Conversa ANNE & NANETTE: 90 ANOS

ANNE & NANETTE: 90 ANOS

5ª, 05.12.2019

Goethe-Institut

Auditório
Rua Lisboa, 974
05413-001 São Paulo

O comovente relato da amiga de Anne Frank

Na entrevista, Nanette falará sobre sua história de vida, sua infância em Amsterdam, seus vínculos familiares, a perseguição nazista aos judeus, os horrores do Holocausto e sua sobrevivência. Também contará sobre a decisão de vir morar no Brasil com seu marido e sua vida pós-guerra, dedicada a dar palestras de conscientização sobre sua experiência e o Holocausto.


Mediador:
Daniel Damaceno (Casa Anne Frank e Goethe-Institut).
 

Nanette Blitz Konig

Nanette Blitz Konig nasceu em Amsterdam em 6 de abril de 1929, Sua família era de origem judia e seu pai trabalhava no Banco de Amsterdã. A partir de maio de 1940, a Holanda foi ocupada pelo exército alemão e os nazistas começam a perseguir os judeus. No início de outubro de 1941, os alunos judeus tinham que frequentar escolas separadas e é nessa ocasião que Nanette torna-se colega de classe de Anne Frank, no Liceu Judaico.
Em setembro de 1943, a família Blitz é presa e levada para o campo de transição de Westerbork. Em 15 de fevereiro de 1944, eles são deportados para o campo de concentração Bergen-Belsen. No final de novembro de 1944, o pai de Nanette morre, e no início de dezembro, o irmão de Nanette e sua mãe são transferidos de Bergen-Belsen e ela permanece sozinha. Seu irmão morre no campo de concentração de Oranienburg e sua mãe é deportada para uma mina de sal em Beendorf para trabalho escravo, vindo a falecer em abril de 1945, durante uma viagem de trem que tinha destino à Suécia.
Em janeiro de 1945, Nanette é enviada para outra parte do campo de Bergen-Belsen, conhecida como campo pequeno para mulheres. De lá, ela vê Anne no chamado "campo grande de mulheres", através da cerca de arame farpado. Estes dois campos tornam-se um só, depois que a cerca de arame farpado é retirada, em fevereiro de 1945. Nanette procura por Anne e se encontra com ela e sua irmã, Margot. Nanette sobrevive a Bergen-Belsen e é salva pelo major britânico Leonard Berney. Depois da guerra, ela passou três anos hospitalizada por ter contraído tifo, doença que matou Anne Frank quando ainda estava no co campo. Nesta época, ela recebe do pai de Anne, Otto Frank, um exemplar do livro escrito pela filha, “Het Achterhuis” (O Anexo Secreto). Depois de três anos internada para se recuperar, foi morar na Inglaterra, onde conheceu o atual marido, John Konig, que é húngaro. Em 1953, os dois se casaram e se mudaram para o Brasil logo em seguida.
Atualmente, Nanette dá palestras de conscientização sobre sua vida e o Holocausto. Em 2015, ela escreveu o livro "Eu sobrevivi ao Holocausto", onde conta em detalhes o que passou durante a guerra.
 

Anne Frank House

Inspirada no legado deixado por Anne Frank, a Anne Frank House desenvolve há 40 anos ações educativas focadas em promover reflexões sobre os perigos da discriminação, do racismo e antissemitismo. E, ao mesmo tempo reforça a importância da liberdade, igualdade de direitos, democracia e do respeito às diferenças.
Apoiado no tripé Recordar/ Refletir/ Reagir como princípio pedagógico, várias ações educativas desenvolvidas podem ser utilizadas: exposições, treinamentos, ciclos de diálogos, oficina para produção de vídeos, games e apresentações de teatro.
 

Instituto Plataforma Brasil

O Instituto Plataforma Brasil representa a Anne Frank House no Brasil desde 2007. Desenvolveu um programa educativo Anne Frank inédito, no qual as ações educativas são realizadas de forma sequencial, provocando um movimento gerador que potencializa as mudanças sociais nos locais onde são promovidos.
 
 

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