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Linden Museum© Linden Museum

Rio de Janeiro
Museus como plataformas para participação social

Equipe do Museu Nacional e do Linden-Museum se encontram em Stuttgart para debater como museus podem ser inclusivos. Resultado será apresentado na Conferência de Museus Rio de Janeiro 2022

Neste mês de maio, uma equipe do Museu Nacional/UFRJ irá viajar até a Alemanha para participar de um workshop em parceria com o Linden-Museum, um museu etnológico localizado em Stuttgart, que possui um rico acervo de artefatos culturais de todo o mundo. O tema central do encontro é uma questão desafiadora: como um museu pode alcançar pessoas de diferentes idades, níveis educacionais e experiências sociais? Como ser inclusivo àqueles que são discriminados por quaisquer aspectos, como orientação sexual, e quem, de alguma forma, possui qualquer tipo de inabilidade física, mental ou emocional? 

Ou seja: como fazer uma instituição acessível a todos? 

Há muita expectativa para o encontro presencial. Afinal, à distância, os trabalhos entre as equipes começaram há quase dois anos. Uma vez por mês, reuniões virtuais vêm acontecendo para tratar de educação e acessibilidade. Pelo Museu Nacional/UFRJ, os responsáveis são Andrea Costa, Aline Miranda e Igor Rodrigues, da Sessão de Assistência ao Ensino, e Maria Gabriela Evangelista, do núcleo de Comunicação e Eventos. Já por parte do Linden-Museum, a diretora Inés de Castro e o chefe do departamento educativo Mike Schattschneider vêm participando ativamente dos debates. Também faz parte do grupo Frieda Marti, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST).


A pedido do Goethe-Institut, que vem atuando na mediação de projetos de intercâmbio entre museus alemães e da América do Sul, o educador da sessão de assistência ao ensino do Museu Nacional/UFRJ, Igor Rodrigues, respondeu a algumas perguntas sobre os temas desenvolvidos nos encontros. Ele destaca a importância dessa troca e acredita que a parceria irá perdurar para além da Conferência de Museus Rio de Janeiro, que acontece entre os dias 3 e 4 de junho de 2022.

Confira abaixo:

Quais lições aprendidas durante a parceria com o Linden Museum podem ser levadas para ao Museu Nacional/UFRJ?
A importância de um diálogo franco, reconhecendo e buscando suprir dificuldades e carências que possam existir, sempre visando a integridade e a qualidade na execução do trabalho.

Você analisa que é possível a continuidade da parceria entre as instituições envolvidas nos encontros realizados? Em caso positivo, como isso se dará?
Sim, creio que esteja sendo uma experiência enriquecedora para ambas as partes, que vem proporcionando trocas muito proveitosas para o trabalho. Acredito que as conexões criadas devem ser mantidas facilitando o diálogo, ampliando as possibilidades e alcance das produções.
 
Acolher públicos diversos pode exigir mudanças físicas, como abertura em horários alternativos exclusivos, para os museus?
Sim. Ao buscar atender aos diferentes públicos, algumas adaptações e acomodações se fazem necessárias. A equidade de oportunidades sempre fez parte do planejamento. 

O resultado de toda essa troca será dividido na Conferência de Museus Rio de Janeiro, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de junho, com a promessa de desenvolver conceitos que preparem os museus de História Nacional e de Etnologia para um novo momento. Em formato híbrido e participativo, o evento irá promover um espaço de troca de conhecimento para garantir tempos melhores para estas instituições culturais de enorme importância para a sociedade.

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