O Programa de Residência VILA SUL foi lançado em 2016 e segue uma uma orientação temática – o tema principal é o “Sul”. Baseado nisso, a cada ano determinados temas, como "Tecidos de Narrativas" e "Arte e Digitalidade" são o foco (2026-2027).
A cantora, compositora e performer interdisciplinar douniah encanta o público com sua música que transcende gêneros e sua marcante presença de palco, apresentando-se em espaços que vão de Berlim a Londres. Desde o lançamento de seu álbum Dream Baby (2019), ela se apresentou como artista de abertura para Children of Zeus, Sudan Archives, Rochelle Jordan e Bilal. Em 2024, subiu aos palcos do festival XJAZZ e Pop-Kultur, além de se apresentar no Jazz Café, em Londres, e no festival Le Guess Who?.
Seu álbum de estreia solo, A Lot, Not Too Much (2023), reúne sua narrativa multilíngue em alemão, darija e inglês, combinando poesia falada, jazz, soul e R&B. Produzido por Dhanya Langer, o projeto mistura poesia livre com arranjos elaborados e minuciosamente construídos. Com seu som fluido, letras poéticas e autenticidade, douniah cria experiências musicais intensas e envolventes. Ela continua a desenvolver sua narrativa sonora de forma constante, convidando o público a fazer uma pausa, refletir e se perder nos ecos de sua música.
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A prática de Pooja Dhingra transita entre design participativo, quadrinhos e narrativas gráficas, bordado, têxteis e arte socialmente engajada. Ela se interessa por histórias silenciosas e cotidianas de resiliência e resistência — especialmente aquelas que costumam ser ignoradas ou apagadas.
Ela é fundadora da Compassion Contagion, um arquivo online que documenta, por meio da arte, atos e histórias cotidianas de resiliência de pessoas comuns, numa tentativa de deslocar a narrativa do desespero para a esperança. Também é fundadora do Rafooghar– a casa que conserta, um espaço comunitário para mulheres marginalizadas em Nova Déli, Índia, onde o bordado e os têxteis são utilizados como ferramentas de reparação emocional, descanso, rejuvenescimento e resistência. Seu interesse está em reivindicar o bordado como uma ferramenta feminista e política, retirando-o dos limites do espaço doméstico e de sua reputação como “hobby feminino” para levá-lo ao espaço público, demonstrando seu potencial para a autoexpressão, a terapia, a construção de autonomia e amizades inter-religiosas, bem como para a dissidência democrática, a transformação social e a incidência política.
Como designer gráfica, trabalhou em campanhas visuais que abordam discriminação sistêmica, casamento precoce e infantil, saúde das mulheres, nutrição e direitos reprodutivos de meninas e adolescentes. Seu trabalho é orientado pela pesquisa e tem como foco tornar ideias complexas acessíveis, especialmente a públicos frequentemente excluídos das conversas dominantes.
Ela vê o humor, a sátira, o descanso e a brincadeira como ferramentas vitais para a narrativa e a crítica social. Gosta de criar encontros comunitários, círculos de costura, almoços coletivos inter-religiosos e festas secretas de dança — pequenas e alegres rupturas em bairros que frequentemente têm o acesso à beleza e à diversão negado, especialmente às mulheres, que são rotineiramente privadas do direito ao lazer e ao prazer. Em um clima político divisivo, no qual os espaços cívicos estão encolhendo, ela entende esses encontros como pequenos bolsões de liberdade, amizade e solidariedade.
Meu nome é Reena Moktan. Nos últimos sete anos, tenho escrito críticas de cinema, reportagens aprofundadas e artigos analíticos relacionados ao cinema para o Kantipur, o principal jornal diário do Nepal. Em 2026, fui selecionada pela primeira vez para participar do Talent Press do programa Berlinale Talents, durante o Festival Internacional de Cinema de Berlim, representando o Nepal.
Além do jornalismo cinematográfico, também escrevo artigos de pesquisa sobre teatro e música, e estou entre as poucas mulheres críticas que lideram debates públicos sobre cinema no Nepal. Atualmente, sou Vice-Presidente para Assuntos das Mulheres da Film Critics Society of Nepal (FICSON), uma organização de críticos de cinema. Por meio dessa plataforma, trabalho coletivamente para fortalecer a cultura cinematográfica no país e contribuir para a melhoria da qualidade do cinema nepalês por meio da expansão da crítica.
