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Trabalho museológico em Seul
“Estou angustiada com as fronteiras da arte fechadas”

Neben Online-Angeboten ist es für Besucher*innen möglich, die Ausstellungen des National Museum of Modern and Contemporary Art (MMCA) in Seoul auch vor Ort zu besuchen – und sich Werke wie „I Will Disappear“ des koreanischen Künstlers Kim Sang-jin anzusehen.
Neben Online-Angeboten ist es für Besucher*innen möglich, die Ausstellungen des National Museum of Modern and Contemporary Art (MMCA) in Seoul auch vor Ort zu besuchen – und sich Werke wie „I Will Disappear“ des koreanischen Künstlers Kim Sang-jin anzusehen. | Foto (detalhe): © Sohee Shin

A curadora do Museu Nacional de Arte Contemporânea de Seul (MMCA), Leeji Hong, reflete em entrevista: Como os museus podem permanecer como local de encontro e troca, mesmo em um mundo digital pós-pandemia?

Por Kyungeun Lim und Eva Fritsch

Em setembro último, o Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea sediou um simpósio independente sobre “Museus em um mundo pós-pandemia”, com palestrantes da Europa e Ásia. O que você aprendeu com essas discussões?


Ao longo dos últimos dois anos da pandemia, as pessoas se acostumaram a interagir através das telas. Primeiro, todos estavam obcecados por descobrir como poderíamos “superar” tais mudanças, o que foi um momento muito confuso para todos. Em 2021, no entanto, as pessoas estão tentando se adaptar e buscam maneiras de coexistir com o coronavírus. Neste sentido, muitos palestrantes falaram no simpósio sobre novas mudanças. 

Mesmo que durante o simpósio, que aconteceu no MMCA, portanto em um museu de arte, eu tenha sentido o desejo de desfrutar da cultura novamente sem um sistema de reservas e de voltar às antigas estruturas, também temos que conviver com o medo de que podemos perder coisas que víamos como garantidas.

Quais mudanças, exatamente, podemos esperar em relação aos museus de arte em tempos de pandemia?

Acho que isso implica mudanças de diferentes aspectos. Como inicialmente era difícil para muitos funcionários do museu imaginar que as instituições públicas não reabririam, levou algum tempo para que aceitassem que a interação online é uma possibilidade no setor das artes. Estando na situação de não poder receber público, nos deparamos com muitos problemas, não só no que diz respeito aos funcionários, mas também ao museu como órgão público e instituição – experiências que também moldarão nossas ações no futuro. 

Não devemos esquecer que um museu de arte não é mantido apenas para preservar objetos como um “túmulo para coisas coletadas”, mas temos que considerar como ele pode estar mais próximo da sociedade local e das pessoas como um espaço ainda mais diversificado

O Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea também abriu exposições online. Elas foram tão bem-sucedidas quanto você esperava?

Tendo sido capazes de sediar vários eventos digitais, pudemos ver quanto é possível fazer através de tais encontros. Como resultado, foram feitas muitas exposições digitais ativamente, como o metaverso, um espaço virtual coletivo onde mostramos nossas exposições permanentes, aulas online, palestras, webinars etc. As pessoas podiam ver esses eventos de forma descomplicada através de várias formas de plataformas digitais expansíveis, sem ter que mudar de local.

O afluxo de jovens aumentou drasticamente. Mas, apesar da velocidade e do conforto, há desvantagens. Questões de direito autoral de cópias digitais ou de capacidade de usar plenamente a internet são exemplos disso. A questão da democracia eletrônica também foi levantada, o que significa que as pessoas com deficiência de equipamentos não podem participar, mesmo que o objetivo fosse permitir a participação de qualquer pessoa interessada. 

Mas a maior lição é o desenvolvimento da dimensão tecnológica. Até agora, tentamos transformar atividades offline em atividades online, e agora é possível executar as funções de atividades online e offline independentemente umas das outras.

“É difícil substituir completamente a visualização offline pela visualização online e vice-versa.

Leeji Hong


Que tipo de exposição você acha que os visitantes gostariam de ver? 

Agora acho que os visitantes não vêm ao museu de arte apenas para admirar peças de exposição, mas também para experimentar pessoalmente a atmosfera de um museu de arte. A visualização de obras é claramente possível online e offline. Mas o ato de se preparar para ver a arte e o prolongamento da sensação de ter visto e apreciado a arte – e assim a visita ao museu como um evento – são partes essenciais da visualização offline. Portanto, acho que é difícil substituir completamente a visualização offline pela visualização online e vice-versa.



Como curadora, você testemunhou direta ou indiretamente os efeitos que a pandemia teve sobre as metas de vida dos artistas? 
 
Ironicamente, muitos pintores tornaram públicas muito mais pinturas do que no ano anterior, e o mundo em que trabalham também se expandiu. Até agora, outras formas de arte que requerem colaboração, como a produção de cinema e teatro, também passaram por grandes dificuldades devido às restrições espaciais. Mas autores que, mesmo nesta situação, puderam conceber novas formas de produção e ambientes para criação se tornaram mais numerosos. O mesmo se passa na comunidade artística. Por mais que os orçamentos tenham sido cortados, mais ideias foram dedicadas às necessidades de certas exposições, e as prioridades sobre exposições anteriormente planejadas foram redefinidas de acordo com aspectos ecológicos e éticos.
 

“É importante não se enterrar no mundo digital.

Leeji Hong


Neste momento de digitalização extrema, quais são alguns efeitos positivos sobre o desenvolvimento do conceito de museus digitais após a pandemia? 

Como curadora de museu, estou angustiada com o fato de que, por causa da pandemia, as fronteiras nacionais possam permanecer fechadas e a interação possa se tornar localizada. E estou preocupada com a falta de empatia entre as pessoas. Além disso, os museus públicos estão se esforçando muito para processar problemas globais através de projetos que contem histórias sobre discriminação e ódio, crise ambiental e climática, participação na sociedade etc. Isso levanta questões, tais como se isso pode ser feito ativamente online e se a interação internacional pode ser mantida também digitalmente. 

Acho que não podemos colocar tecnologia e digitalização acima da arte. Embora durante a pandemia a primeira prioridade fosse conter o vírus e as conquistas tecnológicas tenham sido uma grande ajuda nessa tentaviva, elas não devem ter precedência sobre tudo. Os esforços para lidar conscientemente com a digitalização dependem de cada indivíduo. É por isso que penso ser importante não perder o senso de comunidade e não se enterrar no mundo digital.

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