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Prémio do PúblicoFoto: © Hugo Moura 2020

Prémio do Público

O Prémio do Público Jovens Realizadores foi fundado em 2019. Em 2021, os espetadores e espetadoras da KINO voltam a poder eleger o seu filme favorito entre dez estreias de jovens realizadores - mais de que nunca na programação da KINO. 

Sobre o prémio. O Prémio do Público Jovens Realizadores é conferido com o intuito de promover o jovem cinema de expressão alemã que a mostra KINO tem vindo a destacar ao longo dos anos. A atribuição do Prémio do Público tem como objetivo oferecer uma plataforma particular aos filmes nomeados, honrar o trabalho extraordinário dos jovens realizadores, e permitir ao público expressar o seu apreço pelos filmes exibidos. Ao participar no sorteio, o público habilita-se a ganhar uma viagem à Alemanha para duas pessoas, oferecida pelo Turismo da Alemanha.

O sorteio. No final de cada sessão dos filmes nomeados, tem a possibilidade de classificar o filme que acaba de ver e de participar num sorteio, entregando um voto digital diretamente na plataforma Filmin.pt. Após o final do festival, sortearemos o/a vencedor/a da viagem à Alemanha. A viagem será custeada e organizada pelo Turismo da Alemanha. Ao participar, habilita-se a um fim-de-semana para duas pessoas em Wiesbaden, com viagem de ida e volta, hotel e Welcome Card incluídos.

As nomeações. Logo a seguir do encerramento do festival, far-se-á a contagem dos votos dados pelo público. O vencedor do Prémio do Público será determinado com base na classificação média. O Prémio do Público, avaliado em 800,00€, será entregue ao vencedor desde que possível.
 


Realizadores e realizadoras nomeados

Faraz Shariat nomeado Foto: © Jünglinge

Faraz Shariat

Nomeado por: Futur Drei (DE 2020)


Biografia: Nasceu em Colónia em 1994 e estudou Artes Cénicas na Universidade de Hildesheim. Foi em resultado do trabalho realizado no coletivo de cinema Jünglinge, em conjunto com as colegas de universidade Paulina Lorenz e Raquel Molt, que Shariat criou Futuro Três, a sua primeira longa-metragem.

"Quase todos os dias, há alemães brancos que me perguntam de onde venho ou há quanto tempo cá estou. Na minha opinião, um dos motivos para isso é a atitude adotada por muitas produções audiovisuais alemãs e o acesso às nossas histórias."

Narges Kalhor diretora nomeada Foto: © Noel Ortiz

Narges Kalhor

Nomeado por: In the name of Scheherazade (DE 2019)

Biografia: Nasceu em Teerão, em 1984, onde estudou Cinema e Design Gráfico. Por apresentar nos seus filmes posições críticas em relação ao sistema político iraniano, Kalhor teve de deixar o seu país em 2009, tendo pedido asilo na Alemanha. Uma vez acolhida, estudou Realização na Escola Superior de Cinema e Televisão de Munique. In the name of Scheherazade ou o primeiro beergarden em Teerão, o seu filme de final de curso, já foi apresentado no Festival DOK Leipzig, onde ganhou o Prémio de Filme Documental do Goethe-Institut.

"Pessoas como nós, especialmente as que vieram do Médio Oriente e emigraram para a Europa, têm de estar constantemente a justificar-se por causa da imagem que aqui existe dos nossos países e que é transmitida e reforçada pelos media. Acho muito importante que alguém diga que foram muitos os mal-entendidos que entretanto se geraram e que está na altura de falar abertamente sobre eles."

Leonie Krippendorff nomeada Foto: © Leonie Krippendorff

Leonie Krippendorff

Nomeada por: Kokon (DE 2020)


Biografia: Nasceu no ano de 1985 em Berlim e estudou Realização na Universidade de Cinema de Babelsberg Konrad Wolf. Depois de Looping (2016), o filme com que se estreou e que venceu diversos prémios, Kokon é a segunda longa-metragem de Krippendorff, em que esta assume não apenas a realização, mas também a escrita do guião.

"No ambiente da zona berlinense de Kottbusser Tor, que é tão diverso e ao mesmo tempo tão marcado por realidades difíceis, a protagonista Nora apresenta-se como uma heroína incomum. Contudo, nesse mundo existem também personagens silenciosas: é aí que crescem e desenvolvem as suas próprias estratégias de sobrevivência."

Ines Johnson Spain diretora nomeada Foto: © Kobalt Documentary

Ines Johnson-Spain

Nomeada por: Becoming Black (DE 2019)

Biografia: Nasceu e cresceu na antiga RDA na década de 1960. Johnson-Spain formou-se em Estudos Religiosos na Universidade Livre de Berlim, bem como em Belas Artes e Pintura na Universidade das Artes de Berlim. Ensina Pintura Cénica na Universidade de Cinema de Babelsberg e, desde 2002, desenvolve e realiza os seus próprios documentários. O filme autobiográfico Becoming Black é a sua primeira longa-metragem.
 
