Canteirinho
Goethe na Vila

Canteirinho - Goethe na Vila

Como preparar a terra para o futuro sendo permeado pelo passado? Como promover a participação de crianças em decisões políticas? Como poderia o encontro entre adultos e crianças se tornar uma possibilidade potente de trocas plurais e produção de conhecimento?

 A partir dessas inquietações que surgiu o desejo de fazer o CANTEIRINHO na Vila Itororó: um ambiente de encontro e convivência entre adultos e crianças, visando criar reflexões sobre arte, espaço público e construção de um centro cultural.
 
“Perguntar para uma criança o que ela quer ser quando crescer é uma ofensa. Como se ela fosse receber um crachá de ‘ser’ só quando adulto. Isso é apagar o que ela já é.”
Ailton Krenak. Trecho retirado de conversa realizada em “Cirandas de filmes”no Cinesesc em junho de 2016.
 
O processo de abertura do Canteiro de Obras da Vila Itororó à participação pública em seus desenhos futuros surge como desafio e uma oportunidade de experimentar o papel da criança na configuração da cidade, cavando espaços de participação direta delas nas decisões e no processo de transformação desse ambiente.
 
O CANTEIRINHO é idealizado e produzido por artistas de formação heterogênea e interessados no cruzamento de linguagens. Entre seus campos de formação e interesse estão: arquitetura, dança, eutonia, moda, musica e performance. A partir desses conhecimentos serão propostas dinâmicas com as crianças para brincar, construir objetos, ocupar e imaginar um espaço público, sendo estas sementes para uma nova maneira de elaborar a construção material e imaterial da Vila Itororó.

Programação

BARRACÃO
Encontros durante a semana para criar.
Terças, quintas e sextas
Das 10h às 12hs | Das 14h às 17h
 
CELEBRAÇÃO
Encontro para experimentar e celebrar as feituras da semana.
Sábados (21/10, 28/10, 04/11, 11/11) 
Das 10h às 17h
 
PARA PARTICIPAR
Limite de 15 crianças durante a semana
Limite de 25 crianças aos sábados.
Faixa etária: Entendemos que o convívio entre crianças de diferentes idades promove noções de cuidado e desenvolve trocas de experiências e saberes. Convidamos crianças de diversas idades que estejam interessadas nessa convivência.
 
PARA MAIOR CONFORTO, PROVEITO E SEGURANÇA
Não podemos nos responsabilizar por trocas de roupas, fraldas e afins das crianças. No entanto, a Casa 8 é provida de espaço para acolher amamentação e troca de fraldas ou roupas se necessário. Não temos chuveiro. Pedimos a atenção dos responsáveis para que as crianças venham com roupas confortáveis para brincar e se sujar.
 
SEGURANÇA
A Casa 8 encontra-se no espaço do canteiro de obras da Vila Itororó, sendo o primeiro imóvel do conjunto de casas da Vila reformado para uso e atividades públicas. Para a chegada na Casa 8 é necessário atravessar o páteo do canteiro de obras e portanto tem regras de segurança que são: estar equipado de capacete de segurança (fornecido pela Vila Itororó), sapatos fechados e estar acompanhado de um dos residentes do Canteirinho ou de alguém da equipe do Galpão da Vila. Dentro da Casa 8 o uso destes equipamentos não é necessário.

Ficha tecnica

CANTEIRINHO
Coordenação: Caio
Canteirólas: Ana Dupas + Caio + Juliana França + Valentina Soares
Colaboração: Mavi Veloso + Thelma Bonavita
 

