Teatro A Schaubühne apresenta: Orlando

Orlando de Virgínia Woolf Imagem: © Stephen Cummiskey/Schaubühne

06.04 - 07.04.2023, 20h00

São Luiz Teatro Municipal

Encenação: Katie Mitchell, Versão: Alice Birch

Nos dias 6 e 7 de abril, a Schaubühne vai apresentar a peça Orlando no Teatro São Luiz, encenada por Katie Michel, numa versão da Alice Birch. 

Na sua biografia fictícia, Virginia Woolf descreve uma vida que mina cada categoria rígida com facilidade e liberdade artística, imbuindo-as com novos significados ou apresentando-as como fluídas. De forma divertida, entrelaça vida e arte, realidade e ficção num trabalho visionário e cria uma das mais deslumbrantes heroínas das histórias literárias, cuja abundância de identidades ultrapassa qualquer definição estreita ou qualquer categorização rígida. Num espetáculo que combina representação em palco e vídeo, Katie Mitchell e Alice Birch exploram a viagem queer de Orlando através de vários séculos da história patriarcal da humanidade.

A heroína que nasceu um herói; ou um herói que se torna uma heroína – será que importa sequer? Orlando atravessa quatro séculos da História britânica e europeia. Vive na corte de Isabel I; apaixona-se tragicamente por uma princesa russa no lendário banquete no gelado rio Tamisa, durante o reinado de Jaime I; diverte-se escrevendo; torna-se o embaixador em Constantinopla de Carlos II. Volta à Grã-Bretanha como mulher, escreve, organiza festas no iluminado século XVIII, tem casos com homens e mulheres, tanto prostitutos como nobres e, na bem comportada época vitoriana, casa com um homem. Homem ou mulher, será que Orlando tem sequer que decidir? Orlando testemunha como pessoas, natureza, sistemas e reinos estão em constante estado de fluxo; e como os costumes, hábitos e ideias de como um homem ou uma mulher devem ser estão constantemente a ser modificados, tal como o que é certo e o que é errado, o que um artista deve escrever ou não e o que uma mulher é autorizada a pensar. Orlando experiencia como o tempo e o clima político mudam, como o desejo e os papéis de género se desenvolvem. Orlando vê pessoas que tomam como natural o que é, na verdade, feito pelo homem.
 
O espetáculo tem representação explícita de atos sexuais.

O Goethe-Institut apoia este evento.


 

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