Com uma programação exclusivamente negra e focada nas mulheres, as vivências da diáspora e a negritude são a temática da FLUP. A escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira escritora brasileira e pioneira na crítica abolicionista na nossa literatura, será a grande homenageada desse ano. O local escolhido para realizar a sétima edição da Festa Literária das Periferias (FLUP) foi berço do samba, do candomblé e da capoeira, a chamada Pequena África. A escolha do local está diretamente relacionada ao grande tema dessa edição do festival: a negritude. Ao longo dos seis dias (6 a 11 de novembro), a programação vai contar com mesas propositivas e desafiadoras, apresentações de poesia falada e atividades para o público infantil, somando mais de 80 escritores, poetas e debatedores nacionais e internacionais.
Programação apoiada pelo Goethe-Institut:
*ATENÇÃO!* - Senhas distribuídas meia hora antes das mesmas e dos slams
*ATENÇÃO!* - Inscritos previamente devem comparecer até meia hora antes das mesas e slams. Haverá lista de espera para mesas esgotadas.
Quarta-feira, 7 de novembro
Rio Poetry Slam | 16h
Palco Principal
Campeonato mundial de poesia falada
Primeira eliminatória
Chave A
Emmanuel Villafana (Trinidad e Tobago)
Ikenna Onyegbula (Canadá) Lee Mokobe (África do Sul)
Vivian Ofre (Nigéria)
Vivian Ofre é uma apaixonada criadora de mudanças que trabalha para ajudar os jovens a desenvolverem seu potencial e a criarem comunidades sustentáveis. Ela é uma entusiasta da palavra falada, uma amante de Deus, pessoas e panquecas. Vivian é bolsista da Iniciativa dos Jovens Líderes Africanos de Barack Obama e é licenciada em Geofísica Aplicada pela Universidade de Calabar, na Nigéria.
“Minha poesia é amplamente influenciada por minhas crenças e convicções. Eu falo muito sobre minha fé cristã, você sempre a encontrará nos poemas que escrevo. Acredito que a poesia é uma ferramenta que permite me expressar sem limitações. Se tenho que dizer alguma coisa, por que não falar sobre as coisas que realmente importam para mim - as coisas em que acredito? Não em que acredite mais do que Deus”, disse a poeta nigeriana Vivian Ofre.
Lee Mokobe é um poeta transqueer preto da Cidade do Cabo, na África do Sul. Fundador e diretor criativo de Vocal Revolutionaries, uma organização de desenvolvimento de artes para jovens da África do Sul, seu trabalho se concentra em direitos humanos, experiências LGBTQIA e história africana. Ele é um premiado poeta slam internacional com um campeonato BNV em seu currículo. Foi três vezes palestrante do TED e do TEDx e do Youngest TED Fellow 2015.
“Os temas que eu tenho a tendência de explorar no meu trabalho estão relacionados à justiça social, à comunidade, às experiências LGBT e, em geral, às lições que aprendi com a vida que vivi. Eu cresci em uma cidade e testemunhei muitas experiências traumáticas e pouquíssimas pessoas na minha vizinhança fazendo o trabalho para mudar as coisas. Eu escrevo sobre esses males sociais em uma tentativa desesperada de ensinar e mudar o status quo. Eu escrevo sobre justiça social para desafiar aqueles com o poder de mudar as coisas para fazer isso”, disse o poeta sul-africano Lee Mokobe.
Mesa 03 - Renascença Sankofa | 18h
Bonaventure Soh Bejeng Ndinkung e Saul Williams
Moderação: Eugênio Lima
Palco Principal
Poucas vezes na história os artistas africanos e da Diáspora conseguiram rimar sucesso comercial e reconhecimento da crítica. A inclusão das narrativas negras no gps da arte mundial se deve a uma dialética Sankofa, em que os pés firmemente fincados na ancestralidade ajudam no salto para o futuro.
O camaronês Bonaventure Soh Bejeng Ndikung é curador de arte e biotecnólogo. Foi curador da Documenta 14, última edição de uma das maiores e mais importantes mostras internacionais de arte contemporânea. É diretor do centro cultural SAVVY Contemporary, em Berlim, e editor-chefe da revista SAVVY, a primeira revista online sobre arte contemporânea africana.
Rio Poetry Slam | 20h
Palco Principal
Campeonato mundial de poesia falada
Segunda eliminatória
Chave B
Clair MC (Senegal) Edyoung Lennon (Cabo Verde)
Evelyn Rasmussen Osazuwa (Noruega)
Vanessa Kisuule (Reino Unido)
Edyoung Lennon é poeta e slammer residente do Spoken Word Cabo Verde, fundador do 265 Slam e foi representante nacional no Portugal Slam 2016. Ele integra o grupo de rap/hip hop kriolo, "Detroit Kabuverdianu", participou duas vezes do TEDxPraia e foi orador da Ignite Talk. Em 2017, foi nomeado para categoria personalidade do ano do Prêmio Nacional dos Direitos Humanos.
“Ser Universal, Ka Ixisti Paz la Fora e Humanidadi são alguns dos temas que levo ao Rio. São temas profundos e que podem causar alguma reflexão sobre a liberdade, justiça, luta, resistência, resiliência e o Amor. Levo estas mensagem com uma abordagem diferente porque acredito que os valores são caminhos para levar o homem perdido de volta ao verdadeiro sentido do ser”, pontua o poeta caboverdiano.
Quinta-feira, 8 de novembro
Lecture performance - "Os mortos nunca se vão" | 18:30h
Auditório Darcy Ribeiro
Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Rafa Joaquim, Sol Miranda e Tainah Longras
Lecture performance coletiva, guiada por Bonaventure Ndikung, do texto “Those Who Are Dead Are Not Ever Gone” (Os mortos nunca se vão, tradução de Jamille Pinheiro) com interpretação do autor, Rafa Joaquim, Sol Miranda e Tainah Longras. O texto trata da manutenção da supremacia e a exploração da riqueza africana pelos museus europeus. Como o Fórum Humboldt, citado no texto, gigantesco e polêmico projeto em Berlim, que reúne coleções de arte e objetos históricos de todo o mundo, muitos deles oriundos dos sangrentos períodos coloniais na África e Ásia. Novos museus abrindo antigas feridas.
Sexta-feira, 9 de novembro
Rio Poetry Slam | 16h
Palco Principal
Campeonato mundial de poesia falada
Semifinais I
Sábado, 10 de novembro
Rio Poetry Slam | 20h
Palco Principal
Campeonato mundial de poesia falada
FINAL