Livros selecionados

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Ficção adulta

Um guarda-chuva para o dia de hoje © Wilhelm Genazino © Apicuri 1. Um guarda-chuva para o dia de hoje, de Wilhelm Genazino. Trad.: Marcelo Backes. Rio de Janeiro : Apicuri, 2015. 204 p.
ISBN 978-85-8317-027-3
Título original: Ein Regenschirm für diesen Tag

Conteúdo: O grau de emoção ou tédio do seu emprego vai depender do quão inusitada é a sua rotina profissional, e não necessariamente do humor de seu chefe ou do que disse um consultor de carreira. Apertar parafusos das oito às cinco – seja num chão de fábrica escaldante ou num escritório refrigerado – certamente não apresenta um cenário animador. Já testar sapatos de luxo caminhando por aí pode trazer perspectivas para lá de promissoras. Que o diga Wilhelm Genazino, um desses autores que há tempo já deveria ter chegado ao Brasil.


A pianista © Elfriede Jelinek © Tordesilhas 2. A pianista, de Elfriede Jelinek. Trad.: Luis S. Krausz. São Paulo : Tordesilhas, 2011. 333 p.
ISBN 978-85-6440-605-6
Título original: Die Klavierspielerin

Conteúdo: "No mesmo instante em que Erika percebe que alguma coisa está faltando, também sabe quem foi a responsável por semelhante acontecimento. Sua demônia, demônia, grita Erika, furiosa, para sua superior hierárquica, e agarra os cabelos tingidos de loiro-escuro da mãe, que crescem cinzentos nas raízes. Um cabelereiro também é caro demais, e é melhor não ir lá. Erika tinge os cabelos da mãe todos os meses, com pincel e Polycor. E agora Erika está puxando os cabelos que ela mesma embelezou. Ela os puxa com fúria. A mãe chora."


Todo dia © Terézia Mora © NAU 3. Todo dia, de Terézia Mora. Trad.: Aldo Medeiros. Rio de Janeiro : Nau, 2018, 512 p.
ISBN 978-85-8128-063-9
Título original: Alle Tage

Conteúdo: O livro narra os acontecimentos na vida de Abel Nema, um homem misterioso e fascinante que é um fenômeno lingüístico capaz de falar dez línguas com perfeição, mas que não consegue dar conta dos acontecimentos de sua própria vida. Desde que saiu de sua terra natal nos Balcãs dez anos antes – e os revezes bélico-políticos da região o condenaram ao exílio definitivo como desertor –, Abel Nema tem convivido com estrangeiros mais ou menos adaptados e refugiados ilegais, entre eles um grupo de músicos boêmios, um filantropo desempregado, uma gangue de jovens ciganos, um vizinho pesquisador da teoria do caos e usuário de ervas alucinógenas, as figuras lascivas que ele encontra no inferninho do bairro e uma família acolhedora e simplória a que se vincula através de um casamento fictício para conseguir prolongar sua permissão de residência. Seu extraordinário talento para línguas lhe rende alguns trabalhos como tradutor, mas ele permanece estranhamente vazio e constrangido em sua inabilidade de comunicação e relação com os outros.
Através da sucessão desenfreada de eventos na vida de um indivíduo tão genial quanto perturbado, Todo Dia tematiza questões importantes para o entendimento do mundo contemporâneo e, particularmente, da Europa multicultural atual: guerras, migrações, crises econômicas, exclusões, intolerâncias... No total domínio de uma prosa labiríntica, com intensa troca de perspectivas e rara força poética, Terézia Mora nos atinge em cheio com esta história visceral sobre existências precárias num mundo de transformações vertiginosas. Originalmente publicado na Alemanha em 2004.

Tudo o que tenho levo comigo © Herta Müller © Companhia das Letras 4. Tudo o que tenho levo comigo, de Herta Müller. Trad.: Carola Saavedra. São Paulo : Companhia das Letras, 2011. 298 p.
ISBN 978-85-3591-848-9
Título original: Atemschaukel

Conteúdo: Fim da guerra, 1945. Para a minoria alemã na Romênia é o início de um período de horror e silêncio. Nos cinco anos seguintes, por volta de 30 mil saxões residentes na Transilvânia foram deportados para campos de trabalhos forçados. Segundo Stálin, os povos de origem alemã deveriam pagar pelos crimes da guerra e trabalhar na reconstrução da União Soviética. Os campos caracterizaram-se por condições desumanas e insalubres, e os ex-internos preferiram esquecer o que aconteceu ali.


