Müller, Herta

© 2007 Carl Hanser Verlag © Globo
Fera d'alma

Tradução: Claudia Abeling
São Paulo: Globo, 2013 - 249 p.
(A Biblioteca Azul)
ISBN: 978-85-250-5344-2
Título original: Herztier

Herta Müller adianta no início de seu romance: "Carregamos no rosto o que levamos de uma terra". No caso da autora, sua terra permanece não apenas no rosto, mas também nas palavras e na narrativa de Fera d’alma, novo livro de Müller publicado no Brasil pela Biblioteca Azul. Vencedora do Nobel de Literatura, a escritora foi reconhecida por, utilizando-se da "concentração da poesia e a franqueza da prosa, retratar a paisagem dos desapossados". No caso deste romance, jovens privados de seus desejos e mesmo de sua individualidade, que vivem sob o regime comunista de Nicolae Ceauşescu, ditador que governou a Romênia de 1965 a 1989.

Excerto da obra
Editora Globo


    © 2007 Carl Hanser Verlag © Globo
    O rei se inclina e mata

    Tradução: Rosvitha Friesen Blume
    São Paulo: Globo, 2013 - 213 p.
    (A Biblioteca Azul)
    ISBN: 978-85-250-5397-8
    Título original: Der König verneigt
    sich und tötet

    Coletânea de ensaios “totalmente autobiográfica”, na definição da própria autora. O livro inicia-se com suas memórias de infância em Nitzkdorf, uma pequena aldeia na região do Banat romeno. Nela, a menina Herta começa a construir a relação muito própria com as palavras que manteria na maturidade, relação cheia de astúcia, já intuindo que, criadas para se falar e pré-validadas pelos “de fora”, as palavras mais subjugam do que qualquer outra coisa – mesmo quando proibidas de serem ditas.
    A pequena aldeia natal de Herta Müller, longe de afirmar-se como integrante da complexa paisagem transnacional da Europa centro-oriental em que se inseria, fechou-se então sobre si mesma, em seu germanismo ou, antes, em seu “suabismo”. Parte do sistema de cooperativas agrícolas do regime comunista romeno, seu dia a dia era o trabalho no campo em um ambiente pleno de silêncio autoimposto e solidão, mas também permeado de chauvinismo e xenofobia, como logo se dará conta Herta Müller.

    Excerto da obra
    Editora Globo


      © Globo
      Sempre a mesma neve e sempre o mesmo tio

      Tradução: Claudia Abeling
      São Paulo: Globo, 2012 - 244 p.
      (A Biblioteca Azul)
      ISBN: 978-85-250-5160-8
      Título original: Immer derselbe Schnee und immer derselbe Onkel

      A relação entre a literatura e a vida sob a opressão política é o fio condutor dos ensaios de Sempre a mesma neve e sempre o mesmo tio (Immer derselbe Schnee und immer derselbe Onkel, 2011), de Herta Müller, escritora alemã vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2009.
      Os ensaios dão conta da ligação entre criação artística e experiência pessoal, marcada pelos efeitos do terror e da repressão impostos pelo ditador Nicolau Ceausescu na Romênia, onde Herta Müller viveu antes de partir para a Alemanha. Em Cristina e seu simulacro, ela relata como, durante a época em que trabalha como tradutora em uma fábrica, é intimada a converter-se em espiã da polícia secreta romena. Numa reviravolta irônica e trágica, após recusar a proposta mesmo sob ameaças, passa a ser vista pelos colegas como colaboradora e é isolada: os mecanismos de difamação da ditadura impõem a punição velada.

