Conversa sobre a formação em tradução em Portugal
No dia 11 de outubro, pelas 19h00, tem lugar, na biblioteca do Goethe-Institut em Lisboa, uma conversa sobre a formação em tradução em Portugal e os desafios da profissão. A conversa conta com a participação das tradutoras Mónia Filipe e Vera San Payo de Lemos.
Mónia Filipe licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Ingleses e Alemães, pela Universidade Nova de Lisboa, em 2001. Depois de um semestre de intercâmbio em Berlim, fez da capital alemã a sua casa durante quatro anos, onde deu aulas de Português como Língua Estrangeira em diversas escolas de línguas. Regressada a Portugal em 2007, abraçou uma carreira na tradução, primeiro como tradutora interna em empresas de tradução na área metropolitana de Lisboa e, desde 2014, por conta própria. Com um percurso sólido na área da tradução técnica, deu os primeiros passos na tradução literária em 2019. Desde então, traduziu, do alemão, obras de Franz Kakfa, Stefan Zweig ou dos Irmãos Grimm, entre outros autores de língua inglesa. Atualmente, divide o tempo entre a tradução literária e a técnica.
Vera San Payo de Lemos foi docente do Departamento de Estudos Germanísticos da Faculdade de Letras de Lisboa (1975-2021), onde leccionou Alemão, Didáctica do Alemão, Tradução e Estudos de Teatro. É investigadora do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa. No teatro, trabalha regularmente desde 1980, na área da tradução e dramaturgia, com o encenador João Lourenço no Teatro Aberto em espectáculos criados a partir de dramaturgia e música contemporânea. Publicou artigos sobre teatro, sobretudo nos programas dos espectáculos em que trabalhou. Colaborou na tradução e coordenou a edição dos quatro primeiros volumes do
Teatro 1, 2, 3, 4 de Bertolt Brecht (Livros Cotovia, 2003-2007). Traduziu, com Claudia J. Fischer,
Tempo do Coração (Antígona, 2020), a correspondência entre Ingeborg Bachmann e Paul Celan. Participou em encontros, festivais e júris de teatro em Portugal e no estrangeiro. Recebeu o Prémio Austríaco de Tradução pelas peças
As Presidentes (1997) e
Peso a mais Sem peso Sem forma (2004), de Werner Schwab, o Prémio da Crítica 2003 e a Medalha Goethe 2006.
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