O segredo do calígrafo © Rafik Schami © Estação Liberdade 5. O segredo do calígrafo, de Rafik Schami. Trad.: Silvia Bittencourt. São Paulo : Estação Liberdade, 2011. 442 p.
ISBN 978-85-7448-188-3
Título original: Das Geheimnis des Kalligraphen

Conteúdo: Nas ruelas estreitas da cidade velha de Damasco, um boato traça seu caminho: Nura, a bela esposa do famoso calígrafo Hamid Farsi, sumiu sem deixar qualquer pista. Por que deixou para trás uma vida que muitos lhe invejam? Ou ela teria sido vítima de sequestro dos inimigos de seu marido?
Desde sua mais tenra idade, Hamid Farsi era festejado como gênio da caligrafia. Em sua beleza toda em filigranas se manifesta da forma mais pura a poesia árabe. No entanto, com o passar dos anos, ele percebe também as fraquezas de sua língua, que restringem seu emprego no dia a dia.
Integrando uma confraria secreta de sábios, Hamid Farsi desenvolve planos para uma reforma radical da língua sem imaginar os perigos que o aguardam.
Joga-se com o empenho de sua vida em seu trabalho de modo a realizar o grande sonho de sua reforma. Nura não sabe nada dos planos de seu marido. Ela conhece apenas seu lado distante e egoísta, que a degradaram para ama de casa logo após a noite de núpcias. Não constituirá surpresa que as atenções que lhe devota um jovem e inteligente aprendiz do atelier de seu marido encontrarão ecos. Uma paixão intensa, complexa e repleta de nuances e contradições terá início – o amor entre uma muçulmana e um cristão.

Os emigrantes © W. G. Sebald © Companhia das Letras 6. Os emigrantes : quatro narrativas longas, de W. G. Sebald. Trad.: José Marcos Macedo. São Paulo : Companhia das Letras, 2009. 237 p.
ISBN 978-85-3591-462-7
Título original: Die Ausgewanderten

Conteúdo: Todas as trajetórias reconstituídas foram em alguma medida transtornadas pela história contemporânea da Europa, em especial pela Segunda Guerra e pelo Holocausto. O dr. Henry Selwyn é um ex-cirurgião que termina seus dias cuidando de plantas e cavalos no interior da Inglaterra. O professor Paul Bereyter retorna a sua cidadezinha alemã, onde foi discriminado durante o nazismo. Ambros Adelwarth encerrou-se voluntariamente numa clínica psiquiátrica nos Estados Unidos, depois de ter trabalhado como pajem e companheiro de viagem de um jovem milionário. Por fim, o pintor alemão Max Ferber dá ao narrador o manuscrito memorialístico que sua mãe escreveu antes de ser deportada para um campo de extermínio.

Como o soldado conserta o gramofone © © Record 7. Como o soldado conserta o gramofone, de Saša Stanišić. Trad.: Marcelo Backes. Rio de Janeiro : Record, 2009. 332 p.
ISBN 978-85-0108-465-1
Título original: Wie der Soldat das Grammofon repariert

Conteúdo: Aleksandar herdou do avô o dom de inventar histórias. Quando a guerra chega à cidade bósnia de Višegrad, sua família é obrigada a fugir, e o menino precisa utilizar a imaginação para criar uma realidade diferente.


Juvenil

Momo © Michael Ende © Thienemann 8. Momo e o senhor do tempo ou a extraordinária história dos ladrões de tempo e da criança que trouxe de volta às pessoas o tempo roubado, de Michael Ende. Trad.: Monica Stahel. São Paulo : WMF, 2012. 276 p. ISBN 978-85-7827-578-5
Título original: Momo oder die seltsame Geschichte von der Zeit-Dieben und von dem Kind, das den Menschen die gestohlene Zeit zurückbrachte

Conteúdo: O tempo é um enigma que intriga crianças e adultos que ainda não desaprenderam de se maravilhar com aquilo que parece evidente.
A história de Momo se passa num reino de fantasia situado no nada e em lugar nenhum, ou numa região sem tempo. Não é uma história de príncipes, princesas e fadas. Seu contexto se inspira totalmente da vida atual. “Existe um mistério muito grande que, no entanto, faz parte do dia a dia. Todos os seres humanos participam dele, embora muito poucos reflitam sobre ele. A maioria simplesmente o aceita, sem mais indagações. Esse mistério é o tempo.
Existem calendários e relógios que o medem, mas significam pouco, ou mesmo nada, porque todos nós sabemos que uma hora às vezes aparece uma eternidade e outras vezes passa como um relâmpago, dependendo do que acontece nessa hora. Tempo é vida. E a vida mora no coração.”

