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18:00-23:00

OASis Lisboa

Exposição|Residências artísticas

  • Goethe-Institut Lisboa, Lisboa

  • Idioma Português, Alemão, Inglês
  • Preço Entrada livre

Das Bild zeigt das Logo von OASIS, dem Projekt von Gerador. Foto : © Gerador

Das Bild zeigt das Logo von OASIS, dem Projekt von Gerador. Foto: © Gerador

No dia 12 de novembro, no Goethe-Institut em Lisboa, foi inaugurada a exposição da residência artística do OASis Lisboa, uma colaboração com a Gerador. Oito artistas apresentarão as suas obras na entrada, no café, no auditório, no jardim e na biblioteca. A exposição estará patente até 12 de dezembro de 2025. 

Entre agosto e novembro, oito artistas nacionais e internacionais estiveram em residência artística no Goethe-Institut em Lisboa, colaborando com pessoas com 50 ou mais anos da comunidade local. A partir de encontros, oficinas e dias abertos ao público, foi-se tecendo um corpo comum de gestos, memórias e vozes que agora ocupa vários espaços do histórico Palácio Valmor, da entrada, ao café, à biblioteca ou ao jardim.

Beatriz Brajal observa e desenha a vida a desabrochar no jardim do Campo dos Mártires da Pátria. Martina Di Gennaro inverte o gesto do scroll e reivindica a espera como presença. Maria Caetano Vilalobos transforma encontros em poesia dita no presente. Ieva Ragauskaitė colhe receitas e memórias para compor um mural de afetos à volta da mesa. Naina Costa reúne retratos e vestígios do tempo numa narrativa coletiva. Alex D’Alva Teixeira usa o DJing como ferramenta de expressão e liberdade. Julia Lehmann traduz memórias e emoções em imagens datilografadas e Inês Abreu repensa os jardins como espaços de apoio mútuo.

Esta exposição, que pode ser visitada de 12 de novembro a 12 de dezembro, reúne um conjunto de obras inéditas, procurando refletir os encontros com a comunidade e uma nova forma de habitar o Goethe-Institut em Lisboa. O processo é o fio que une as várias obras e a relação entre artistas e comunidade o que lhes dá sentido.
OASis é um projeto europeu que junta artistas com comunidades locais. Promovido pelo Gerador em colaboração com o Goethe-Institut em Lisboa, OASis Lisboa integra o projeto europeu OASis – Open Art Spaces in Synergy, que pretende criar uma rede de espaços criativos abertos e gratuitos, com o objetivo de reduzir barreiras de entrada no mundo da arte. OASis Lisboa quer reforçar a ligação do Goethe-Institut à comunidade local, com enfoque em pessoas com 50 anos ou mais.

Artistas

Ives Ragauskaite é uma ilustradora lituana a viver em Lisboa. O seu trabalho vibrante e emocional explora a relação entre comida, memória e identidade. Com experiência em editorial, murais e pintura ao vivo, combina composições arrojadas com detalhes lúdicos. Baseia-se na intuição e na narrativa, inspirada por viagens, rituais do quotidiano e diários visuais. Colaborou com revistas, organizações sociais e galerias.
Archived Appetite

Exposição no café, na parede grande

Inês Abreu é arquitecta paisagista portuguesa-goesa baseada em Berlim. Estudou na Universidade de Lisboa e fez intercâmbio na Universidade Técnica de Berlim. Há 10 anos que trabalha em espaços públicos, parques infantis e jardins na Alemanha, Portugal e França. Em paralelo, desenvolve projetos artísticos a solo ou com o Kollektiv Von Null, unindo botânica, arte e estudos urbanos, procurando sempre um resultado poético.
STÜTZPUNKTE


Exposição no jardim

Julia Lehmann é uma artista visual e autora alemã residente em Sarnadas do Marmeleiro, Portugal. Com mestrado em Filosofia (FU Berlin), explora texto, materialidade e linguagem com a máquina de escrever como meio artístico. Investiga vozes femininas e transforma escrita em imagem. Trabalha, também, como tradutora (inglês, espanhol, português). As suas principais obras incluem imagens datilografadas, esculturas em vidro e postais. Expôs recentemente no Mercado Pla Arte, Lisboa (2024), revista Suboart (2024) e no espaço cultural Pachamama, no Pedrógão Grande.
Inner Landscape: Emotions Typed in Lisbon

Exposição na entrada da biblioteca

Martina di Gennaro é uma artista multidisciplinar em gravura, fotografia e investigação visual. Licenciada e mestre pela Academia de Belas-Artes de Nápoles, é doutoranda em Roma, onde vive, trabalha e leciona. Na sua prática artística e académica explora o tempo, memória e arquivo com técnicas experimentais de gravura e nos processos de conceção artística. Em 2024 foi residente na Fondazione Il Bisonte, Florença. Expôs em Itália, França, Reino Unido e Portugal e, desde 2018, uma das suas obras integra a coleção permanente da Arte no Metro de Nápoles. 
SUSPENSION≠ECLIPSE

Exposição na entrada 

Naina Costa é uma artista audiovisual, fotógrafa e produtora cultural, atua entre o Brasil e Portugal. No seu trabalho cria narrativas visuais que exploram imagem, som e memória, conectando o quotidiano com o espaço e o tempo. Com uma abordagem autoral, desenvolve projetos que unem técnica e sensibilidade, procurando provocar emoções e reflexões no público. É, ainda, produtora cultura, facilitando ligações entre artistas, espaços e públicos na área audiovisual.
Fragmentos de Memória

Exposição na área de sofás da biblioteca

Alex D’Alva Teixeira é vocalista do trio pop lisboeta D’ALVA e co-criador do projeto de rock experimental ALGUMACENA. Com raízes brasileiras e africanas, cresceu em Portugal rodeado de referências musicais diversas. Nos seus DJ sets, percorre décadas e continentes, misturando pop, electrónica e ritmos afro-latinos num formato aberto, sem rótulos, criando uma experiência musical autêntica e plural.
DJ 50+

Exposição no auditório

Beatriz Brajal é uma ilustradora, cartoonista e animadora, estuda Ilustração e Banda Desenhada no Ar.Co. A sua primeira curta de animação “Perto Ou Longe” estreou no festival IndieLisboa em 2023. O seu trabalho em banda desenhada é sobretudo autobiográfico e explora temas íntimos e quotidianos, por vezes enquadrando a personagem Sr. Solha, o seu amigo imaginário. Recentemente, expôs a banda desenhada Solilóquio na exposição de verão do Ar.Co de 2024.
Jardim por Dentro

Exposição na área de entrada

Maria Caetano Vilalobos é licenciada em Teatro e mestre em Interpretação e Direção Artística. Criadora de espetáculos como "Em Geral Não" e "Mulher, Posso e Mando", sendo autora do livro homónimo pela editora Urutau. De poesia semeada na infância, é hoje campeã nacional de Poetry Slam, tendo ganho o People Prize no Europeu de 2024. Foi ainda finalista do concurso internacional Martelive Europe, da Mostra Nacional de Jovens Criadores, venceu o concurso Cantar Abril (categoria Declamação) e participante do programa Got Talent Portugal 2024.
Spoken World

Exposição na área do sofá na entrada do café