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Ler com Goethe: Byung-Chul Han, A Crise da Narração
À descoberta da literatura de expressão alemã|Com Gilda Lopes Encarnação e Frederico Pedreira
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Goethe-Institut Lisboa, Lisboa
- Idioma Português
- Preço Entrada livre
- Parte da série: Ler com Goethe
Interessado/a? Inscreva-se, enviando email para: biblioteca.lisboa@goethe.de
Sobre o livro
Num mundo inundado de notícias e informação, pobre de experiência e de vida narradas, numa sociedade desencantada e consumista, em que aparentemente tudo se transformou em «narrativa», que lugar resta ainda ao contador de histórias e à narração? Na era digital em que o storytelling se traduz em comércio e consumo de informação atual, célere e imediata, que lugar resta às comunidades narrativas? Numa sociedade de comunicação instantânea em que o homo sapiens se transformou em phono sapiens, que lugar resta ao vagar e ao tédio, à escuta e à reflexão, à aura e à magia do mundo?Sobre o autor
Byung-Chul Han nasceu em Seul, em 1959. Estudou Metalurgia na Coreia do Sul antes de se mudar para a Alemanha, nos anos oitenta, para estudar Filosofia na Universidade de Freiburg e Teologia e Literatura Alemã na Universidade de Munique. Em 1994, fez o doutoramento em Freiburg com uma tese sobre Martin Heidegger. Atualmente é professor de Filosofia e Estudos Culturais na Universidade de Berlim. É autor de mais de uma vintena de obras, consistindo as mais recentes em análises do que ele designa por «sociedade do cansaço» e «sociedade da transparência». Raramente dá entrevistas ou divulga informações pessoais. O mais recente ensaio, publicado pela Relógio d’Água, em 2025, intitula-se Conversas sobre Deus. Um Diálogo com Simone Weill. Em 2025, foi distinguido com o Prémio Princesa de Astúrias de Comunicação e Humanidades pelo «brilhantismo com que interpreta os relatos da sociedade tecnológica». Em 2026, será publicado, na Alemanha, o ensaio Sem Respeito. Uma Crise Social.Possíveis tópicos da conversa
- Informação e narração; vagar, espanto e reflexão
- O contador de histórias: tensão narrativa e demora contemplativa
- Novas formas de ser e de poder
- Pobreza de experiência e storytelling
- Narração e plataformas digitais
- Desencantamento do mundo e aura narrativa
- Viver sem saber contar histórias
- A saturação narrativa e o cansaço do excesso
- O desaparecimento da obscuridade/ambiguidade
- A escrita sem género como possibilidade de reabilitação narrativa?
Convidados
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Gilda Lopes Encarnação
Gilda Lopes Encarnação é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em Estudos Alemães pela mesma Faculdade e doutorada em Literatura Alemã, com uma tese sobre Paul Celan (Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Salzburgo, Áustria). Traduziu Jürgen Habermas, Karl Marx, Károly Kerényi, Byung Chul-Han, Paul Celan, Thomas Mann, Stefan Zweig, Franz Kafka, Joseph Roth, Marlen Haushofer, entre outros. Foi leitora de Língua e Literatura Portuguesas na Universidade de Salzburgo de 1997 a 2003. A tradução literária é a sua paixão.
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Frederico Pedreira
Frederico Pedreira é poeta, romancista, ensaísta, tradutor e professor na Universidade de Évora. O seu livro Uma Aproximação à Estranheza, baseado na sua tese de doutoramento, recebeu o Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura de Ensaio em Humanidades. O romance A Lição do Sonâmbulo venceu o Prémio de Literatura da União Europeia (2021) e o Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz, tendo sido publicado na Bulgária, Croácia, Sérvia, Hungria e Macedónia. Publicou Coração Lento, livro de poesia distinguido com o Prémio Autores SPA (2022), o romance Sonata para Surdos (2024) e À Solta no Exército de Salvação (2025). Traduziu, entre outros, livros de poesia de W. B. Yeats, Dylan Thomas e Louise Glück, ensaios de G. K. Chesterton e George Orwell, contos de Katherine Mansfield e numerosos contos e romances de autores como Dickens, Swift, Wells, Hardy, Melville, Woolf e Banville.
Local
Campo dos Mártires da Pátria, 37
1169-016 Lisboa
Portugal
Local: Biblioteca