|
19:00
Música e literatura em diálogo: Ingeborg Bachmann e Hans Werner Henze
Leitura encenada com atuação musical | Com Claudia J. Fischer e Vera San Payo de Lemos
-
Teatro Aberto, Lisboa
- Idioma Português
- Preço Entrada livre
- Parte da série: Na Tempestade das Rosas
Quando a escritora austríaca Ingeborg Bachmann e o compositor alemão Hans Werner Henze se conheceram em 1952, ambos com 26 anos, sentiram uma afinidade imediata que viria a intensificar-se tanto no plano artístico como pessoal. Desta ligação, que se manteve até à morte de Bachmann em 1973, resultaram diversas obras poético-musicais: ciclos de canções, óperas e bailado. A par da produção artística, desenvolveu-se uma relação complexa que oscilou entre intimidade e distância.
Mediante excertos de cartas, notas autobiográficas e exemplos musicais, esta sessão ilustrará o encontro entre música e literatura nas obras criadas em parceria, bem como a ligação multifacetada que marcou profundamente as vidas destes dois artistas.
Participantes
-
Claudia J. Fischer é professora auxiliar no Departamento de Estudos Germanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirige o Mestrado em Estudos Comparatistas. Com doutoramento em Teoria da Literatura (2007), é membro do Centro de Estudos Comparatistas (CECOMP). Publicou Contos Musicais. Wackenroder, Kleist e Hoffmann (Antígona, 2017), antologia de narrativas do Romantismo alemão sobre temática musical e,com Vera San Payo de Lemos, Inhabiting the Mind of a Multilingual Interpreter: Displacement, Translation, and Revelation in Bachmann's Simultan, AustrianStudies (2025). Traduziu Thomas Mann, Brecht, Rilke, Benjamin, Fassbinder e, em parceria com Vera San Payo de Lemos, Tempo do Coração (Antígona, 2020), a correspondência entre Ingeborg Bachmann e Paul Celan. Mais recentemente, organizou, com Cristiana Vasconcelos Rodrigues, o volume Melomania. Casamentos Perfeitos entre Música e Literatura (Húmus, 2024). É autora das monografias Sobre Graça e Graciosidade (Verbo, 2014) e Fernando Pessoa no Espelho de Celan (Tinta-da-China, 2025).
-
Vera San Payo de Lemos é investigadora do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi docente do Departamento de Estudos Germanísticos dessa Faculdade (1975-2021), onde leccionou Alemão, Didáctica do Alemão, Tradução e Estudos de Teatro. No teatro, trabalha regularmente desde 1980, na área da tradução e dramaturgia, com o encenador João Lourenço, no Teatro Aberto. Colaborou na tradução e coordenou a edição dos quatro primeiros volumes do Teatro 1, 2, 3, 4 de Bertolt Brecht (Livros Cotovia, 2003-2007). Traduziu, com Claudia J. Fischer, Tempo do Coração (Antígona, 2020), a correspondência entre Ingeborg Bachmann e Paul Celan. Recebeu o Prémio da Crítica (2003) e a Medalha Goethe (2006).
-
Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragon e Elizabeth Grummer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979-84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le vin herbé (Martin) e The English cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais.
-
Nasceu em 1979. A sua formação inclui o Curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (onde de 2002 a 2024 foi professor de Interpretação) e a Licenciatura em Formação de Actores / Encenadores da ESTC. Em 1998 estreia-se como ator profissional em teatro, passando por diversas companhias como o Teatro Experimental de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro da Garagem, Teatro dos Aloés, Teatro Aberto, Palco13 e a companhia Filho do Meio. Em televisão participa em séries e novelas como Anjo Selvagem, Fascínios, Inspector Max para a TVI; Liberdade 21, Depois do Adeus, Sinais de Vida, Bem-Vindos a Beirais, Sim Chef!, Três Mulheres, Causa Própria, para a RTP; Aqui Não Há Quem Viva, Sol de Inverno, Mar Salgado e Coração d’Ouro para a SIC. Foi diretor de atores nas novelas Rosa Fogo, Sol de Inverno na SIC e na série Air Lino Excursões na RTP. Faz formações na vertente de teatro e expressão dramática em empresas. Em 2002 começou a fazer dobragens para desenhos animados, séries e filmes, sendo atualmente diretor de dobragens, dirigindo conteúdos para a Disney, Netflix e Amazon.
-
Nasceu em Lisboa em 1997. Formou-se como atriz na Escola Superior de Teatro e Cinema e fez parte do elenco fixo do Teatro Nacional D. Maria II durante a temporada de 2018/2019. Estudou também na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde concluiu a Licenciatura em Tradução, especializando-se em inglês e alemão. Atualmente, é mestranda no curso de Literaturas, Artes e Culturas Modernas na mesma faculdade, estando a escrever a sua dissertação na área de Estudos Alemães.Estreou-se, em teatro, com a companhia The Lisbon Players. A título profissional, destaca o trabalho com Sara Carinhas, Álvaro Correia, Miguel Loureiro, Carla Bolito e Ivo Alexandre. Ao longo dos anos tem vindo também a desenvolver uma parceria artística com o ator e encenador Bernardo Beja. Em cinema, protagonizou a curta-metragem A Febre de Maria João, da autoria de Afonso e Bernardo Rapazote. Este papel valeu-lhe a nomeação na categoria de Melhor Atriz na 2ª edição dos Prémios Curtas