O futuro da memória Buenos Aires

Como recordaremos o passado? Essa é uma das principais inquietudes dos artistas argentinos que tentam imaginar a memória futura em quatro episódios. Cada um constrói seu relato a partir de arquivos, testemunhos e vestígios, para interrogar a partir do futuro o presente e sua relação com o pasado recente da Argentina. Esses exercícios de imaginação são confrontados com o trabalho das instituições e dos espaços dedicados a preservar a memória naquele país. 

Artistas e curadores

Marcelo Brodsky © Iatã Cannabrava Artista e ativista político, precisou exilar-se em Barcelona durante o golpe militar do General Videla, na Argentina, em 1976. Estudou Economia na Universidade de Barcelona e Fotografia no Centro Internacional de Fotografia da mesma cidade. Em 1984, pouco depois do fim da ditadura, regressou à Argentina e deu início a seu projeto “Buena Memoria” – um ensaio visual que trata da memória coletiva durante os anos de ditadura, inspirado nas emoções e experiências pessoais de quem a viveu. Situada no limite entre instalação, performance, fotografia, monumento e memorial, a obra de Brodsky sempre esteve comprometida com a defesa dos direitos humanos. Hoje, várias de suas peças fazem parte das coleções do Museum of Fine Arts de Houston, da Tate Modern de Londres, do Museo Nacional de Belas Artes de Buenos Aires, entre outros.
Etcétera © Gisela Vola. 2010 Coletivo argentino integrado, desde 1997, por artistas provenientes do teatro, das artes visuais, da poesia e da música. Federico Zukerfeld e Loreto Garín Guzmán são os atuais coordenadores deste grupo especializado em desenvolver ações de arte de rua, intervenções públicas e performances. Desde sua fundação, o Etcétara participou de várias exposições internacionais, entre elas da 52ª edição do Salão de Outubro de Belgrado (2011), da 31ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo (2014) e da Stadtkuratorin de Hamburgo (2015). Em 2013, foram o vencedor da segunda edição do Prêmio Internacional de Arte Participativa em Bolonha, e em 2015 ganharam o Prêmio Príncipe Claus da Holanda.
Gabriela Golder © Arquivo pessoal Artista visual, curadora, professora e codiretora da Bienal da Imagem em Movimento (BIM), na Argentina. Especialista em cinema, vídeo e instalações. Suas obras colocam questões fundamentais relacionadas à memória, à identidade, aos deslocamentos e ao mundo do trabalho. Com uma ampla produção internacional, Golder recebeu vários prêmios, entre eles o Luis Espinal da Mostra Cine Trabalho, Brasil (2011); o Sigwart Blum da Associação de Críticos de Arte da Argentina (2007); e o Media Art Award do Centro de Arte e Tecnologia da Mídia (ZKM), na Alemanha (2004).
Mariano Speratti © Juan Risso Ator e dramaturgo. Formado em Artes Cênicas, foi aluno de professores como Rolf Larsson, Ricardo Bartís e Pompeyo Audivert. Como ator, participou de obras como “Marambio” (escrita em colaboração com o diretor Juan Pablo Gómez), “Los demás no existen” (Juan Pablo Gómez), “Yace al caer la tarde” (Maximiliano De la Puente) e “La cita” (Aldana Cal). Também participou de vários trabalhos da diretora argentina Lola Arias, entre esses “Mi vida después”, com várias apresentações em Buenos Aires e turnês pela Europa e América Latina. Além disso, atuou como diretor, dramaturgo e roteirista, em colaboração com Rafael Spregelburd, Rolf Larsson, Analía Couceyro e Casandra da Cunha. Speratti é também tradutor e DJ.

Produção de projetos

O futuro da memória Buenos Aires 1

Exposição de episódios

O futuro da memória Buenos Aires 2

Outras cidades