Rui Neves
O retorno do Jazz im Goethe-Garten, depois de dois anos de intervalo devido às restrições da pandemia, assinala-se pela determinação do Goethe-Institut Portugal e dos seus parceiros mais fiéis em trazer músicos de novo ao palco, uma classe que foi das mais duramente atingidas na situação passada de confinamento. Saudemos, pois, os criadores de Música que iremos ouvir no convidativo espaço do jardim do Goethe-Institut em Lisboa, em plena época festival.
O retorno do Jazz im Goethe-Garten, depois de dois anos de intervalo devido às restrições da pandemia, assinala-se pela determinação do Goethe-Institut Portugal e dos seus parceiros mais fiéis em trazer músicos de novo ao palco, uma classe que foi das mais duramente atingidas na situação passada de confinamento. Saudemos, pois, os criadores de Música que iremos ouvir no convidativo espaço do jardim do Goethe-Institut em Lisboa, em plena época festival.
O JiGG 2022 revela cinco propostas do jazz elaborado na Europa e que continua a destacar-se pela sua originalidade em relação a formas canónicas da expressão. Esta é a identidade do festival cuja duração tem sido variável ao longo dos anos - mais ou menos concertos - sem nunca abdicar dos seus princípios estéticos.
Como sempre tem acontecido, o JiGG 2022 inicia-se com uma representação de Portugal e conclui-se na representação da Alemanha. São os casos de uma nova associação, o Garuda Trio do saxofonista baseado em Amsterdão Hugo Costa com o contrabaixista Hernâni Faustino e o baterista João Valinho, e numa variante não menos criativa da presença alemã, o trio do contrabaixista Carlos Bica, residente em Berlim há mais de duas décadas, unido a dois músicos alemães, o turntablist DJ Illvibe e o saxofonista Daniel Erdmann.
Parceiros reconhecidamente fiéis em todas as edições do JIGG desde 2005 – Áustria, Itália, Suíça – proporcionam um quarteto e dois trios, colocando também em relevo a importância dos grupos mais reduzidos numa música como o jazz, onde estas fórmulas mais se têm desenvolvido pela sua funcionalidade inerente. De Viena, Áustria, o quarteto de clarinetes Woody Black 4, reúne quatro músicos virtuosos que dão novo folego à exploração musical; de Zurique, Suíça, o power trio Schnellertollermeier aplica-se em toada hipnótica; de Roma, Itália, o novo projeto do referenciado saxofonista Francesco Bearzatti, Weird Box, expande e renova radicalmente todo o seu anterior trabalho.
Pugnando pela música viva perante uma audiência real, a verdade da Música, o JiGG 2022 e todos o que o constroem desejam ir ao encontro, mais uma vez, das sensibilidades mais profundas de um público fidelizado ao longo das quinze edições da sua existência.
Susanne Sporrer & Julia Klein
Passados quase três anos, chegou finalmente o momento: o nosso festival de Jazz no jardim do Goethe-Institut regressa no mês de Julho. O festival europeu Jazz im Goethe-Garten encherá o nosso pequeno paraíso verde no meio de Lisboa com energia e sons muito diferentes de Portugal, Áustria, Itália, Suíça e Alemanha.
Desde a primeira edição, Rui Neves, diretor artístico do JiGG, garantiu que uma diversidade musical interessante e surpreendente se tornasse a marca do festival, ao apresentar novas tendências do jazz contemporâneo e da música experimental e improvisada.
O JiGG não seria possível sem a cooperação europeia e sem os seus patrocinadores de longa data. Estamos agradecidos pela colaboração com as Embaixadas da Áustria e a Embaixada da Suíça e com o Istituto Italiano di Cultura, e agradecemos o apoio dos nossos patrocinadores Merck e Associação de S. Bartolomeu dos Alemães em Lisboa.
Estamos entusiasmados por receber de novo o público fiel do JiGG, de Portugal e de outros países, bem como novos visitantes do nosso jardim, para ouvir em conjunto os muitos sons das bandas, em belas noites de Verão.
Um brinde a um emocionante JiGG 2022!