      Excerto da obra
      Editora Globo


        © Companhia das Letras
        Tudo o que tenho levo comigo

        Tradução: Carola Saavedra
        São Paulo: Companhia das Letras, 2012
        - 298 p.
        ISBN: 978-85-359-1848-9
        Título original: Atemschaukel

        Fim da guerra, 1945. Para a minoria alemã na Romênia é o início de um período de horror e silêncio. Nos cinco anos seguintes, por volta de 30 mil saxões residentes na Transilvânia foram deportados para campos de trabalhos forçados. Segundo Stálin, os povos de origem alemã deveriam pagar pelos crimes da guerra e trabalhar na reconstrução da União Soviética. Os campos caracterizaram-se por condições desumanas e insalubres, e os ex-internos preferiram esquecer o que aconteceu ali.
        Parte dessa minoria alemã, Herta Müller tomou o relato de um amigo, o poeta Oscar Pastior, como base para este romance sobre a dura experiência nos campos. O projeto que deveria ser realizado a quatro mãos foi interrompido com a morte de Pastior, e Müller o assumiu sozinha. O resultado é essa narrativa dolorosa, construída com uma escrita altamente poética, seca e pungente. Trata-se da história de Leo Auberg, um jovem de dezessete anos, gay, que é internado num campo soviético. Ali ele convive com a fome, trabalhos forçados, doenças, solidão e morte. Cinco anos depois, Leo volta para casa, mas percebe que tal retorno é impossível.

        Excerto da obra
        Companhia das Letras


          © Globo
          Depressões

          Tradução: Ingrid Ani Assmann
          São Paulo: Globo, 2010
          - 162 p.
          ISBN: 978-85-250-4834-9
          Título original: Niederungen

          Depressões (Niederungen), publicado em 1982, é a obra de estreia de Herta Muller, romena de língua alemã hoje radicada em Berlim. O cenário destas histórias é o Banat, região limítrofe da Romênia com a Hungria e a Sérvia, onde se estabeleceram colonos alemães desde fins do século XVII. Uma jovem narra uma crônica de aldeia: a vida cotidiana de sua família, numa comunidade fechada que parece viver nos confins da Segunda Guerra Mundial até os anos 1980, quando o país vivia dentro dos parâmetros do socialismo, com cooperativas estatais de produção voltadas para o cultivo de milho e a criação de gado. A atmosfera social é caracterizada pela ausência de amor, de alegria e de esperança. As crianças são educadas por meio de constante repressão e bofetadas. O convívio entre pai e mãe é tenso e rude. Ele costuma se embriagar, a espanca e a trai com outra mulher. Ela se refugia no choro. Os indivíduos e a coletividade em volta passam seus dias na rotina. Viver para eles é envelhecer, adoecer e esperar a morte. A percepção desse cotidiano desiludido é de uma concretude e precisão que lembram o estilo de Kafka. Depressões não foi escrito para quem procura consolo ou palavras edificantes. Este livro escancara um cotidiano vazio e sempre igual, que os nossos programas midiáticos de diversão fazem de conta que não existem.

          Excerto da obra
          Editora Globo


            © Globo
            O Compromisso

            Tradução: Lya Luft
            O Compromisso
            São Paulo: Globo, 2004
            - 204 p.
            ISBN: 85-250-3743-5

            Título original: Heute wär ich mir lieber nicht begegnet

            Com certa regularidade, uma simpática ex-operária da indústria têxtil é chamada para prestar depoimento ao major Aldu, da polícia secreta da Romênia, durante o regime totalitário de Nicolae Ceausescu (1918-1989), que governou o país entre 1974 e 1989. O trabalho do oficial é descobrir mulheres que traem a pátria. A jovem está sob suspeita desde que foram descobertos bilhetes enfiados nos bolsos das calças de ternos masculinos que ela costurou e que seriam enviados para a Itália. Nas mensagens, ela escreveu a frase "case comigo", junto com seu endereço. São, na verdade, desesperados pedidos de socorro para que algum desconhecido se sensibilize e venha tirá-la do mundo de opressão em que vive. A convocação é sempre para o mesmo local e horário, às 10 horas da manhã. Quando isso ocorre, significa para a garota uma noite de tormento, com insônia e pesadelos. Mesmo assim, ela nunca chega atrasada. Ao contrário, às 7h30 está pronta para sair. Como a viagem dura aproximadamente 1h30, ela acaba perambulando nas proximidades do local onde deve se apresentar enquanto sua hora não chega. Desde que esse monitoramento sobre suas atividades começou a ocorrer, sua vida foi transformada num inferno. Acusada também de prostituição em local de trabalho, ela perde o emprego. Embora seja a narradora da história, não se sabe o nome da personagem.

            Excerto da obra
            Editora Globo

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