"Becoming Black é um filme em que trabalhei durante mais de sete anos e que gira em torno de um tema central: o rigoroso tabu em relação às minhas origens."

Johannes M. Schmit nomeado Foto: © Juergen Dakar

Johannes M. Schmit

Nomeado por: Neubau: Ein Heimatfilm (DE 2020)

Biografia: 
Nasceu na cidade de Trier, em 1981, e estudou Encenação na Escola Superior de Artes Cénicas Ernst Busch, em Berlim. O trabalho deste diretor teatral independente pode ser visto no Teatro Gorki, em Berlim, entre outros. Lar doce lar, a sua estreia na longa-metragem, foi feita em colaboração com o encenador e autor Tucké Royale, responsável pelo guião.

"Foi importante para nós presumir que o país não poderá ter nada contra ninguém e, nessa medida, criou-se um quadro em que o género audiovisual do «Heimatfilm» tem de funcionar de maneira completamente diferente."

Lisa Weber diretora nomeada Foto: © Marisa Vranjes

Lisa Weber

Nomeada por: Jetzt oder morgen (DE 2020)

Biografia: Nasceu em Viena em 1990 e estudou Eslavística e Realização na Academia de Cinema de Viena. A curta-metragem com que se estreou, Kommt Ein Sonnenstrahl In Die Tiefkühlabteilung Und Weicht Alles Auf (Um raio de sol incide na área dos congelados e amolece tudo), ganhou o Prémio Austríaco de Curtas-metragens em 2010. Jetzt oder Morgen (Pode ficar para amanhã) é a sua terceira longa-metragem e estreou na Berlinale em 2020.

"Não sei como me sentiria se houvesse um filme que, ao longo de três anos e meio, mostrasse os meus altos e baixos ou, por assim dizer, os meus pontos fortes e fracos."
 

Marcus Lenz diretor nomeado Foto: ©Mila Teshaieva

Marcus Lenz

Nomeado por: Rivale (DE 2020)


Biografia: Nasceu no ano de 1969 na região do Ruhr e estudou direção e cinematografia na Deutschen Film- und Fernsehakademie Berlin. Lenz trabalha como cinegrafista (por exemplo pelo filme português Respirar (Debaixo D'água) em 2000) e guionista, além de diretor. A sua segunda longa-metragem, Rivale, foi produzido por sua própria companhia de produção, wildfilms, que fundou em 2016 junto com Patrick Waldmann.

"Acredito firmemente que a magia do cinema consiste em construir empatia ao olhar o mundo através dos olhos de outra pessoa."

Melanie Waelde diretora nomeada Foto: ©Czar_Film

Melanie Waelde

Nomeada por: Nackte Tiere (DE 2020)

Biografia: Nasceu em Dachau, no ano de 1992, e estudou Guionismo na Academia Alemã de Cinema e Televisão de Berlim (DFFB). Waelde trabalha como autora independente, guionista e realizadora. Foi em 2017 que escreveu o guião da sua longa-metragem de estreia, Nackte Tiere, como trabalho de final de curso. Transformou-o numa realidade cinematográfica no ano de 2019.

"Penso que o cinema sempre reclamou para si o estatuto de utopia e que também deveria, de alguma maneira, mostrar formas de coexistência e de ser que sejam possíveis, que sejam concebíveis."

 Michael Fetter Nathansky diretor nomeado Foto: © Jonas Ludwig Walter

Michael F. Nathansky

Nomeado por: Sag du es mir (DE 2019)

Biografia: Nasceu em Colónia, no ano de 1993, e cresceu na Alemanha e na Espanha. Estudou Realização na Universidade de Cinema de Babelsberg Konrad Wolf, onde concluiu a sua licenciatura em 2017, apresentando a curta-metragem Gabi como trabalho de final de curso. Sag Du es Mir é o filme com que concluiu o seu mestrado e a sua primeira longa-metragem, para a qual Nathansky também escreveu o guião.

"Três episódios que se contradizem, mas que, ao mesmo tempo, não devem excluir-se mutuamente: parecia tão grande que me engoliu e tão complexo que me lembrava constantemente de todas as minhas fraquezas; ainda assim, levantou tantas questões que não pude deixar de investigar."

Visar Morina nominierter Regisseur Foto: © Maria Asselin-Roy

Visar Morina

Nomeado por: Exil (DE 2020)

Biografia: Nasceu em Pristina no ano de 1979 e cresceu no Kosovo e na Alemanha. Estudou Realização e Guionismo na Escola Superior Artística dos Media (KHM), na cidade de Colónia, e recebeu vários prémios por Babai, o seu filme de estreia de 2015. Já em 2018, Morina escreveu o guião de Exil, a sua segunda longa-metragem, que lhe rendeu o Prémio Alemão de Guionismo.

"Para mim, a pátria a que se pertence é mais uma questão do cunho que se imprime a essa ideia. O lugar a que chamamos «lar» é um conceito muito orgânico, que pode mudar muito rapidamente. O filme «Exil» (…) descreve o alheamento que uma pessoa desenvolve em relação si mesma."