Exposição A Luta Amada

A Luta Amada – Movimentos LGBTQIA+ desde Stonewall

6ª, 23.10.2020 -
dom, 28.02.2021

Centro Cultural da Diversidade

Rua Lopes Neto, 206
São Paulo

Movimentos LGBTQIA+ desde Stonewall

A partir do dia 23 de outubro, sexta-feira, 19h, a exposição A Luta Amada – Movimentos LGBTQIA+ desde Stonewall entra em cartaz no Centro Cultural da Diversidade (R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi), com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, respeitando protocolos vigentes no momento para segurança do público, o que inclui apenas duas pessoas por vez dentro dos espaços fechados e trinta nos espaços abertos. O evento é uma parceria do Museu da Diversidade Sexual – MDS, instituição vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, e do Goethe-Institut. A ocorrência da exposição em São Paulo é uma continuidade da edição Queer as German Folk, que aconteceu na Alemanha.

Mais de 100 objetos digitalizados, como fotografias, cartazes, panfletos, fanzines underground e obras artísticas revelam a história de debates intensos, ações de resistência, apresentações artísticas e festividades relacionadas aos últimos 50 anos de vidas LGBTQIA+ na Alemannha

Na Alemanha, a exposição Queer As a German Folk aconteceu no ano de 2019 a partir de uma parceria entre o Goethe-Institut Nova York e o Schwules Museum Berlin, com curadoria de Dr. Birgit Bosold e Carina Klugbauer e apoio da Bundeszentrale für politische Bildung.
 
Na noite de 27 de junho de 1969, pessoas queer de todos os sexos – e entre elas muitas pessoas negras, se revoltaram contra um ataque policial no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque. A exposição partiu do aniversário de 50 anos da revolta para exibir ao público histórias do movimento LGBTQIA+ na Alemanha oriental e ocidental e na Alemanha unificada, dos anos 1960 até hoje.
 
A exposição foca nas pequenas e grandes revoluções da revolta – os momentos nos quais o movimento se reinventou, como a lendária “Tuntenstreit” dos gays de esquerda (Tunte é uma palavra pejorativa alemã para descrever gays “afeminados”, aqui reapropriada pelas pessoas LGBTQIA+), a fundação de uma rede de mulheres negras na Alemanha e até intervenções atuais do movimento trans.
 
A exposição traz um relato polifônico da história do movimento e dá espaço as vozes e perspectivas que até hoje não encontraram muita ressonância, por exemplo os queers da Alemanha oriental nos anos 80, cujas ações radicais ainda estão ecoando. A exposição também procura pistas da conexão transatlântica e questiona a influência dos Estados Unidos no movimento LGBTQIA+ alemão e vice versa.

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