Cooperação cultural Hack Ur Culture

Hack Ur Culture
  • 24. Setembro 2020 — 31. Dezembro 2021

  • Cooperação pós-colonial para o desenvolvimento, Produção pós-colonial de arte, Decolonização

  • Acra (Gana) (Ghana); Johannesburg (África do Sul); Cidade do Cabo (África do Sul) (África do Sul); Lagos (Nigéria) (Nigeria); Gaborone (); Windhoek (Namíbia); Kigali (Ruanda) (Ruanda); Iaundê (Camarões) (Cameroon); Dacar (Senegal) (Senegal); Porto-Novo (); Maputo (); Harare (Simbabwe); Nairóbi (Quênia) (Quênia); Kampala (Uganda); Lusaka (Zâmbia); Dar es Salaam (Tansania); Ouagadougo (Burkina Faso); Luanda (Angola) (Angola); Lomé (Togo); Port Louis (); Antananarivo ()

A plataforma “Hack Ur Culture” procura reunir galerias, bibliotecas, arquivos e museus africanos a profissionais criativos e ligados à tecnologia de todo o continente, a fim de incentivar cooperações e inovações que podem surgir a partir da abertura de dados culturais. O programa é promovido pelo Goethe-Institut na África em cooperação com a startup digital sulafricana Credipple.

O lançamento de Hack Ur Culture ocorreu com a consciência de que a cultura pertence a todas as pessoas e somente àquelas ligadas à pesquisa acadêmica ou a instituições estatais. Mas o acesso aos arquivos só pode se estender à ampla esfera pública se não forem cobradas entradas caras e seu acesso não seja restrito de outras formas.

Hack Ur Culture não aborda apenas a questão do acesso, mas também do uso, no sentido de dar vida a obras de arte e documentos digitalizados.

Hack Ur Culture é um projeto de cooperação com instituições culturais que visa possibilitar o acesso do público a dados culturais disponíveis em diversos formatos (textos, manuscritos, imagens, fotos, arquivos de áudio ou vídeo), convidando pessoas interessadas a utilizar esses dados de maneira criativa. As instituições também podem se beneficiar com a transformação dos dados culturais. Oficinas são e serão realizadas, bem como hackathons sobre o tema “legado cultural”.  

O primeiro prêmio para o melhor projeto global da hackathon cultural foi concedido à Artyfact, uma equipe com participantes do Senegal, Camarões e Gana, pelo aplicativo social District 6. O aplicativo possibilita a usuários e usuários obter informações sobre a história das townships da Cidade do Cabo enquanto se bate um papo com pessoas amigas.

Entre as demais contribuições está uma plataforma que envia as questões de usuários sobre as informações dos arquivos digitais de instituições culturais, um quebra-cabeças 2D com adivinhações que estimula o aprendizado e um jogo 3D, por meio do qual é possível explorar uma versão interativa do mapa do District Six da Cidade do Cabo.

O projeto conta com a participação de 200 pessoas provenientes de 20 países da África: Gana, África do Sul, Nigéria, Botswana, Namíbia, Ruanda, Camarões, Senegal, Benim, Moçambique, Zimbábue, Quênia, Uganda, Zâmbia, Tanzânia, Burkina Fasso, Angola, Togo, Maurício e Madagascar.

Responsável no Goethe-Institut: 
Stefanie Kastner, Diretora de Informação África Subsaariana