Hermann Schulz

    No rio

    Hermann Schulz (Text)
    Wolf Erlbruch (Illustrationen)
    Hamburg: Carlsen Verlag, 1998
    S. 136
    ISBN 3-551-58035-9

    A acção do romance de Hermann Schulz decorre na colónia britânica da Tanzânia nos anos 30 do séc. XX. Friedrich Ganse, um missionário alemão, regressa de uma viagem e dá de caras com os fragmentos da sua vida familiar: A sua mulher foi vítima de uma febre fatal e a sua filha Gertrud encontra-se gravemente doente. As pessoas da aldeia cuidaram da menina. Aconselham Ganse, completamente apático, a levar a criança para a cidade, o mais depressa possível, para ser tratada num hospital europeu.

    Pouco depois, já percorre o rio com a filha numa pequena piroga, até à grande cidade mais próxima. A viagem dura 5 dias e 5 noites. À noite, Ganse encosta às margens para se abastecer de mantimentos e encontrar um local para dormir. Apesar de não ter dinheiro consigo e de não falar nenhuma língua africana, por onde quer que passe, o missionário branco é sempre bem recebido e a sua filha, tratada com remédios tradicionais e ervas. Quando ambos chegam à cidade, a filha está quase curada.

    O romance deixa em aberto se pai e filha pensam ficar na Tanzânia. Não estão sozinhos: durante as noites passadas na selva, encontram o geólogo alemão Goldschmitt, casado com uma africana e, mais tarde, uma africana nascida na Europa e que voltou à terra natal. Os pais tinham sido levados para a Alemanha como peças vivas para uma exposição colonial. Através destas duas figuras, cujos modelos históricos estão expressos no epílogo da história colonial alemã, percebe-se subtilmente o centro da acção.

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