No âmbito do ciclo "Como nasce um livro?"
O jornalista António Guerreiro conversa com o poeta Miguel Cardoso sobre o manuscrito do seu livro-por-vir,
Passageiros, que nasce de uma estadia em Berlim em 2019, no contexto de uma bolsa de residência literária do Camões. No dia 5 de abril às 19h00 na biblioteca e online no Facebook.
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Passageiros usa como matéria-prima o quotidiano berlinense e as deambulações pela cidade, mas também uma constelação de leituras (Franz Kafka, Walter Benjamin) e, em particular, postais que Miguel Cardoso foi encontrando nas feiras de segunda mão – que estarão expostos na biblioteca do Goethe-Institut para a sessão. A conversa procurará desfiar algumas das circunstâncias e peças de que um livro se faz antes de estar feito, os fios que as ligam, os trilhos que seguiu e os que ficaram pelo caminho. Uma versão breve de
Passageiros foi publicada em alemão com tradução de Odile Kennel, no livro colectivo
Stippvisiten (Elfenbein Verlag, 2021), disponível na biblioteca.
Miguel Cardoso vive em Lisboa, onde nasceu (1976), depois de ter passado alguns anos fora. Lê, escreve, ensina e traduz. Entre as suas traduções mais recentes estão
As que não morrem, de Anne Boyer (Tinta-da-China), três livros do poeta Sean Bonney (editoras Douda Correria e Barco Bêbado) e
Os Poemas do Hotel Wentley, de John Wieners. Para além de textos espalhados aqui e ali, publicou sete livros de poesia:
Que se diga que vi como a faca corta (Mariposa azual, 2010),
Pleno Emprego (Douda Correria, 2013),
Os engenhos necessários (&etc, 2014),
Fruta Feia (Douda Correria, 2014),
À barbárie seguem-se os estendais (&etc, 2015),
Víveres (Tinta-da-china, 2016 / Macondo, 2019) e
Mais de mil anos (Douda Correria, 2017).
António Guerreiro, licenciado em Línguas e Literaturas Moderrnas (Português e Francês) pela Faculdade de Letras de Lisboa, é cronista e crítico literário no jornal Público. É um dos fundadores da revista cultural Electra, publicada pela Fundação EDP, da qual é editor. É docente convidado, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e na Escola de Artes da Universidade de Évora. É autor dos seguintes livros:
O Acento Agudo do Presente (2000),
O Demónio das Imagens. Sobre Aby Warburg (2018) e
Zonas de Baixa Pressão (2021).
O ciclo de conversas Como nasce um livro? explora os bastidores da edição literária, desde a escolha da obra à sua tradução, edição e chegada às prateleiras da livraria.
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