Susanne Sporrer (Diretora) Julia Klein (Coprogramadora do JiGG)
Depois do cancelamento do festival de jazz europeu JiGG - Jazz im Goethe-Garten em 2020 devido à pandemia, é com enorme prazer que anunciamos o regresso do festival já este julho, para a sua 16ª edição. No nosso Goethe-Garten, um pequeno paraíso verde, acolhemos durante cinco dias novas tendências de jazz contemporâneo, bem como de música experimental e improvisada de Portugal, Áustria, Itália, Suíça e Alemanha.
Rui Neves, o diretor artístico do JiGG, assegura desde a primeira edição uma surpreendente diversidade musical que se tornou um marco do festival.
O JiGG não seria possível sem a cooperação europeia. Gostaríamos, por isso, de agradecer aos nossos parceiros de longa data, as Embaixadas da Áustria e da Suíça e o Instituto Italiano di Cultura pela cooperação.
E, claro, aguardamos com grande entusiasmo o regresso do público fiel do JiGG e de todos os visitantes ao nosso jardim.
Desejamos um emocionante JiGG 2021!
Rui Neves (Direção artística)
O retorno do Jazz im Goethe-Garten, depois de um ano de intervalo devido às restrições da pandemia, assinala-se pela determinação do Goethe-Institut Portugal e dos seus parceiros mais fieis em trazer músicos de novo ao palco, uma classe que foi das mais duramente atingidas na atual situação pandémica de confinamento. Saudemos, pois, os criadores de Música que iremos ouvir no convidativo espaço do jardim do Goethe-Institut em Lisboa, em plena época estival.
O JiGG 2021 revela cinco propostas do jazz elaborado na Europa e que continua a destacar-se pela sua originalidade em relação a formas canónicas da expressão. Esta é a identidade do festival cuja duração tem sido variável ao longo dos anos - mais ou menos concertos - sem nunca abdicar dos seus princípios estéticos.
Como sempre tem acontecido, o JiGG 2021 inicia-se com uma representação de Portugal e conclui-se na representação da Alemanha. Este ano existem particularidades em ambas as formações visto incluírem músicos alemães e portugueses demonstrando criativas afinidades. São os casos do duo Paisiel onde o saxofonista alemão Julius Gabriel, que reside no Porto, une forças ao baterista João Pais Filipe, um filho do Porto, e do trio do contrabaixista Carlos Bica, residente em Berlim há mais de duas décadas, unido a dois músicos alemães, o turntablist DJ Illvibe e o saxofonista Daniel Erdmann.
Parceiros reconhecidamente fiéis em todas as edições do JIGG desde 2005 – Áustria, Itália, Suíça – proporcionam um quarteto e dois trios, colocando também em relevo a importância dos grupos mais reduzidos numa música como o jazz, onde estas fórmulas mais se têm desenvolvido pela sua funcionalidade inerente. De Viena, Áustria, o quarteto de clarinetes Woody Black 4, reúne quatro músicos virtuosos que dão novo folego à exploração musical; de Zurique, Suíça, o power trio Schnellertollermeier aplica-se em toada hipnótica; de Roma, Itália, o novo projeto do referenciado saxofonista Francesco Bearzatti, Weird Box, expande e renova radicalmente todo o seu anterior trabalho.
Pugnando pela música viva perante a mais-valia de uma audiência real, o JiGG 2021 e todos o que o constroem desejam ir ao encontro, mais uma vez, das sensibilidades mais profundas de um público fidelizado ao longo das quinze edições da sua existência.