabinete do Dr. Caligari, Robert Wiene (1920)
  • As mãos de Orlac, Robert Wiene (1924)
  • Da aurora à meia-noite, Karlheinz Martin (1920)
  • O castelo Vogelöd, F. W. Murnau (1921)
  • Nosferatu, F. W. Murnau (1922)
  • Fantasma, F. W. Murnau (1922)
  • Sombras, Arthur Robison (1923)
  • Um truque de luz, Wim Wenders (1995)
  • Rhythmus 21, Hans Richter (1921)
  • Rhythmus 23, Hans Richter (1921)
  • Opus 1, Walter Ruttmann (1921)
  • A morte cansada, Fritz Lang (1921)
  • Dr. Mabuse, Fritz Lang (1922)
  • Metropolis, Fritz Lang (1927)
  • Os Nibelungos I e II, Fritz Lang (1924)
  • A última gargalhada, F. W. Murnau (1924)
  • Fausto, F. W. Murnau (1926)
  • Symphonie Diagonale, Viking Eggeling (1924)
  • O gabinete das figuras de cera, Paul Leni & Leo Birinsk (1924)
  • Emak-Bakia, Man Ray (1927)
  • Vormittagsspuk, Hans Richter (1928)
  • A caixa de Pandora, G. W. Pabst (1929)
  • Diário de uma garota perdida, G. W. Pabst (1929)
  • Westfront 1918, G. W. Pabst
  • Kameradschaft, G.W. Pabst (1931)
  • Berlim, sinfonia da grande cidade, Walter Ruttmann (1927)
  • Melodia do mundo, Walter Ruttmann (1929)
  • Gente no domingo, Robert Siodmak e Edgar Ulmer (1930)
  • Kuhle Wampe, ou a quem pertence o mundo?, Slatan Dudow (1932)
  • O anjo azul, Josef von Sternberg (1930)
  • São Paulo, sinfonia da metrópole, Rudolf Rex Lustig e Adalberto Kemeny (1929)
  • A viagem de Mãe Krause para a felicidade, Phil Jutzi (1929)
  • Berlin Alexanderplatz, Phil Jutzi (1931)
  • Erlebnis Berlin, Irmgard von zur Mühlen (1997)
  • Weltbühne Berlin - Die Zwanziger Jahre, Irmgard von zur Mühlen

CONCEPÇÃo

Yara Castanheira

Coordenadora de programação cultural do Goethe-Institut São Paulo 


Curadoria

Claudia Dornbusch 

Professora sênior da USP, com mestrado, doutorado e livre-docência em literatura alemã. Em sua livre-docência (a ser transformada em livro), analisou a estética da ausência no cinema alemão e na literatura alemã após a queda do Muro de Berlim, com um dos focos na chamada Escola de Berlim.
 

Donny Correia   

Doutor e mestre em Estética e História da Arte pela USP, crítico de arte e de cinema e membro da ABRACCINE. Publica ensaios e resenhas em periódicos como O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Cult. Também atua como professor de História e Linguagem do Cinema em diversas instituições.

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