Workshop e Performance
O artista e performer
Rachael Mauney estará no palco do Goethe-Institut, para dar o workshop
O Corpo Arqueológico no dia 31 de maio, e para a performance
GRACELESS no dia 1 de junho.
O Corpo Arqueológico
Workshop
31 de maio, 15 às 18h
"
O Corpo Arqueológico é uma prática de investigação de dança, que aborda o corpo como um sítio arqueológico de memórias, um museu vivo. Neste workshop, iremos explorar a forma como esta prática é interpretada tendo em conta a experiência interseccional de cada pessoa. Através da improvisaçao corporal guiada e de textos poéticos, introduziremos o corpo à expressão biográfica daquilo a que me refiro como 'artefactos somáticos'. Estes artefactos são desenvolvidos através de urgências políticas, e através da ligação do corpo à sua história. Embora a dança/movimento seja um instrumento através do qual
O Corpo Arqueológico é desenvolvido, esta prática preocupa-se em explorar o papel do corpo na sociedade e em mostrar como o corpo pode ser um instrumento de resistência contra a opressão. Rachael crê que, no processo de responder a estas questões, existe algo que nos atrai para a dança, para a improvisação e para a pesquisa corporal. Compreendemos, intuitivamente, que é no corpo que podemos encontrar o poder e a autonomia, que ainda é escassa na sociedade. Este workshop proporciona um espaço, onde cada indivíduo poderá pesquisar estas questões, a partir do seu próprio lugar de experiência empírica. Para todas as idades, com ou sem experiência artística." (Rachael Mauney)
Acessibilidade e declaração ética:
"Como artista e como humano, a autonomia corporal é um dos princípios mais cruciais do meu trabalho. É fundamental que cada pessoa sinta que tem a opção de decidir, se quer ou não abordar as propostas apresentadas no workshop. Nada é obrigação. Tendo isso em mente, este trabalho está diretamente relacionado com os conceitos de história, biografia e memória, sendo estes conceitos o foco central do workshop. O workshop pretende ser acessível a todos es corpes e experiências, adequando-se sempre às necessidades interseccionais dos participantes. Pretendo que este workshop se torne, no mais que possível, num espaço seguro, onde os limites de cada um são respeitados. Como artista branque, fisicamente capaz, preocupo-me com uma abordagem antiracista, anti-capacitista, anti-imperialista do ensino, trabalhando diariamente para desmantelar estas esferas de opressão." (Rachael Mauney)
Para todas as idades, com ou sem experiência artística. Participação gratuita (limitada à lotaçao do espaço). O workshop será lecionado em Inglês. Por favor contacte o artista na eventualidade de necessitar de tradução.
Registo por e-mail: rachaelmauney@gmail.com
GRACELESS
Performance
1 de junho, 19h
Como posso conceber-me como homossexual
Se não parto de uma sexualidade pré-concebida
Assombram-me histórias do nosso silêncio
Assombra-me a sensação de conquistar
Conquistar algo que não se é, para evitar a violência de se ser o que se é
Mas existe sempre violência
"GRACELESS é uma história de resiliência, de recusa em dissociar o corpo da sua história, um campo de batalha sexual, um refúgio queer. GRACELESS é a história de um corpo não conformante, um corpo queer, um corpo lésbico, um corpo sulista, um corpo rural, um corpo rejeitado. GRACELESS é a história do crescimento de uma lésbica de género não conformante numa pequena cidade do sul americano.
Esta performance autobiográfica a solo explora a natureza erótica da emancipação. Devolve a minha história ao meu corpo, perguntando como é que ainda se sente, o que é que ainda significa, o que se transformou, o que foi abolido." (Rachael Mauney)
Nota: Este solo contém nudez e referências à violência, embora nunca reproduzidas fisicamente.
Rachael Mauney (elu/delu) é performer queer, ativista, que cria e escreve. Vive em Lisboa e nasceu na Carolina do Norte, passando os seus primeiros 22 anos no sul dos Estados Unidos. O seu trabalho é influenciado pelo cruzamento da sua educação cultural com a sua identidade queer. Rachael leva a cabo uma atuação interdisciplinar através da sua prática “O Corpo Arqueológico”, uma abordagem interbiográfica à condição queer, um protesto político, abolição de deus, do patriarcado e da opressão colonial. O seu trabalho tem vindo a ser mostrado na Carolina do Norte, em Washington DC, Seattle, Estocolmo, Atenas, Nova Iorque, Lisboa, Munique e Berlim. Tem sido apoiado pelo Dachverband Tanz Deutschland, National Performance Netz DE/ Joint Adventures, Goethe Institut, Fonds Darstellende der Künste, Polo Cultural das Gaivotas, Companhia Olga Roriz, Estúdios Victor Cordon, Initiativ Luna Park, #share AckerStadtPalast, Hosek Contemporary e pelo programa Cordillera Berlin’s Artist in Residence. Atuou em lugares como Jacob’s Pillow, American Dance Festival, Ailey Citigroup Theater, Ruth Page Center for the Arts, Dance Place DC, Kennedy Center, Dock 11 Berlin, Uferstudios Berlin, Underground Theater Athens, entre outros. Para além da sua prática performativa, Rachael organiza o projeto político “Amplify: Queer Solidarity in Performance”. Ao mesmo tempo que angaria ajuda financeira para a comunidade LGBTQIA+ que procura asilo no Afeganistão e no Irão, este projecto remunera de forma justa artistas queer locais.
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