Encontro Presencial

Em um único dia, o Aterro do Flamengo recebeu três encontros e uma ação urbana, mantendo cuidados necessários - como distanciamento, uso de máscaras e álcool em gel e privilegiando espaços abertos.  

MAPAS INVENTIVOS: Ensaiando um criar coletivo em tempos incertos
com Caroline Valansi (artista visual e professora)

O que pode um corpo confinado fazer quando começa a retomar o contato com a cidade? Como lidar com a pós clausura entendendo que muitos corpos já eram presos em si? Como podemos pensar novas ideias nas estruturas subjetivas para lidar com os novos tempos?

As pessoas foram convidadas a desenharem o chão com areia colorida, criando no ambiente uma grande cartografia coletiva. Num período em que vivemos o distanciamento e o enclausuramento, esse desenho foi deixado no local como uma marca efêmera desse percurso pela cidade. 

EXPERIÊNCIA SENSORIAL: Agente Húmus
com Mari Fraga (artista e pesquisadora) e Grupo GAE Arte: Ecologias (EBA UFRJ), participação de Paula Scamparini, Joana Amora, Carine Caz, Lohana Montelo, Clarisse Rates e Uri Nonato.

Retomar o corpo para reinventar o mundo. Propusemos uma experiência artística, íntima e individual, em formato adaptado ao isolamento. Cada participante recebeu um pequeno pacote, escolheu um lugar para sentar no parque, onde foi guiada por áudio de vozes femininas para experimentar as materialidades da terra com seus sentidos. Por fim, construiu uma “mini-escultura-bomba-de-semente”, sua pequena vênus, grávida da vida em diversidade.

A ação é uma atividade de extensão GeoAstro-poéticas, criada pelo grupo de pesquisa Arte e Ecologias, e inspirada na agente húmus e no ecofeminismo. 

IMERGIR: Experiência performativa
com Walmeri Ribeiro (artista e pesquisadora) Imergir foi um convite para uma experiência performativa imersiva na complexa paisagem da Baía de Guanabara. Individual e coletivamente, em uma caminhada performativa, os corpos foram lançados à experiência de sentir e escutar as urgências e os sopros de vida deste território devastado pela petropolítica.

*A artista Louise Botkay realizou os registros audiovisuais das atividades e performances. Louise Botkay, que se formou na Escola Nacional de Cinema da França (FEMIS), faz seus filmes desde 2003, em países como Haiti, Congo, Níger, Chad, Holanda, França e Brasil. Usando diferentes mídias, como o telefone celular, vídeo e película super-8, 16 e 35 milímetros, revelados artesanalmente. Seus trabalhos foram selecionados e premiados em festivais de cinema, como Festival de Oberhausen, Semana dos Realizadores, Fid Marseille, Festival Kinoforum, Rencontres internacionales Paris Berlin, Fespaco, Festival Janela Internacional de Recife. Expôs seus trabalhos no MAM-RJ, galeria A Gentil Carioca, Christopher Grimes Gallery, Videobrasil, entre outros. Recebeu o prêmio E-flux na competição internacional do festival de Oberhausen 2016. Seu filme VertièresI II III foi eleito um dos dez melhores filmes de 2015 pela revista Artforum na seleção da curadora e teórica Nicole Brenez. Em 2016, recebeu uma sessão retrospectiva na Mostra do Filme Livre, um prêmio pela obra e uma retrospectiva de seus filmes que abriram o festival Cachoeira.doc. Em 2018, teve uma sessão Profile com curadoria de Lisette Lagnado no festival internacional de Oberhausen, e seu trabalho mais recente, "Um filme para Ehuana", recebeu um prêmio do Ministério da Cultura do Estado da Renânia do Norte-Vestfália – Alemanha.

* O Coletivo Opavivará! marcou presença durante o evento, com sua ação cultural "Bem Comum". Nela, o grupo deslocou carrinhos com oito galões de água. A ação artística pública e móvel do Opavivará sensibilizou para a água como um bem comum, ao mesmo tempo que proporcionou hospitalidade e atendimento por meio da distribuição de água.

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