Tradução ao vivo Tradutor transparente

Gläserne Übersetzer © Colourbox

30.09.2019, 18h30

Goethe-Institut Lisboa

Campo dos Mártires da Pátria, 37
1169-016 Lisboa

Um evento com o tradutor Paulo Rêgo


No dia 30 de setembro comemora-se o Dia Internacional da Tradução. Neste dia, que também é o Dia de São Jerónimo, o Goethe-Institut Portugal convida para uma sessão com o tradutor literário Paulo Rêgo, na qual o público terá a possibilidade de acompanhar de perto o trabalho deste tradutor.

A sessão terá início às 18h30 no auditório do Goethe-Institut em Lisboa. 
 
Num intercâmbio cultural, um dos percursos centrais consiste num melhor conhecimento das especificidades, das dúvidas e das paisagens mentais de um outro país através da literatura. Não é demais mencionar que a divulgação da literatura representa um papel essencial no diálogo intercultural e que a técnica cultural da tradução é uma das mais valiosas técnicas do intercâmbio cultural em geral. Para além das simples narrativas, cada língua representa um mundo ou também um espelho das pessoas que nela se exprimem. Na tradução literária, não é apenas relevante criar uma narrativa numa língua diferente, é também necessário transpor as vibrações subjacentes ao texto, para que através dele seja visível toda uma cultura.   
 
Neste evento, convidamo-lo a acompanhar ao vivo o trabalho de Paulo Rêgo durante a criação de uma tradução literária. O público vê o texto original e, através de uma projeção do monitor do tradutor, também tudo tudo aquilo que é necessário para chegar à tradução. O tradutor comenta o seu trabalho e convida o público a colocar questões, fazer sugestões ou criticar algumas escolhas. Assim, existe um intercâmbio ativo não só com o próprio texto, mas também com as técnicas de tradução.

Paulo Rêgo nasceu em 1971 em Lisboa. Após um percurso que, de um modo ou de outro, sempre esteve ligado à língua alemã (ensino primário e secundário, este último na Escola Alemã de Lisboa, a que se seguiu a licenciatura em Estudos Ingleses e Alemães, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), decidiu em 1995 ser tradutor.
Entre 1998 e 2000 coordenou e reviu traduções para o Círculo de Leitores. Após um período como tradutor generalista (vertente que, de resto, se mantém e responde ao seu gosto pela pesquisa sobre temas variados), foi ao longo do tempo tendo a oportunidade de, para diferentes editoras, traduzir alguns autores de relevo, sobretudo de expressão alemã (Günter Grass, Hermann Hesse, Stefan Zweig, Hans Fallada, Norbert Gstrein) mas também de expressão inglesa (Chinua Achebe, Owen Sheers, Beatrix Potter). Ultimamente tem traduzido obras mais recentes de autores como Robert Menasse, Sasha Marianna Salzmann, Bernhard Schlink ou Marion Poschmann. Participou em encontros de tradutores em Berlim e Lübeck. Conhece Straelen, a Meca renana de que qualquer tradutor do alemão (e não só) já terá ouvido falar e onde deverá ir pelo menos uma vez na vida…

Em cooperação com a Weltlesebühne.

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