Já se passaram nove anos desde que iniciei minha carreira no jornalismo cinematográfico. Tenho permanecido ativamente envolvida nessa área e também fui convidada como delegada de imprensa para a 75ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Essa foi minha primeira experiência de contato com o cinema mundial, jornalistas internacionais, críticos de cinema e plataformas globais. Tive a oportunidade de assistir a filmes, aprender, estabelecer conexões profissionais e levar esses conhecimentos de volta ao Nepal.
Acredito profundamente que o cinema tem o poder de transformar pensamentos, moldar perspectivas e, em última instância, transformar a sociedade. Por isso, considero a crítica cinematográfica uma das áreas mais importantes do jornalismo. No entanto, a crítica de cinema ainda não é vista como uma atividade séria dentro do jornalismo nepalês. Embora nossa indústria cinematográfica seja relativamente pequena, os filmes nepaleses começaram a marcar presença de forma consistente em festivais internacionais de prestígio, como Cannes, Veneza e Berlim. Como alguém que atua diretamente nesse campo, compreendo a importância fundamental da crítica para o desenvolvimento tanto dos filmes quanto da própria indústria cinematográfica. PARCERIA:
Vedant Srinivas é curador de cinema, pesquisador e escritor, com especial interesse em documentário criativo e práticas experimentais de imagem em movimento. Seu trabalho abrange escrita, projetos curatoriais e programação de festivais, explorando as interseções entre a imagem em movimento e a cultura vernacular, com foco particular no Sul da Ásia. Sua prática interdisciplinar é moldada por sua formação em filosofia, estudos de cinema e história da arte, além de um engajamento contínuo com a antropologia cultural. Ele foi co-responsável pela programação da seção internacional de duas edições do International Film Festival of India, o mais antigo festival internacional de cinema da Índia. Além disso, é estudante de música clássica indiana (mandolim carnático).
Seus textos sobre cinema e contribuições à crítica cinematográfica foram publicados, entre outros, em Senses of Cinema, MUBI Notebook, Quarterly Review of Film and Video, Cineaste, Variety, Sabzian, Ultra Dogme, Photogénie e FIPRESCI-India.
Além disso, publicou artigos em periódicos acadêmicos como Journal of Posthuman Studies, Comparative and Continental Philosophy, Visual Anthropology Review, Postcolonial Studies e Critical Inquiry.
Vedant é ex-participante da Locarno Critics Academy, do Oberhausen Seminar, do Berlinale Talents, do Emerging Curators Lab, da Arthshila Visual Arts Writing Residency, do workshop ARCUREA de curadoria de imagem em movimento (realizado no Satyajit Ray Film and Television Institute), bem como do Young Critics Workshop (Film Fest Gent). PARCERIA:
Como é morar e trabalhar na Vila Sul? Uma visão geral das instalações, dos equipamentos e dos nossos apartamentos de hóspedes.
Perguntas frequentes
A Vila Sul é um programa de residência cujo processo de seleção acontece através de um sistema de nomeações. O público-alvo são artistas e acadêmicos internacionalmente conhecidos e estabelecidos em suas áreas de atuação e que lidam com temas no contexto do “Sul”. As nomeações são feitas por alumnis da Vila Sul e especialistas internacionais da Europa, África, Ásia e Américas.
A cada ano, um júri de especialistas internacionais decide sobre a seleção das pessoas participantes. O júri é composto por um representante do Goethe-Institut, um representante de Instituição parceira e três membros externos. Um representante local da cena cultural brasileira é sempre convidado para integrar o júri.
Devemos salientar que as instalações infelizmente não são adequadas para artistas com acompanhamento familiar, no entanto, é permitido que parceiros e/ou crianças compareçam para períodos de visita de até duas semanas. No entanto, teremos o prazer em ajudar a encontrar um alojamento na área circundante para os membros da família que viajam (por exemplo, via AirBNB).
Oferecemos aos artistas, por uma pequena taxa, a oportunidade de usar um apartamento na residência Vila Sul por um período de uma a três semanas entre os slots de residência oficiais. Isso não está associado a nenhum outro serviço da residência, como o recebimento de bolsa de estudos ou suporte local.
Goethe-Institut Salvador-Bahia Na forma de instituição local Av. Sete de Setembro, 1809 40080-002 Salvador (Bahia) Brasil
residency-salvadorbahia@goethe.de
Pode acompanhar as atividades da Vila Sul e conhecer os participantes da residência no Instagram. As postagens podem ser encontradas no canal do Goethe-Institut Salvador com a hashtag #vilasulresidency.
Vila Sul Praktikum
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