Coração de tinta © Cornelia Funke © Seguinte 9. Coração de tinta, de Cornelia Funke. Trad.: Sonali Bertuol. São Paulo : Seguinte, 2006. 455 p.
ISBN 978-85-3590-772-8
Título original: Tintenherz

Conteúdo: Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado Coração de tinta. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de Coração de tinta um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

Ivã, o cavaleiro do leão © Felicitas Hoppe © Estação Liberdade 10. Ivã, o cavaleiro do leão, de Felicitas Hoppe. Trad.: Renata Dias Mundt. São Paulo : Estação Liberdade, 2014. 196 p.
ISBN 978-85-7448-243-9
Título original: Iwein Löwenritter

Conteúdo: Os cavaleiros da Távola Redonda são uma das sagas medievais mais conhecidas da literatura, e nunca deixaram de renovar, ao longo dos séculos, o fascínio por seus personagens. Personificando a mais alta patente da cavalaria na corte do rei Artur, no início do século XIII, tinham como característica a lealdade e a obstinação em prol da segurança e do bem-estar da realeza que protegiam. Um deles, no entanto, brilhava ainda mais por suas inúmeras virtudes: o personagem que dá título ao livro, Ivã, o Cavaleiro do Leão. 
Sua personalidade guerreira sempre o impele às mais duras batalhas. Por ser um cavaleiro tão especial, ele não combate com uma arma qualquer, mas sim com a Espada Eterna, que não é nem grande nem pequena, nem leve nem pesada — mas exatamente como deve ser, pois o melhor de todos cavaleiros só pode empunhar a melhor de todas as espadas. Assim, nem mesmo um dragão, com seu hálito de fel, fogo e veneno, é capaz de intimidar Ivã: um único golpe basta ao poderoso cavaleiro para abater a horripilante besta-fera. 
Mas um verdadeiro cavaleiro não é aquele que apenas sabe lutar: por ter tido a gentileza de servir vinho à dama Lunete numa ocasião em que todos os demais a maltrataram por ela ter vencido um homem num jogo de xadrez — um acinte para os modos da época — Ivã logo seria recompensado por isso. Ela o retribui quando ele se vê em maus lençóis depois de ter matado, ainda que em legítima defesa, o senhor do castelo do reino Pertinho. Lunete dá a Ivã um anel mágico, capaz de tornar invisível a pessoa que o segurar nas mãos. Assim, sem ser visto dentro do próprio castelo do homem que matou, Ivã conhece Laudine, a viúva, e fica atônito diante de tão hipnótica beleza. Ele se apaixona imediatamente. Como soberano do reino Pertinho, Ivã poderia viver dias tranquilos e sem sobressaltos na companhia da amada Laudine. Mas a missão de um cavaleiro é combater, e assim ele embarca numa cruzada que inclui uma épica batalha contra um gigante de força descomunal e tido como invencível, que arranca árvores como os homens arrancam flores. Nosso heróico cavaleiro ainda trava uma insólita amizade com um leão, sem desconfiar que a maior das aventuras ainda o espera..

HQ

O boxeador © Reinhard Kleist © 8Inverso 11. O boxeador : a história real de Hertzko Haft, de Reinhard Kleist. Trad.: Augusto Paim. Porto Alegre, 8Inverso, 2013. 193 p.
ISBN 978-85-6269-625-1
Título original: Der Boxer : die wahre Geschichte des Hertzko Haft

Conteúdo: O polonês judeu Hertzko Haft não tinha nem 16 anos de idade quando teve início sua via-crúcis pelos campos de trabalho forçado e pelos campos de extermínio comandados pelos nazistas. Ele esteve até em Auschwitz, onde, para diversão dos oficiais da SS, tinha que lutar boxe contra outros prisioneiros. Cercado de desumanidade, violência e morte, não lhe restava outra escolha senão vencer. Reinhard Kleist transformou as memórias perturbadoras de Hertzko Haft em uma graphic novel fascinante e complexa.

Mas podemos continuar amigos... © Mawil © Zarabatana 12. Mas podemos continuar amigos…, de Mawil. Trad.: Augusto Paim. São Paulo : Zarabatana, 2012. 64 p.
ISBN 978-85-6009-042-6
Título original: Wir können ja Freunde bleiben

Conteúdo: Você se senta ao lado dela na escola dominical, conhece-a no acampamento de verão, passa o primeiro ano fora de casa dividindo o apartamento com ela. Você está extasiado, excitado, obcecado – você está apaixonado. Então ouve as temidas palavras ‘‘mas podemos continuar amigos...’’. Em quatro divertidíssimos e amargos episódios, Mawil explora aquele momento terrível pelo qual todos nós já passamos, quando nossas esperanças e sonhos são esmagados, nosso estômago revira e só queremos que o chão nos engula.