Blog da Berlinale 2017 Filme húngaro leva Urso de Ouro em Berlim
On Body and Soul. Hungria. Direção: Ildikó Enyedi.
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On Body and Soul. Hungria. Direção: Ildikó Enyedi.
Berlinale distribui Ursos de Ouro e Prata para oito filmes dos 18 concorrentes. A premiação máxima foi para a produção húngara “On Body and Soul”.
Ao receber o Urso de Ouro, a diretora húngara Ildikó Enyedi agradeceu: “Queríamos que o filme fosse simples como um copo d’água. Só corações generosos conseguem se conectar com essa história”. On Body and Soul conta a trajetória de duas pessoas descobrindo suas emoções e seus desejos. Maria e Endre trabalham em um açougue de Budapeste, ambos muito reservados e tímidos. Pouco a pouco vão se aproximando e descobrem uma grande conexão – os dois têm até os mesmos sonhos.
O Grande Prêmio do Júri foi para Félicité, do diretor francês, com raízes no Senegal e em Guiné-Bissau, Alain Gomis. O filme se passa no Congo e conta a história da cantora Félicité, em busca de recursos para uma operação de seu filho, que sofreu um acidente. O Urso de Prata de Melhor Direção foi para o finlandês Aki Kaurismäki por The other side of the hope, um dos favoritos da competição. O filme se desenrola a partir do encontro entre um dono de um restaurante e um refugiado sírio. Una mujer Fantástica, filme que traz às telas uma protagonista trans numa coprodução entre Chile, Espanha, Alemanha e EUA, levou o Urso de Prata de Melhor Roteiro, além do Prêmio Teddy Award, dedicado à produções LGBT.
Pendular, dirigido por Julia Murat, ganhou o prêmio da Federação Internacional dos Críticos de Cinema (Fripresci) como o melhor da Mostra Panorama. O filme acompanha, em quatro atos, ascensão e queda do romance entre uma dançarina e um escultor, que dividem um ateliê num galpão de uma fábrica abandonada, onde trabalham e moram.
Em 2017, Berlim viu nas telas um Brasil diverso. Das 12 produções apresentadas, chamou a atenção que apenas duas se passam no eixo Rio / São Paulo. Os demais filmes mostram outras paisagens brasileiras. Seis dos filmes foram dirigidos por mulheres e a seleção mostra uma mistura equilibrada entre filmes de diretores estreantes e consagrados. Alguns dos filmes já têm estreia no Brasil prevista ainda para o primeiro semestre.
Prêmios
Urso de Ouro: Testről és lélekről (On Body and Soul), de Ildikó Enyedi
Urso de Prata, Grande Prêmio do Júri: Félicité, de Alain Gomis
Urso de Prata, Prêmio Alfred Bauer para um filme que abre novas perspectivas: Pokot (Spoor), de Agnieszka Holland
Urso de Prata para Melhor Direção: Aki Kaurismäki por Toivon tuolla puolen (The Other Side of Hope)
Urso de Prata para Melhor Atriz: Kim Minhee em Bamui haebyun-eoseo honja (On the Beach at Night Alone), de Hong Sangsoo
Urso de Prata para Melhor Ator: Georg Friedrich em Helle Nächte (Bright Nights), de Thomas Arslan
Urso de Prata para Melhor Roteiro: Sebastián Lelio e Gonzalo Maza por Una mujer fantástica (A Fantastic Woman), de Sebastián Lelio
Urso de Prata para Performance Artística Excepcional: Dana Bunescu pela edição de Ana, mon amour, de Călin Peter Netzer
Urso de Ouro para Melhor Curta-metragem: Cidade Pequena (Small Town)
Urso de Prata, Prêmio do Júri (curta-metragem): Ensueño en la Pradera (Reverie in the Meadow)