Goethe na Vila 2016/2017

Teaser Quer Goethe na Vila

Em setembro 2016 foram escolhidos dez projetos convidados a ocupar a Casa 8 do complexo arquitetônico da Vila Itororó.

Lançado em 2016, o Goethe na Vila oferece um espaço para projetos culturais não comerciais na cidade de São Paulo, gerido pelos próprios proponentes, localizado na Casa 8 do complexo arquitetônico da Vila Itororó, na Bela Vista.

Em respostas à chamada aberta foram recebidos mais de duzentos trabalhos das mais diversas vertentes: dança, audiovisual, performance, teatro, arquitetura, gastronomia, permacultura, entre outros. Conforme o regulamento, as propostas deveriam abordar e problematizar desde as políticas do espaço, a relação centro-periferia, o processo de gentrificação até narrativas singulares e a maneira como o espaço compõe uma dinâmica urbana global e ampla. Além disso, os selecionados deveriam propor pelo menos um evento aberto, gratuito e que fomentasse a circulação do público pelo espaço Goethe na Vila. 

Após a primeira triagem, os trabalhos finalistas foram selecionados por um júri composto por Marcos Rosa, diretor de conteúdo da 11ª Bienal de Arquitetura, Camila Moraes, jornalista do El País Brasil, Renato Cymbalista, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Renata Martins, cineasta, Benjamin Seroussi, curador do projeto Vila Itororó Canteiro Aberto, Alexandre de Oliveira, da Coordenação de Centros Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e Katharina von Ruckteschell-Katte, diretora executiva regional do Goethe-Institut.


10 projetos foram escolhidos para ocupar o Goethe na Vila durante o ano 2017:
 

PROJETOS SELECIONADOS

O projeto objetiva a apropriação pela comunidade do Bixiga d cultura negra, sobretudo Nordestina. Um recorte específico será dado à Capoeira e ao Samba de Roda baiano, tendo como suporte a Casa Mestre Ananias, vizinha da Vila Itororó.
A proposta pretende criar vivências e diálogos entre o rap e o grafitti. A casa será ocupada com a estrutura de um Home Studio para criação e gravação de músicas que espelham a relação dos músicos com a cidade.
Em Memórias do Concreto serão exploradas - por meio de práticas de som, corpo, voz, movimento e uma oficina - as possibilidades de composição e criação sonorocoreográfica a partir da arquitetura, acústica e, principalmente, dos diferentes materiais do edifício. Haverá ainda apresentações do processo criativo.
O projeto consiste em um conjunto de investigações, ocupações, uma exposição e um protótipo de publicação. O intuito é investigar o que significou e o que pode significar morar na Vila Itororó, tanto em seu histórico residencial quanto em sua perspectiva atual de centro cultural.
Montando uma verdadeira oficina no Goethe na Vila, o projeto customizará bicicletas com mensagens e imagens de luzes LED nas rodas a fim de organizar com interessados e vizinhos uma bicicletada pelo bairro da Bela Vista, assim como um registro audiovisual do processo.
O projeto INTRA-COS gira em torno da cultura popular do cosplay, importante elemento da herança japonesa em São Paulo, principalmente no bairro da Liberdade. O objetivo é produzir um vídeo com os cosplayers deste local através da construção compartilhada de roteiro, da gravação e da exibição dos resultados.
Esse projeto busca intervir na construção da memória sobre a Vila Itororó. Para isso, serão utilizados métodos de escaneamento 3D a fim de criar um acervo com réplicas virtuais de “artefatos” encontrados na Vila Itororó como gatilho para o exercício de múltíplas micro-narrativas sobre o lugar.
FIRE-KITCHEN propõe um processo de criação de uma cozinha composta por panelas de barro, forno a lenha e ingredientes culinários. Um jantar com receitas de todos os participantes será cozinhado e degustado coletivamente em um banquete aberto. O trabalho manual, o contato com o barro e o cozinhar diretamente sobre o fogo ressignificarão a experiência culinária.
Como promover a participação de crianças em decisões politicas? Como poderia o encontro entre adultos e crianças ser uma possibilidade potente de trocas plurais e produção de conhecimento? A partir dessas inquietações, é criado um ambiente de encontro e convivência entre adultos e crianças, e a partir disso são criadas reflexões sobre arte, espaço publico e construção de um centro cultural.
“Hansdampf in allen Gassen” é uma expressão usada para chamar grupos de jovens alemães que passam três anos caminhando pelo mundo exercitando uma atividade para tornarem-se mestres de algum ofício artesanal. O projeto propõe a realização de oficinas práticas de marcenaria em que os participantes saem às ruas da Bela Vista prestando serviços gratuitos de reparo de mobília doméstica, resgatando a tradição de ofícios do próprio bairro.