É artista e interessa-se por estudos do corpo, da performance e da coreografia.
É formanda em Eutonia pelo Instituto Gerda Alexander (SP). Formou-se em Licenciatura em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes - Universidade de São Paulo em 2006.
Trabalhou em projetos artístico-pedagógicos com prioridade para multiplicidade de linguagens artísticas. Em 2011, em parceria com diversos artistas, criou o COMO clube, plataforma, estúdio, residência, incubadora de projetos, invenções e pesquisas artísticas multidisciplinares no centro da cidade de São Paulo. Desde 2013 colabora com o festival CAUSA <ações artísticas>.
Estudou no curso de graduação Comunicação e Artes do Corpo na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e é formado como ator no Teatro Escola Macunaíma em São Paulo (2004). Colaborou com o Núcleo do Dirceu, em Teresina, Piauí, foi um dos artistas-residentes do Jardim Equatorial, orientado por Thelma Bonavita.É um dos colaboradores/co-fundadores da plataforma artística COMO Clube, com quem participou da 31ª Bienal de São Paulo e expos na Small Projects, Tromso – Noruega em 2014.
Desenvolveu a FRÁGIL, mostra de arte contemporânea, conduziu as “Gogóinhas”. Desde 2013 vem desenvolvendo o projeto preta, criação colaborativa com Alex Cassimiro, Andrez Lean Ghizze, Eidglas Xavier, Mavi Veloso e Teresa Moura Neves.
Atualmente vem organizando e performando na festa MEL e desenvolvendo a performance Macaquinhos
É graduada em dança pela UNICAMP, é especialista pela UFBA em Estudos Contemporâneos em Dança. As situações de criação entre adultos e crianças vêm sendo experimentadas desde 2009, quando funda ao lado de parceiros artistas o coletivo SIM, premiado em 2012 pelo RUMOS de arte e educação. Em 2011, como integrante do coletivo NUCLEO DO DIRCEU em Teresina /PI, é parte do projeto  GOGOINHAS que em parceria com o coletivo COMO_clube desenvolve experimentos artísticos de caráter semelhante junto às crianças do bairro Dirceu Arco Verde. Em 2014 é co-autora do projeto CRIANÇA CRIA promovendo encontros entre um grupo de crianças e artistas contemporâneos em processo de criação, durante a ocupação de um teatro (Sala René Gumiel da FUNARTE/SP).
É formada em arquitetura pela Escola da Cidade (2006, São Paulo) e especializada em moda pelo Estúdio Berçot, (2011, Paris), investiga a indumentária, a cenografia e o design de objetos. Trabalhou para marcas de moda e criou o projeto Fardaria, através do qual desenha uniformes especiais para diversas áreas.
Trabalha também com criação de figurino, cenário e direção de arte; nestas áreas realizou diversos projetos com as Cias Empório de Teatro Sortido, Aberta, Mungunzá e a diretora Rita Carelli. Paralelamente, desenvolve objetos de design para arquitetura, decoração e papelaria.
Desenvolve trabalhos transdisciplinares. Estudou dança, teatro, música e circo através de processos de formação formais e informais. Possui graduação em artes na Universidade Estadual de Londrina, Paraná, e seguiu estudos continuados em performatividade com a plataforma COMO clube em São Paulo (2011-2014). Realiza pós Mestrado em performance no A.PASS (Advanced Performance And Scenography Studies) em Bruxelas / Bélgica. 
Entre seu últimos trabalhos destacam-se filmes de curta-metragem, performances (“Indementária Popular_cut & paste,PRIVATE ROOM “), o projeto PRETA. Atualmente desenvolve “iwannamakerevolution”, projeto multimedia transdisciplinar sobre deslocamentos, trânsitos e corpos mutantes.
Trabalha com coreografia, moda e artes visuais. Foi uma das idealizadoras e fundadoras do estúdio Nova Dança em 1995, com o qual recebeu diversos prêmios. Desenvolve suas atividades artísticas através da plataforma Como _clube. Foi convidada para a 31º Bienal de São Paulo, como mediação estética para o Simpósio Trans_ religião, apresentou Ritual Falso, Fervo e outras produções do Como_ clube e colaboradores, em 2014. Recentemente realiza uma série de workshop em colaboração com Bruna Petreca e Douglas Atkinson, ambos designers de moda, na London College of Art, Londres_ Inglaterra. Ensina na Academia de Artes Contemporâneas em Tromsø_ Noruega e desenvolve uma plataforma de cultura digital para práticas colaborativas, Como_cloud clube.
Em colaboração com a artista e designer de moda Karlla Girotto desenvolveu uma pesquisa e práticas artísticas sobre a relacão íntima do corpo com a moda, tendo como resultado o projeto FLESHION ( flesh = carne, corpo , fashion= moda), o workshop Mutantes na Sala de Jantar e Workshop de Coisas.