O futuro da memória
Conceito

  • Bogotá Laboratorio Foto: © Felipe Moreno
    Bogotá

    Os participantes do laboratório “Mnemofilia e lotofagia” usam as máquinas de memória e esquecimento.
  • Bogotá Fabrica Foto: © Santiago Sepúlveda
    Bogotá

    Dramaturgias desenvolvidas a partir das discussões e reflexões ocorridas durante a performance de “A fábrica do comum”.
  • Buenos Aires Group Foto: © Gustavo Correa/Goethe-Institut Buenos Aires
    Buenos Aires

    Durante o percurso performático e o 'work in progress ' dos quatro episódios, artistas e curadores lançam as primeiras pedras às águas de memórias que respiram futuro.
  • Lima Foto: © Claudia Córdova/Goethe-Institut Perú
    Lima

    Um olhar crítico sobre as obras apresentadas pelos 22 participantes ao Curso de Especialização em Dramaturgia e Teatro Político.
  • Montevideo Foto: © Hornero Migratorio
    Montevidéu

    Primeiras visitas à Escola Ancap (Nº 170), no bairro la Teja, onde foram gravadas as imagens e canções incluídas no curta “Jogos e cantigas tradicionais do Uruguai”.
  • Rio Foto: © Igor Vidor
    Rio de Janeiro

    Oficinas com os habitantes da comunidade de Vila Autódromo para criar de maneira coletiva “Céu Aberto”, um monumento vivo que serve como ponto de encontro.
  • Santiago de Chile Foto: © Cristián Muñoz/Goethe-Institut Chile
    Santiago do Chile

    O laboratório “Territórios deslocados” reúne pela segunda vez os artistas e curadores de “O futuro da memória”. O que provocam as ações? Elas intervêm, dialogam, interrompem, irrompem...?
  • Calendario 1 © Goethe-Institut Colômbia
    São Paulo

    O 'contracalendário' é um projeto digital que procura comemorar datas que pertençam à memória coletiva da América do Sul e sejam diferentes dos feriados tradicionais. O ‘contracalendário’ está disponível em português, espanhol e inglês no portal contracalendario.net.
  • Radio Foto: © Gyna Cruz e Sofía Cruz
    Bogotá e Buenaventura

    Rádio Conversa / A Casa da Fronteira é um espaço radiofônico que procura difundir e preservar a memória de diferentes comunidades na Colômbia. Esta segunda ação do laboratório Mnemofilia e Lotofagia será desenvolvida entre 22 de outubro e 19 de novembro.

​As ditaduras, os conflitos armados e a violência marcaram a maioria dos países da América do Sul nas últimas décadas. Os processos de construção da memória histórica conduzidos na Colômbia, no Brasil, Uruguai, Chile, Peru e Argentina continuam ativos. Independentemente do lugar e do momento no qual começaram em cada país, esses processos são, ainda hoje, terrenos de disputas, antagonismos e tensões entre diversas narrativas, usos e abusos da memória. 

O que recordamos como indivíduos e sociedade? O que esquecemos? Como faremos isso no futuro? A memória é, por ventura, um registro inalterável do passado ou ela é um arquivo cambiável e dinâmico? Criado pelo Goethe-Institut, o projeto “O futuro da memória” nasce com a esperança de abrir um espaço alternativo para pensar essas e outras muitas questões. Trata-se, antes de tudo, de um diálogo regional, transdisciplinar e contínuo, que busca reconhecer e gerar outros formatos e modalidades artísticas elementares no debate sobre a memória e sobre o esquecimento no continente. 
 
Voltado para estudantes, artistas, acadêmicos, ativistas, curadores e para o público em geral, “O futuro da memória” está sediado em sete cidades da América do Sul. Nelas, diferentes atores, entre eles artistas, pensadores, movimentos sociais e lugares da memória poderão compartilhar, pensar e operar poeticamente e de forma colaborativa no decorrer deste e do próximo ano. O pontapé inicial no processo de paz na Colômbia inspirou o projeto e, por isso, o vestígio deixado pelo conflito armado será o ponto de partida para as atividades em Bogotá.
 
A uma distância de mais de 7 mil quilômetros ao sul, em São Paulo, três movimentos sociais serão convidados a escolher um ritual e, a partir dele, propor uma contramemória. No Rio de Janeiro, será abordada a memória territorial e as lutas sociais de uma comunidade obrigada a desaparecer. Em Montevidéu, haverá o confronto entre o analógico e o digital em um trabalho criativo e coletivo que busca atualizar o passado. Enquanto isso, em Santiago do Chile, haverá uma reflexão acerca da relação entre memória e espaço público a partir de arquivos sonoros que propõem uma nova maneira de percorrer a cidade.
 
Em Lima, o teatro foi a linguagem eleita para pensar e reconstruir criticamente alguns fatos da história recente do Peru.  Enquanto isso, Buenos Aires fará um exercício de imaginação que interrogará, a partir do futuro, o presente e sua relação com o passado argentino. Por fim, este intercâmbio tratará de entender as diferenças bem como os questionamentos comuns, resultado das numerosas práticas artísticas da região, a fim de promover novos horizontes de sentido na reflexão e na ação sobre a memória e o esquecimento. 

Equipe curatorial

Mapa Teatro (Bogotá)
Gabriela Golder, Mariano Speratti, Marcelo Brodsky, Loreto Garín y Federico Zukerfeld (Buenos Aires)
Colectivo Hornero Migratorio y Área de Investigación Histórica del Archivo General de la Universidad de la República (Montevidéu)
João Paulo Quintella y Shana Marques Prado dos Santos (Rio de Janeiro) 
Colectivo SonidoCiudad (Santiago do Chile) 
Benjamin Seroussi y Clara Ianni (São Paulo)
 

Parceiros

Museo Sitio de Memoria ESMA, ex-centro clandestino de detención, tortura y exterminio  (Buenos Aires) 
Parque de la Memoria  (Buenos Aires) 
Centro Cultural de la Universidad del Pacífico (Lima) 
Lugar de Memoria y Centro Cultural Casa do Povo (São Paulo) 
Observatorio de Poéticas Sociales. Universidad Jorge Tadeo Lozano (Bogotá) 

Mídia oficial

¡Pacifista! (Colombia)