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#adançaquefaltaenTocar Danças

Sobre o projeto

A partir do ano de 2020 e da incontornável crise ético-humanitária global catalisada pela pandemia de Covid-19, foram reconfiguradas urgências da criação e do cuidado. Em diferentes plataformas e linguagens, as artes têm sido fundamentais na produção de vida, ampliando horizontes de percepção, de mobilização e de organização da sociedade. Em tempos de grandes ausências, restrições e violências, elas acolhem a complexidade e intensidade dos afetos na emergência de reflorestar coreografias e  florescer danças. 

enTocar Danças nasce neste contexto. O projeto foi iniciado por uma residência realizada remotamente entre dezembro de 2020 e maio de 2021 com 11 artistas da dança carioca. Entre cruzos da rua e de espaços formais de dança, diferentes trajetórias artísticas - pelo tempo e pelos lugares de trânsito - se tocaram na residência que teve duração de sete dias, um total de 28 horas de intercâmbio.

Esse encontro entre modos de produzir e de pensar dança fez surgir uma metodologia ainda em processo. Práticas de ativação de outras sensibilidades e temporalidades foram flechas a assentar o conhecimento do corpo em estado de dança e de abertura para memórias, imaginários e inquietações. Um minidocumentário sobre cada artista foi criado e divulgado semanalmente.

O desejo por criações colaborativas com as/es/os artistas moveu o projeto em direção aos seus territórios físicos e simbólicos em um encontro, como em um gesto de “desentocar”. O primeiro encontro será liderado pela residente Juliana Mello e sua parceira de vida, Ellen Costa, na Providência.

O verbo “EnTocar” surgiu não como movimento de ensimesmamento, mas como desafio de agir sobre o real, em ato de ‘silêncio’ e de ‘conexão’. No estímulo ao deslocamento de lugares e modos de investigação já conhecidos, o projeto procurou se comprometer com os enfrentamentos dos encontros  e com o não-saber. Quais “novidades” surgem em uma residência em dança após quase 1 ano de pandemia? O que suscita um “convite para a troca” entre artistas com trajetórias substancialmente distintas e/ou que podem ser lidas como “dissidentes”? Quais questões emergem do esforço coletivo em reunir de forma horizontal artistas, curadores e instituição? Que resultados da residência se apresentam ao não pretender uma obra ou arquivo visual como conclusão do processo? 

EnTocar Danças_perspectivas da falta 2020/2021 foi o primeiro programa de residência em dança do Goethe-Institut Rio de Janeiro. 

Agradecemos es artistas Anani Sanouvi, Carmen Luz, Conceição Carlos, Flávia Meireles, Jéssica Castro, João Carlos Ramos, Juliana Mello, Moira Braga, Taísa Machado, Viní Ventania e Vitória Jovem pelo envolvimento pujante e sensível no EnTocar Danças - perspectivas da falta e, sobretudo, pela imensurável contribuição para o universo da dança carioca. 

Ficha Técnica

Artistas - Residentes ::: Anani Sanouvi, Carmen Luz, Conceição Carlos, Flávia Meireles, Jéssica Castro, João Carlos Ramos, Juliana Mello, Moira Braga, Taísa Machado, Viní Ventania e Vitória Jovem

Coordenação Artística ::: Maurício Lima e Thaís Chilinque

Curadoria ::: Fábio Costta, Mauricio Lima e Thais Chilinque

Vídeos ::: Iná

Produção ::: Nely Coelho / Ginja Filmes e Produções

Design e Mídias Sociais ::: Rodrigo Menezes

Intérprete de Libras ::: Jhonatas Narciso

Audiodescrição ::: Nara Monteiro

Consultoria em audiodescrição ::: Moira Braga

Legendagem ::: Transcrito Já

Apoio ::: Pandêmica Coletivo Temporário de Criação 

Realização ::: Goethe Institut - Rio de Janeiro

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